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Artigos Textos sobre TDAH TDAH e MEMÓRIA PROSPECTIVA
Quarta, 26 Outubro 2016 00:00

TDAH e MEMÓRIA PROSPECTIVA

Escrito por  ABDA

brain opener free 0Memória prospectiva é a memória do que ainda vai acontecer - compromissos agendados para o futuro, como consultas médicas, compromissos sociais, reuniões de trabalho, etc.

Pessoas com TDAH têm problemas com a memória prospectiva e sem um lembrete do que precisam fazer, na maioria das vezes, elas simplesmente esquecem.

Quem convive com pessoas com TDAH, pode achar difícil de compreender isso, especialmente porque em alguns aspectos, as pessoas com TDAH podem ter uma habilidade incrível para lembrar fatos aleatórios.

Para devolver um livro na biblioteca, por exemplo, uma pessoa precisa manter em mente o que ‘tem que fazer’ e acionar a memória no momento certo, ou seja, um pouco antes de passar pela biblioteca. Pessoas com TDAH tem com sua memória disfuncional para tarefas cotidianas, podem se lembrar de que devem devolver o livro muito antes de passar pela biblioteca - e logo em seguida esquecer - ou lembrar muito depois, quando não há mais tempo para devolvê-lo. Essas pessoas são inábeis no manejo e resgate da memória operacional - literalmente perdem o 'timing' - imperitos na organização temporal da ação para dar a resposta no momento certo; nem antes, nem depois.

Pode parecer inofensivo a princípio, mas quando multiplicado por todas as tarefas e eventos que precisam ser realizados, é fácil perceber que se torna um grande problema, não só para quem tem TDAH, como para pessoas que convivem com eles.

Esquecer-se de pegar os filhos na escola, de pagar uma conta que está vencendo, de comparecer a uma consulta médica ou a um compromisso de trabalho, são coisas toleradas socialmente, quando eventuais. No entanto, se ocorrem com frequência diária, como no caso das pessoas com TDAH, acabam por se tornar problemas maiores, como desgaste dos relacionamentos conjugais, demissões, dívidas financeiras, entre outras tantas coisas, causando um tumulto crescente e contínuo na vida da pessoa.

Lembretes!

Uma das formas de minimizar as consequências negativas da falha na memória prospectiva é fazer uso de lembretes. Os lembretes funcionam como um HD externo para o TDAH.

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Lembretes auditivos, tais como mensagens gravadas e despertadores podem ajudar, bem como listas de tarefas e agendas escritas ou digitais. Contudo, os lembretes visuais perduráveis (que ficam ao alcance visual continuamente) tendem a ser mais eficazes, uma vez que permanecem ativando a memória do que ‘deve ser feito’.

Observe, se uma pessoa com TDAH programa o despertador para avisá-la de um compromisso ou tarefa que deverá ser executada em horário determinado, isto funcionará bem, se for possível executar a tarefa imediatamente. Por exemplo, um lembrete auditivo para tomar um remédio funcionará bem se a pessoa estiver em posse do medicamento naquele exato momento: O despertador toca, ela toma o remédio. Se a ação não for realizada imediatamente ao sinal do alarme, certamente, ela vai esquecer.

É bastante frequente relatos de pessoas com TDAH, que apesar de terem anotado um compromisso na agenda, ainda assim esquecerem tal compromisso. Isto ocorre porque se esquecem de olhar a agenda, ou porque se esquecem de carregar a agenda consigo, ou ainda porque checam a agenda de manhã, por exemplo, e veem que têm compromisso a tarde, mas ao fechar a agenda - nesta janela de tempo entre a checagem e o momento preciso do compromisso - se esquecem outra vez.

Neste sentido, quadros de avisos ou bilhetes posicionados em locais de fácil e continuo acesso visual, para pessoas com TDAH, podem ser mais eficazes, uma vez que ativam a memória dos compromissos continuamente.

É importante dizer que, para que os lembretes visuais funcionem efetivamente, é preponderante não deixar bilhetes acumulados uns sobre os outros e evitar a poluição visual com muitas frases ou rabiscos no quadro de avisos. O excesso de informação visual gera desordem, e neste caso a pessoa com TDAH acabará desistindo de checar os bilhetes e mesmo de olhar para o quadro.

De qualquer forma, não se pode desistir diante da dificuldade de organização. Com persistência, disciplina, uso de estratégias e uma pitada de criatividade, a pessoa com TDAH pode sim desenvolver uma vida funcional.

 

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