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Terça, Junho 27, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Bom dia!
Tenho três filhos. O mais velho deles sempre teve dificuldade de concentração, de comportamento, vivia provocando os amiguinhos, nunca fixava a atenção numa atividade.
Enfim, hoje depois de 25 anos, e depois de ter feito uma pós em Educação Especial, é que percebi que ele era e é hiperativo.
Tem todos os sintomas.
Até hoje não se concentra em nada, não pára em emprego nenhum, nada o satisfaz, vive me constante depressão.
Começou a usar a maconha, que o faz se sentir melhor. Não sei se já está usando outras drogas. Meu desespero é que, quando ele era pequeno, não tínhamos informações, orientações sobre essa tal de TDAH.
Sei que faz pouco tempo que começaram as pesquisas sobre isso. Mas agora não sei como agir com meu filho que já homem formado.
Será que ainda temos como salvá-los? No caso dele que usa drogas, o que fazer?
Vocês também dão orientações sobre isso?
Muito obrigada pelo menos por me dispor este espaço para falar sobre minhas angustias!!
 
Data: 20 janeiro 2013
Enviado por: Enir Mezini Campos
Assis Chateaubriand, Pr.
Vou começar pelo meio.
Numa viagem qualquer entre Brasília e Curitiba, leitura acidental da revista de bordo. Encontrei uma matéria em que havia entrevistas curtas de vários profissionais.
FIQUEI CHOCADO.
Foi mais que descoberta, foi REVELAÇÃO.
Revelou-se-me um mistério da minha cabeça. Talvez o que mais tenha determinado meu destino até então.
Eu cheguei a ficar com nó na garganta...deu-me vontade de chorar, tristeza, raiva... tudo.
Enfim, em instantes passou-se a lembrança de tanta trapalhada, tanta humilhação, tanta desistência, tanta fuga... e enfim, aquilo não era só meu.
E se não era só meu, já havia um caminho. Haveria como, ao menos, eu perguntar para alguém com o mesmo probema o que ele estava fazendo. Ou poderia chegar a um psicólogo ou psiquiatra e falar, contar, narrar.
DDA fez-me humilhações terríveis na escola.
DDa tirou-me de duas grandes faculdades, às quais nunca mais voltei por considerar-me absolutamente inepto (embora parecesse um cara inteligente ao senso comum).
DDA estrangulou-me profissionalmente.
Hoje tenho 46 anos e sou um homem vítima do que li, em grande parte.
Vítima "graças a Deus". Pois se não fosse aquela revista de bordo abandonada sobre um assento eu jamais chegaria talvez vivo hoje, pois passaram-me muitos pensamentos de abandonar o barco em definitivo.
Ora, a vida era só atrapalho mental!
Noutra leitura, o genialíssimo Bispo de Hipona escrevera que "a vaidade é o único vício que se apega à virtude para destruí-la".
O que significa?
