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Terça, Junho 27, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Meu filho de 15 anos é tdah, descobri quando ele tinha 6.
Ele nasceu de 8 meses, sempre muito agitado, dormir ele só começou depois dos 5 anos, aos 4 entrou na escola, aos 6 a professora me alertou a levado no neuropediatra, quando depois de algumas consultas, ele foi diagnosticado tdah.
Lutei muitos anos sozinha, meu marido não aceitava, eu não tinha carta na época e com o carro na garagem ia levar ele no médico na garupa da minha bicicleta debaixo de um sol de rachar, mais ia, lutava por ele.
Na segunda série resolvi que ia tirar ele daquela escola particular que ele entrou aos 4 anos, mas uma briga, todos da família inclusive meu marido eram contra.
Fui crucificada por eles, mais não aumentava mais levar carta do médico, conversar, e a professora não entendia, uma vez me falou que tinha vontade de chacoalhar ele pra ver se pegava no tranco .
Em uma reunião de país disse que no próximo ano era ela quem ia pegar a sala novamente e que era certeza dele reprovado
Bom, coloquei ele em uma escola pública perto da minha casa, como faço até hoje, primeiro dia de aula vou a escola pública,com carta do médico, vídeos etc... e falei com a professora, e ela conhecia sobre o tdah, foi um anjo aquele ano, ajudou ele muito, comao meu marido, eu baixa vários vídeos com depoimentos, etc...,
coloquei ele na frente do computador fiz ele assistir, quando voltei ele estava chorando, me falou,parece q estão falando do Lu, minha sogra, me chamou num canto e disse que eu invertei um nome para uma má educação que eu estava dando pra ele, o meu filho ainda tem o transtorno opositor desafiante como comorbidade.
É muito difícil lidar com isso, ele é muito explosivo, mas agora novamente está perdendo o controle, não é nada fácil, ele não entende os limites que impondo a ele, não deixo ele solto por aí, quero saber aonde vai, levo aos lugares com os amigos, março horário volto buscar.
As vezes, ultimamente tem sido a maioria , me sinto perdida, com medo do futuro dele, meu pequeno menino, meu amor, meu tudo......
 
Data: 08 dezembro 2012
Enviado por: kelen cristina ferreira da silva
mogi guacu
Eu tenho dois filhos o mais velho hoje tem 20 anos , sempre bem na escola e na vida social, como é fácil aceitar e amar o bonzinho, e ai engravidei do meu segundo filho, tudo mudou, senti claramente nos seus primeiros anos de vida que aquele ser que eu tinha ganhado divinamente era diferente.
Quando íamos em festas e lá estava aquela criança em meu colo ou no colo do pai, nada o fazia descer para brincar com as outras crianças, sempre teve uma infância solitária, não precisei de diagnósticos de escolas e nem de outros profissionais, via nitidamente que ele precisa de ajuda, e tentei e tento e luto contra o total preconceito que ele sem intenção travou contra familiares e sociedade, não dei muita sorte, ele foi diagnosticado como D.D.A e T.O.C.
Quando começou a estudar logo comecei a ter problemas me chamaram desde a primeira vez na escola primeiro uma professora que veio me perguntar se ele era mudo, ele não falava ele apenas mostrava o que queria com gestos, ali estava eu com a certeza na mão que tinha um ser maravilhoso e que teria que lutar com unhas e dentes para que fosse intendido, mas não achei que fosse tão dificil , lá ia aquele pequeno grande homem para escola.
ele odiav.
Eu o deixava na escola e ia para casa chorando porque ele se grudava na grade e eu sentia que estava deixando meu filho no matadouro, nada ele falava, nada ele fazia e só se sentia bem quando dava o horário da saida e eu ia busca-lo, se fosse este só o meu problema comecei a levar ele nos especialistas e sempre eu e ele tivemos o azar de ninguem abraçar a nossa causa e ajuda-lo.
A guerra estava travada. Comecei a ler a ver como deveria ter ele melhor em casa pelo menos, mas a aceitação dos familiares também era péssima para todos o meu menino era apenas um mal educado, já ouvi muitos dizerem você tem culpa de ele ser assim, pois você não dá educação, mal sabiam o que eu passava conversando com ele até dormindo para que ele me ajudasse que iriamos conseguir vencer.
Mas a adolescencia chegou, e com o descaso da saúde e descaso desta última escola em que ele foi matriculado tudo piorou, eu levei todos os laudos médicos para a escola que estava totalmente despreparada para ele, e em agosto deste ano, após tantos pedidos e tantas procuras de outra escola e do conselho tutelar eu vi ali meu filho com os hormonios e a impulsividade a flor da pele, sendo processado pela diretora da escola, sem em nenhum dia da vida dela como profissional tentado se dar bem ou ler para ver quem estava ali.
Como aquele adolescente estava cheio de conflitos, mas agora ela conseguiu.
Ele foi processado e está vivendo mais um conflito em sua vida já tão cheia de conflitos, ele nunca foi bem na escola , mas sempre passava de ano, porque na escola estadual é assim, frequentou passou, meu Deus, eu sempre falei pra ele meu filho vá lá se comporte, copie faça suas obrigações e venha embora, mas como se os profissionais vinham perguntar na frente de todos , você está tomando seu medicamento, você tem toc né, gritar com ele então era super frequente, provocações para ele que já tinha o pavil curto reagisse era feitas como normais.
Tanto que no dia em que ele agrediu a diretora verbalmente, ela jogou a carteira pra cima dele e quando ele a agrediu verbalmente ela disse, era tudo o que eu queria que você fizesse, senhor então o meu filho estava em um local onde ele teria que ter uma atenção e estava sendo provocado para que reagisse mau.
hoje estou triste , me sentindo sozinha, porque ele não aceita o que ela esta fazendo com ele, tive um tratamento pela promotoria do caso que não teve sensibilidade nenhuma com ele, e no dia que ele foi falar com a Juiza mesmo com os dados nas mãos ela não teve a sensibilidade de perceber que sobre pressão ele não iria reagir bem, ele não entendia direito o que ela falava, bom foi pessimo se atrapalhou todo, ela gritava eu sou a autoridade vou te mandar para a Fundação Casa.
Meu Deus fiquei tão triste alguém ali naquele momento estava falando para um adolescente que tem pais que olham por ele que tentam com paciência ensinar o que é certo e errado não com tantos progressos como com um adolescente normal, mas conseguindo aos poucos e vem e destroi tudo.
Sim está diretora fez todo o mal que podia para ele, ele não aceita que tem d.d.a, por isso seu tratamento vai bem lento, mas encontrei um psiquiatra que parece que vai me ajudar no dia da consulta foi até feliz embora vendo uma luz no fundo do tunel, mas me senti de novo perdida, meu filho é bom, impulsivo, que nunca agrediu ninguem fisicamente estava ali passando por um constrangimento que poderia levar o pouco que consigo abaixo.
Se ele se sente um lixo, agora deve estar se sentindo o que?
Agradeço muito aos que me ouviram, e aos que me atrapalharam agradeço também, aprendi que tenho que lutar e mostrar melhor ainda o mundo perigoso em que ele está, onde os maus podem ficar soltos e os bons e com suas dificuldades podem ser crucificados.
Obrigado e rezem por mim no dia desta audiência, conseguiram acabar com o Natal e Ano Novo de um adolescente que já não é tão feliz.
 