Significa que o DDA foi minha porta de entrada para outros males que quase me destruiram igualmente. O álcool principalmente.
A soma trágica de uma personalidade tremendamente vaidosa + DDA só poderia dar em uma vida cinza, desacertada, tremendamente triste.
Havia somente momentos de alegria esparsos, mas eram alegrias fúteis, frágeis, superficiais.
Sou portador de transtorno bipolar. Mas se este desmonta qualquer convívio (eu sei o que perdi para dizer isso!), o DDA atinge o próprio portador. Ao menos no campo imediato, pois ao longo prazo tudo prejudica.
Mas a pessoa que te ama convive com DDA, mas sofrerá muito para suportar o transtorno de humor.
Então fui atrás de concerto para o DDA.
Como todo DDA... também não persistia, por causa da profusão de idéias e da incapacidade de organizá-las.
Aí entram erros práticos que não tenho certeza de serem do próprio DDA, porque há em pessoas sem DDA também, mas certamente potencializam o cenário trágico disso.
Se vc é desorganizado mentalmente, uma conversa com grupo de amigos deixa de ser um prazer e passa a ser um desafio, um medo, pois a qualquer instante vc falará alguma coisa completamente fora do nexo, ou dará uma resposta completamente "viajada". O que resultará em desconforto aos outros e muita humilhação ao DDA.
O álcool virou a única fonte de prazer legítimo.
Não havia o que buscar fora dele, pois do café da manhã ao último suspiro antes de dormir, era confusão de pensamentos.
E dormir já era um terror! Ir para a cama era uma condenação. Dava a sensação de que não podia, de que tinha de ficar acordado para fazer coisas, já que durante o dia inteirinho não conseguira organizar nada! Ô vida!
Assim foi.
Não vou mencionar a grande ajuda que tive de uma pessoa em particular apenas para não mencionar-lhe e porque agora não quero lembrar disso para não desconcentrar.
Mas foi assim: abandono da carreira para a qual me vejo honestamente vocacionado, abandono de quase tudo o mais por ver-se absolutamente incapaz de anotar os pontos de uma reunião e 5 minutos depois saber o que era que havia anotado.
Incapacidade de ler um livro, pois no segundo paráfrafo não lembrava o que havia lido no parágrafo anterior...
Incapacidade de... incapacidade para...incapacidade em... essa era a vida com DDA. Aliás, essa é a vida com DDA. Mas descobrindo-se em primeiro lugar ele.
E, no meu caso, no meu crer, tendo fé e persistência, consegue-se outra vida.
E tomando remédio, claro. E LER SOBRE DDA tanto a ponto de a luta contra ele não ser um objetivo, mas um hábito.
Enfim, há vida após o DDA. Há vida com DDA. Mas desde que nunca se esqueça do DDA.
É um inimigo oculto: esqueceu-se dele e ele te pega.
É isso. Estou totalmente à disposição para o que puder ajudar a qualquer pessoa.
Muito obrigado.
 
Data: 20 janeiro 2013
Enviado por: José Carlos Fabricio dos Santos
Sinop
Meu filho Bruno, hoje com 18 anos sofre desde os 4 e nunca recebeu diagnostico. Ele nunca conseguiu ficar sentado como as demais crianças. Nunca pode participar das atividades ao ar livre porque representava perigo para si próprio e para os Demais. A vida acadêmica sempre foi tumultuada, cheia de advertências, suspensões e muita humilhação, paga-se inclusive pelo que não fez mesmo não estando presente.As notas a muito deixaram de ser excelentes hoje são só frustrações. Já fui convidada a tirá-lo da escola particular e na escola pública, mudaram de turma e turno diversas vezes. Há dois anos ele não consegue terminar o 1º Ano. Ano passado desistiu do Instituto Federal por dificuldade de se concentrar, de permanecer sentado, de cumprir regras e tumultuar a aula. Não consegue terminar um curso, ou permanecer empregado. Tem recorrido ao álcool e ao tabaco. Fuga ou pedido de socorro? Acusam-me de não saber impor limites. Eles não sabem como me sinto, abandonei faculdade, carreira, os amigos, os familiares, fiquei depressiva. Falta à sociedade o devido conhecimento para que se preste o socorro.
 
Data: 20 janeiro 2013
Enviado por: Consuêlo Maria de Pinho Barbosa
Vera Cruz, Bahia
Ser ou não ser TDAH, eis a questão?
Shakespeare que me perdoe o plágio, mas a causa é nobre!!!
Talvez contando um pouco de minha história fique mais fácil compreender o porque do questionamento. Ouvi, certa vez, uma pessoa agradecendo ao transtorno com o qual nasceu pelo fato de ter aprendido a se superar todos os dias,pois seu transtorno tinha se tornado o professor mais tenaz e presente em sua vida.
Creio que isto se aplica a a mim e, talvez, a outras pessoas portadoras de TDAH.
Creio que descobrir que minha impulsividade, meus destemperos, minha desorganização, tinham uma explicação, além da mera irresponsabilidade que muitos acreditavam que eu tivesse, foi um bálsamo para as feridas profundas em minha alma.
Hoje aos 50 anos, com uma filha linda, inteligente e também TDAH sinto-me mais confiante para ajudá-la a superar suas batalhas diárias.
Alguns podem até dizer que usar o diagnóstico é conveniente, e sinto em desapontar estas pessoas, não é conveniência, é um fato.
Ser TDAH é uma benção e uma maldição.
Benção na criatividade, na alegria e na possibilidade de não dar atenção a pequenas bobagens do dia a dia, e em especial a minha mente em turbilhão constante, aliás esta última é benção e maldição ao mesmo tempo, especialmente nas eternas e longas noites de insônia de uma vida inteira.
Maldição na incapacidade de lidar com meus erros e acreditar que tudo de errado no universo tem uma parcela de minha responsabilidade, costumo brincar que até a bomba de Hiroshima e Nagasaki explodiu por minha culpa.
Sentir-se eternamente culpado por tudo, esta é a pior das maldições de meu TDAH, esquecer o inesquecível: horário do antibiótico, do dentista de seu filho, do compromisso que marcou com dois amigos ao tempo em lugares diferentes, do relatório que não conseguiu fazer a tempo e teve que correr, aliás, nem sei se saberia fazer de outro jeito, senão pela pressão dos ponteiros do relógio, os documentos que não poderia ter esquecido e por esta razão não foi aprovada num concurso para o mestrado,mesmo depópis de ter passado por esta situação num processo seletivo de um programa de incentivo à pesquisa.
Enfim, ser TDAH é uma batalha diária, interna, intensa e eterna, mas o bom de tudo isto é que ser TDAH me ensinou que somos diferentes e que ser diferente é o maior barato!!!
Continuo me questionando e vivendo a incosntância que compreende a vida, tal qual meu transtorno.
 
Data: 19 janeiro 2013
Enviado por: nanci barillo
Petrópolis
Hoje ao ler os depoimentos me identifiquei com quase todos .tenho um filho de 16 anos Felipe,foi diagnosticado com TDAH aos 5 anos desde então é uma batalha,medicação,acompanhamento com neuro,psicóloga,etc!
Mas cada dia é uma vitória pois tem progredido muito!
Em familia as coisas as vezes ficam conturbadas,mas tudo passa!
Obrigada pelo espaço que deixam a nós e a ajuda que esse site nos dá!
Simone Vaz
 
Data: 18 janeiro 2013
Enviado por: Simone Freitas Vaz da Silva
Piraquara -PR
Bom, tive sérios problemas com a escola do meu filho no ano passado. Vou compartilhar com vocês a cópia do documento que redigi solicitando o protocolamento e arquivo em seu prontuário escolar. Por favor leiam:

Suzano, 09 de setembro de 2012.