Data: 08 dezembro 2012
Enviado por: Andreia Bueno Rocha
São Paulo - Salto de Pirapora
Boa noite! Acabei de assistir via internet o video da comissão de educação e cultura do projeto de lei nº7081/10 sobre tdah e dislexia, e fiquei feliz e confiante que crianças e adolescentes possam ter atendimento e entendimento adequado nas escolas, talvez seja esse o motivo de tanta repetência e tantos alunos"bagunceiros, sem modos, bicho carpinteiros" entre outros rótulos criados para alunos como meu filho um dia recebeu.
Desde o diagnóstico estou sempre atenta em ajudá-lo nas suas necessidades e dificuldades.
Gostei muito do depoimento da professora que disse que o aluno com tda demora para perceber os fatos, quando diz sobre um aluno que levava bronca o tempo todo enquanto a sala toda fazia bagunça mas ele era o último a notar o retorno da professora.
Meu filho é assim, no dia de hoje estou angustiada pois ficou de recuperação em dez matérias, para ele está sendo como um trem fantasma, onde os fantasma são as apostilas de 4 bimestre que precisa entender em apenas uma semana e fazer três provas de matérias diferentes num único dia, por isso espero que essa lei seja aprovada para o bem de tantas crianças e famílias com tda, parabéns a todos aqueles que se preocupam com o futuro desses cidadãos.
 
Data: 07 dezembro 2012
Enviado por: gislaine de cassia luiz helou
florianopolis
Aos 9 anos meu filho mais velho começou apresentar dificuldades na escola. Recorri aos professores pedindo ajuda.
O que fazer?
Como fazer?
Ninguém soube me orientar.
O tempo passou e as dificuldades aumentaram.
Desconfiei que ele poderia ter TDAH, pois eu era professora e trabalhava com alunos diagnosticados que apresentavam as mesmas dificuldades que ele.
Então, fui ao neurologista. Meu filho fez o exame, mas o médico solicitante não estava atendendo mais pelo plano de saúde.
Nesse período, meu filho foi reprovado na escola, na época ele estava na 7ª série. Ele ficou mais desestimulado ainda, me pedindo para tirá-lo daquela escola porque estava envergonhado e que não daria conta.
Assim eu fiz.
Coloquei-o numa escola pública e o levei para um neurologista conceituado que fechou o diagnóstico de TDAH.
Meu filho começou a tomar a medicação e foi melhorando aos poucos. Na escola pública ele teve apoio e acompanhamento, tomou mais conhecimento de suas limitações.
Ele era acompanhado pelo neurologista e foi melhorando. Logo depois eu desconfiei que eu poderia ter TDAH, me identifiquei com as dificuldades do meu filho, assim solicitei um exame que deu positivo, confirmando o diagnóstico.
Meu filho é igual a mim!
Hoje ele está fazendo faculdade e está muito bem, aprendeu a tocar violão sozinho e vive uma vida feliz. Temos nossas dificuldades, mas as superamos dia a dia.
 