Prezados educadores da E.E. A. R.de A.,

Foi-me relatado no dia 20/08/2012, quando estive aí, atendendo a convocação da direção da escola que meu filho tem sido levado para direção, pois frequentemente atrapalha o andamento da aula.
A conversa aconteceu com a vice-diretora, a qual se demonstrou interessada. Também participaram a diretora que enfatizou que meu filho precisa de limite, e a professora Mariquinha que apesar de afirmar que ele atrapalha seu trabalho, comentou que ele não é mal criado, é amoroso, é inteligente e muito ativo.
Eu me coloquei a disposição e também busquei ajuda de especialista, contudo eu não posso fazê-lo mudar, de um dia para o outro, como num passe de mágica.
Não estou me omitindo, tampouco transferindo a responsabilidade para escola, mas penso que escola e família poderiam juntas, encontrar um caminho que levasse à solução do problema. Em casa ele é uma criança tranquila e amorosa, mas na escola apresenta comportamento agitado e agressivo.
Tenho atendido as convocações; tenho conversado, orientado e como sabem busquei ajuda profissional especializada; tenho me esforçado para encontrar uma solução, mas infelizmente, ainda não obtive êxito.
Na última quinta-feira ao chegar do trabalho recebi uma convocação dessa U.E., a qual me deixou muito nervosa e confusa, pois não havia um bilhete relatando o ocorrido, meu filho, talvez por medo de ser punido, não relatou o que havia feito, mas segundo ele foi suspenso por 02 (dois) dias. O estresse da situação e o desespero de tentar entender o que aconteceu me fizeram cometer uma atitude primária, incorreta, enfim, totalmente inadequada. Fiz contato com a professora, que confirmou a suspensão, o que resultou em desentendimento. Reconheço que agi errado e peço desculpas à professora pelo incômodo e inconveniência de minha parte e, também pela alteração e má interpretação dos fatos.
Conversei muito com ele e aos poucos foi me contando tudo que fez naquela tarde durante o horário de aula. Eu me excedi tirando conclusões precipitadas e confiando na primeira versão dele, mas a escola poderia ter me enviado um bilhete, uma vez que estávamos em meio um feriado prolongado.
Sei que meu filho não é nenhum anjinho, ele mesmo me relatou suas ações, eu tenho conversado com ele todos os dias, mas parece que ele, simplesmente, esquece todas as orientações dadas.
Eu não sei como ocorrem as suas saídas da sala de aula, pois ele me relatou de forma confusa, percebi que às vezes ele mentia e outras, ele se confundia mesmo – ele fala que algumas vezes, simplesmente, abre a porta e sai sem autorização e outras ele pede, mas demora em retornar e quando retorna é impedido de entrar – sugiro que um inspetor o acompanhe ao sanitário/bebedouro, tal medida impedirá que fique passeando pela escola.
Talvez a transferência de turma seja um atenuante para o problema, pois uma semana após ter iniciado o tratamento psicológico recebi um bilhete – que nas entrelinhas me cobra providências quanto ao seu comportamento – relatando que ele não retornou do recreio, não fez as atividades, enfim causou sérios transtornos aos educadores.
Reconheço que a situação fugiu do controle, tanto, que busquei auxílio psicológico. A psicóloga me falou que meu filho pode ter (TDAH) transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, mas só é possível fechar o diagnóstico a partir de 06 meses de acompanhamento.
Como o acompanhamento na UBS me parece muito moroso, vou tentar uma vaga na Clínica de Psicologia da Universidade Braz Cubas.
Peço gentilmente que respondam as questões abaixo, pois estas podem auxiliar o trabalho da equipe de saúde mental e futuro diagnóstico.
- Quais medidas pedagógicas foram tomadas, para solucionar a questão do desinteresse do aluno?
- A escola não poderia promover estratégias de ensino que integrassem o aluno?
- Ele não faz as atividades propostas. A questão didática foi analisada?
- De que forma a escola tem se manifestado para solucionar o problema?
- É feito algum trabalho de medida preventiva e conscientização dos riscos das crianças correrem pela escola?
Sugiro uma parceria escola/família para que o Thiago se integre e progrida em seus aspectos emocionais, cognitivos, sociais, educacionais etc.
Estamos falando de uma criança de 06 anos. Ele está passando por dificuldades e, em consequência disso tem apresentado comportamento e desempenho ruins. Por estas razões tem sido punido, tem ficado fora da sala de aula, fora do convívio das crianças e fora dos passeios da escola. A Constituição prevê que a educação é dever da família e do Estado e o ECA garante a permanência do aluno em sala de aula.
Estou perplexa com a decisão da escola em mantê-lo afastado como medida punitiva. Está se instaurando o estigma do aluno indisciplinado. Reflitam, o que estou pedindo é a compreensão e colaboração da escola.
Solicito esclarecimentos sobre a suspensão das aulas, pois meu filho tem ficado afastado das aulas, porém a escola não comunica por escrito. Gostaria de saber se está previsto no Regimento da Escola a suspensão das aulas como punição do aluno que não faz as atividades escolares, brinca o tempo todo e demonstra-se alheio aos comandos dos educadores?
Em 18/04/2012, como podem verificar, a professora escreveu um bilhete na agenda. Comuniquei que a funcionária dessa U.E. Zezinha abordou meu marido e meu filho no estacionamento do shopping e relatou a ocorrência. Eu solicitei à professora que me mantivesse informada acerca de seu comportamento.
Em 18/05/2012, a professora me convidou para uma conversa. Meu marido atendeu ao chamado.
Em 13/08/2012, nova reclamação.
Em 17/08/2012, a direção dessa U.E., ligou para meu marido solicitando que retirássemos nosso filho da escola, pelo mau comportamento e transtornos causados, como estávamos no trabalho (em São Paulo) não pudemos, atender imediatamente ao chamado da escola que suspendeu as aulas e nos enviou a convocação, a qual foi atendida no próximo dia útil.
A partir de 21/08/2012 minha vida tornou-se um pesadelo, pois descobri que meu filho estava frequentando a diretoria da escola, ao invés da sala de aula. Desde então, tenho me sentido pressionada pela professora para apresentar uma mudança comportamental do meu filho.
Eu já sabia que ele não fazia as atividades, pois havia conversado com a professora e também verifico seu caderno e agenda todos os dias, mas entendi que ele não estava o suficiente maduro para iniciar o 1º ano, por isso não forcei, pois me pareceu desnecessário, afinal cada criança tem seu tempo de maturação.
Ele tem batido nos colegas durante o intervalo, eu tenho conversado bastante com ele e orientado que não pode bater em ninguém. Por outro lado, ele já voltou pra casa machucado, teve sua blusa, lanches e um kit educacional, subtraídos, pois quando tivemos a “Feira do Livro em Suzano” ele esteve lá pela manhã acompanhado pela escola que fica das 9h30min às 12h, como ele sai de lá para esta U.E., levou consigo o kit que não chegou em nossa casa. Eu enviei um bilhete para a professora e foi devolvido parte do kit, mas ninguém foi punido, nenhum pai foi convocado, aliás, tais ocorrências não chegaram à direção da escola.
Não quero justificar suas atitudes, pois não aprovo seu comportamento, porém temos que reconhecer interesses comuns entre as partes, para que possamos chegar a um consenso e, assim o envolvimento resultará de forma positiva na escola, na família e na criança.
Sei que fazem o melhor, e eu também, mas este melhor não está funcionando. Temos que rever e adequar o percurso para o Thiago, penso que podemos unir forças para encontrarmos o norte e, a partir disto trabalharmos uma educação conjunta e participada visando o sucesso do aluno.
Combinei com a vice-diretora que assistiria à aula com ele, mas como tive me ausentar do trabalho durante certo período nos dias 20, 30,31(atendendo convocação, triagem da UBS e consulta médica) e no dia 05 o dia todo (oftalmologista), não posso me ausentar por esses dias, pois a direção da minha escola me advertiu verbalmente.
Tão logo seja possível, acompanharei as aulas e o intervalo dele. Sou a maior interessada nesta causa e embora pareça impossível eu creio que tudo vai se ajeitar e acabar bem.
O tratamento com o psicólogo já começou, então, é necessário esperar que as mudanças comecem a acontecer.
Creio que com o decorrer do tratamento tudo vai entrar no eixo.
Minha casa está à disposição para conhecerem e certificarem como vivemos e como é o nosso dia a dia.
Solicito que o documento seja protocolado e anexado ao prontuário do aluno.