Data: 07 dezembro 2012
Enviado por: FABIANE CORREA
BRASÍLIA
Sou médica pediatra, e tenho um filho de 15 anos portador de TDAH com diagnóstico e tratamento desde os 6 anos de idade. Nossa caminhada não foi fácil, como todos sabem, os portadores de TDAH e seus familiares passam por várias dificuldades nos relacionamentos devido a impulsividade, desatenção, principalmente nos esquecimentos e erros frequentes nas tarefas escolares.
No entanto, queria dividir a minha felicidade e ao mesmo tempo a surpresa e até perplexidade, quando solicitei atendimento especial para a realização da 1ª etapa da prova de avaiação seriada PAS -UnB, Universidade de Brasília.
Levei no período estabelecido pelo edital apenas o laudo de seu médico, com diagnóstico e a solicitação de sala calma e mais tempo para sua avaliação.
No dia da prova ele entrou só. Ao terminar a prova ele contou-me: mãe eram 4 pessoas.
Antes do início os quatro se reuniram comigo e explicaram que eu tinha a sala todinha só pra mim. Podia ler os textos em voz alta, andar na sala, e podia também ser ajudado nas leituras do texto, caso sentisse necessidade.
Uma das pessoas era um ledor de português, o outro um ledor de língua estrangeira, havia um fiscal e um supervisor de sala. Havia também um gravador que eu poderia gravar as minhas respostas, caso optasse por não marcar eu mesmo o cartão resposta. E eu também tinha 1 hora adicional de prova, da qual usei 36 minutos.
O caminho é árduo, mas não podemos desistir ou ignorar os direitos conquistados!
 
Data: 07 dezembro 2012
Enviado por: Debora Pontes Lannes Torres Cruz
Brasilia
Nascia em com oito meses de gestação , em 26/04/1970 uma criança como se já prénunciasse o seu problema. Inquietude.... "No caso..., eu" .
O primeiro choro só ao terceiro tapa, a mão do médico talvez ; sei lá em desespero, também mostrava a criança as primeiras pancadas sucessivas, que por futuro próximo seriam recorrentes na minha vida em virtude do TDAH.
Já comecei por não me concentrar em respirar. Até aí puro folclore talvez da minha capacidade de inventar.
Quando criança, como era muito inquieto. Minha mãe me matriculou bem novo na escola. Naquele que na minha época era o maternal...
E essa foi a minha primeira reprovação acadêmica... Rssssssss
Porém, apesar da reprovação , no caráter intelectual , eu me destacava positivamente. (sempre o mais inteligente da turma nos primeiros anos) .
Não parava quieto, e seria impossível me ceder os pauzinhos que manuseavam as massinhas coloridas. (Instrumentos do Jardim de Infância com o qual eu poderia ferir outra criança. E talvez isso fosse bem provável; eu era muito inventivo mesmo para minha idade). Rssssssss
Bom... Depois de dois maternais e um jardim, cheguei a classe de alfabetização e mais uma vez; destaque! O primeiro aluno a aprender a ler e escrever de toda turma. (Apesar de ser o mais levado).
Essa relação de energia e genialidade na infância...Humm.... Todos sabem o que significa? Pois é.... NADA..., Rssss .
Afinal todas as crianças podem ser inteligentes e agitadas. Todavia. Não por 18:00hs do dia, nos 365 dias dos anos de uma vida jovem, fiquem atentos pais..., (Essa regra serve também para os adultos: - Exageros de toda espécie; dificuldades à vista!!!!
Nós nos orgulhamos dos nossos filhos por uma percepção rápida do mundo ,e, por vezes nos encantamos pelas arteirices inteligentes, o fato de decorarem coisas e nomes de forma extremamente rápida.
O fato é que no TDAH isso é muito comum.
Portanto, CUIDADO!
Preste atenção nos exageros.
Toda criança pode e deve fazer arte, inventar, e aprender e tem que fazer.Mas CUIDADO! Quando tudo isso vem ligado a uma energia incessante.
Não coíba nada!!!!!! Apenas procure um especialista. Como quem faz o teste do pezinho após o parto. Apesar do descrito seu filho pode não ter nada!!!
Não sou um especialista no assunto. Sou simplesmente o mais genial aluno nota seis que se tem notícias nas minhas paragens. Rsssssss
Graças a um esforço imenso . Foi o que deu para fazer sem tratamento no meu caso .
Tenho 42 anos e só consegui ler minha primeira página inteira há Dois anos, isso sem ter mais que voltar a cada 3 ou 5 linhas por esquecer o que lia; e repetidamente 3 a 4 vezes por volta. Até conseguir concatenar o pensamento do escrito na minha mente.
Com a ajuda profissional eu li direto sem interrupções da minha própria mente! Essa sensação me faz chorar ainda hoje às vezes...
É muito bom poder ler sem a intervenção de memórias de amenidades da minha vida, como que me obsediassem o tempo todo, sem o menor sentido ou motivo de lembrar e pensar!
"Em pensar que eu fui o primeiro a aprender a ler....Rssssssssssss"
Ops veio uma Rsssssss.
O engraçado disso é que eu achava que ser disperso era normal até conseguir focar pela primeira vez...
Meu cérebro nunca havia parado até aquele momento dá para entender isso ?!!! 40 anos pensando sempre em alguma coisa, e geralmente em várias ao mesmo tempo.
Depois de uma certa idade o TDAH pode sofrer com o auto-preconceito. O de achar que não tem nada e que simplesmente não é tão inteligente.
Comigo isso aconteceu na adolescencia e o resultado é que ele simplesente desiste de tentar dar atenção as aulas.
Portanto pais !!! Cuidado com os Exageros.
 