Atenciosamente,

________________________________________

A partir da entrega deste documento à escola e pedido de ajuda ao Conselho Tutelar, a supervisão foi acionada e foram revistas as estratégias de ensino e elaborados novos planos que atendessem suas necessidades, também foi necessária a mudança de turma que resultou na vitória do meu filho que até setembro não fazia absolutamente nada, ficava completamente disperso das atividades, não sabia juntar as sílabos, tampouco formar palavras, brincava o tempo todo e não atendia ao comando dos educadores. Com a nova professora sob a orientação da supervisora, acompanhamento psicológico e familiar encerrou a ano letivo ALFABÉTICO e orgulhoso de si mesmo.
Só relatei o caso do meu filho para que outros pais tenham a coragem de buscar seus direitos constitucionais e não permitam que seus filhos sejam taxados como indisciplinados, burros e outros estigmas que as escolas, infelizmente, ainda insistem em impor.

Oba. - Os nomes citados são fictícios.
 
Data: 18 janeiro 2013
Enviado por: Erli Condello
Suzano
MEU FILHO LUCAS TEVE DIAGNÓSTICO DE TDAH DESDE OS 4 ANOS E INICIOU O USO Da MEDICAÇÃO AOS 6 COM GRANDE MELHORA DA DESATENÇÃO E HIPERATIVIDADE.
AINDA ENCONTRO PROBLEMAS COM ACEITAÇÃO NA ESCOLA COM PROFESSORES QUE NÃO ENTENDEM NADA DO ASSUNTO E COM AMIGUINHOS ACEITAM O SEU JEITO DIFERENTE DE SER MAIS IMATURO SENDO COLOCADO DE LADO.
ELE TEM ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO MAS AINDA SOFRO MUITO COM O AFASTAMENTO DOS AMIGOS POIS NÃO CONSEGUE BRINCAR DAS BRINCADEIRAS TIPO PIQUE ESCONDE.
LUCAS FAZ NATAÇÃO VAI BEM NA ESCOLA PORQUE ME DEDICO MUITO ,POIS NÃO APRENDE NADA NA ESCOLA.ESTE ANO ESTOU TROCANDO PELA QUARTA VEZ DE ESCOLA E SUA MEDICAÇÃO MUDOU PARA OUTRA AGORA PORQUE TEM TEMPO DE AÇÃO MAIOR .GOSTARIA DE SABER SE EXISTE ALGUM GRUPO DE AJUDA AQUI EM NITERÓI.OBRIGADA
 
Data: 17 janeiro 2013
Enviado por: LÍSIA SILVA DE FARIA
NITERÓI
Olá, tenho uma filha de 6 anos que foi identificado TDAH...
Esse ano ela repetirá o 1º ano ( alfabetização ). Me espanta o tratamento que ela teve na escola anterior. No ano passado ela foi tratada com uma doente mental. ficava na sala brincando de massinha e aprendendo musiquinhas. Além do fato da dificuldade de aprendizado não houve nenhum esforço da professora com ela. Obviamente chegou ao final do ano sem aprender nada. É incrível como as escolas, os professores não estão capacitados para ajudar crianças com dificuldades. Esse ano ela vai para outra escola. Estamos com o auxilio da fono e agora vamos trabalhar a auto estima dela com a psicóloga.
Eu creio na vitória da minha filha!
 
Data: 17 janeiro 2013
Enviado por: patricia matta
maricá
Com o passar do tempo passamos por mudanças que a vida nos impõe, seja mudança de condição social, afetiva, comportamento, etc.
Sempre fui uma pessoa calma que dificilmente se exaltava a não ser quando pisavam nos meus calos aí me descontrolava um pouco.
O fato é que passei por muitas situações complicadas e desde pequeno sofri por ser uma pessoa "desligada", desatenta que ficava "viajando" em sala de aula e que tinha dificuldades de reter informações e cumprir ordens complexas.
Por muitas vezes fui reprendido por não conseguir fazer algo que parecia tão simples de forma correta. Sofri bastante, foi doloroso!
Ouvia tudo e ficava calado, me sentia incompreendido e só, mas pelo menos algumas pessoas conseguiam me compreender e até ficavam com pena de mim.
Quando estava na pré-escola precisei ficar mais um ano, pois não estava apto para ingressar na primeira série devido à dificuldade motora (me fugiu a palavra). Tinha dificuldade para abotoar casaco e amarrar os tênis. Fiquei mais um ano e então passei para a primeira série.
Na primeira série tive que lidar com a dificuldade de escrever, escrevia muito devagar e não conseguia acompanhar os demais colegas. A professora era um anjo, pois sempre me tratava com muito carinho e ficava depois da aula copiando o dever de casa no meu caderno.
Na segunda série era a mesma professora e esta sempre se colocou ao meu lado me ajudando e com muito esforço passei para a série seguinte.
A minha vida escolar foi dramática, quem sabe contrate um desses escritores para fazer a minha biografia, pois escrever é diferente de falar e ao escrever acabo deixando de lado muitas coisas relevantes que aconteceram.
O que posso dizer é que nunca rodei de ano, mas passava com "as calças nas mãos" e olhe lá. Sempre fazia as aulas de reforço que a escola disponibilizava até que comecei a me tratar com uma psicopedagoga e um psicomotricista que foram de grande valia para que conseguisse melhorar nos estudos.
Eles eram as muletas que auxiliavam a caminhar e graças aos dois terminei o segundo grau e iniciei a faculdade
A faculdade também não foi nada fácil e por muito tempo precisei lutar sozinho, tirando forças não sei da onde para continuar.
Quantas aulas escutava os professores explicando a matéria e nada me entrava na cabeça enquanto isso tinha colegas que iam bem nas aulas, participavam e eu no meu canto calado tendo que lutar contra a minha dificuldade e contra mim mesmo.
Até então eu já presumia que poderia ter transtorno de déficit de atenção, mas sem hiperatividade.
As características batiam com as situações vivenciadas por mim.
Os sintomas de TDAH que me acometem são: dificuldade para manter atenção nas tarefas, dificuldade para terminar tarefas, dificuldades de organização, distração e problemas de memória.
Na faculdade tive diversas reprovações que escondia do meu pai por medo. Eu "maquiava" as minhas notas e depois fazia novamente as cadeiras até que um dia a minha "mascara" caiu.
O meu pai descobriu tudo e tivemos uma séria discussão e ele perguntou o que iria fazer e eu respondi que trancaria a faculdade.
Durante duas semanas tranquei a faculdade e fui atrás de emprego sem saber que meu pai estava "costurando" o meu retorno à faculdade, mais precisamente ao curso de fonoaudiologia.
Estava atrasado em relação aos demais colegas de curso e por isso precisei fazer 8 cadeiras no semestre.
Na época pensei que conseguiria passar no máximo em 4
Comecei a consultar com um psicólogo e uma psicopedagoga. Fiz algumas avaliações que levaram ao diagnóstico de transtorno do déficit de atenção e iniciei o tratamento.
Tudo ia bem até que por medo do meu pai e infantilidade da minha parte deixei de passar o valor que os profissionais cobravam para fazer visita à faculdade e falar com os meus professores.
E assim acabei perdendo a ajuda que tinha até então e passei a lutar sozinho, estava me entregando à depressão quando pensei: Ou me entrego à depressão, ou me apego a Deus. Optei pela segunda opção e me dei bem.
Foi uma batalha voraz, por tudo que tive que passar, mas consegui me formar em fonoaudiologia. Às vezes paro pra pensar e não acredito que consegui passar por tudo isso.
Atualmente não tenho condições de me tratar, mas assim que tiver vou lutar e muito para melhorar. Sei que tenho capacidade e vou conseguir.

Abraço a todos!
 
Data: 16 janeiro 2013
Enviado por: Douglas Musskopf
Novo Hamburgo
Olá,
Aos sete anos e dez meses meu filho foi diagnosticado com TDAH, meu mundo caiu. Pois desde aquele período (hoje ele está com 16 anos)e, por ter dificuldades em aceitar suas limitações vivemos em conflitos. Faz acompanhamento ininterrupto desde o diagnóstico, mas pouco se esforça para obter resultados mais positivos. É muito carinhoso, atencioso com os mais velhos, com a irmã, mas por sentir que não lhe aceito com é sempre contraria minhas solicitações. Por esta barreira que há entre nós e, que muito me aflige procurei tratamento psicológico para trabalhar esta rejeição, de minha parte, para melhor conviver com meu filho que sei que não tem culpa de suas limitações e que não somos perfeitos e que preciso saber conviver com as diferenças. Mas como mãe e por me sentir culpada... É difícil.
 
Data: 14 janeiro 2013
Enviado por: carmen rocha
viamao


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