Data: 07 dezembro 2012
Enviado por: Fábio Weber Tanure
Aguas Claras / Destrito Federal
Olá a todos!
quero contar aqui a luta que estou travando contra uma injustiça da escola de meu neto que crio como filho,na data de fazer a matrícula
tivemos a surpresa ,a escola disse que não iria renovar a matrícula,
alegando não ter um profissional para cuidar do aluno com TDAH,ele estuda nesta escola desde os 4 anos e hoje está com 7.ainda não consegue ler,apesar de conhecer todas as letras,conhece as familinhas,mas não consegue ler.
fiquei arrasada,chorei,mas momentos depois,decidi que lutaria até ver essa injustiça derrotada.procurei os orgãos competentes,Ministério público,superitendência,estou aguardando a resposta .
Não podemos jamais aceitar que atitudes deste tipo fiquem impunes.diante de qualquer resultado ,positivo ou negativo,o que não acredito,pois ja existem leis que nos amparam,farei uma divulgação contando toda a história ,estou decidida a lutar para que o meu filho e tambem outras crianças não passem por situações como esta.
Tambem passei no vestibular de pedagogia,vou estudar ,me especializar em psicopedagogia ,para ajudar meu filho e tambem outras crianças na mesma situação.obrigada.
 
Data: 05 dezembro 2012
Enviado por: selma wotikoski
Colatina
Meu nome é Maria do Carmo, sou professora de Ed. Infantil e Ens. Fundamental ha 24 anos e nesse período tive muitos alunos com TDAH, depois que participei do curso on line com o Dr Rubens e equipe através do portal ABDA passei a compreender muito melhor esse transtorno e a partir de então lidar com esses alunos ficou bem menos complicado, pois quando se conhece o "problema" fica mais fácil detectar e encaminhar o aluno para tratamento e o trabalho em sala de aula flui com mais naturalidade.
Sinto falta de mais formações nesse sentido.
 
Data: 05 dezembro 2012
Enviado por: Maria do carmo ruzgas
Santo André
Gostaria de relatar minha historia. Desde pequeno, fui muito sonhador. Na escola, ficava sempre desatento, divagando, pensamento muito rápido, criando cenários no quais muitos eu participava. Enfim, eu tinha e ainda tenho um mundo paralelo. Acho isso normal, que talvez todo mundo seja assim.
Durante Ensino primário e médio, tirava notas boas e ruins, mas sempre dentro da media, não tinha grandes problemas em passar de ano.
So que olhando de agora, percebo que era um esforço, sacrifício, eu tinha que vez por outra voltar dos sonhos para a sala de aula.
O fator que provocava uma concentração era puramente o medo: De ser reprovado, das brigas em casa. Portanto, estudava no dia anterior a prova. Organização era difícil. Tinha alguns assuntos que despertavam a atenção, como aviação por exemplo.
Durante a adolescência, ficou mais difícil acompanhar a turma, mas com sacrifício enorme, dava pra recuperar no segundo semestre.
Eu me achava distante das rodas de amigos, tava perto mas ao mesmo tempo longe. Eu tenho a característica tranqüila, estilo Zen. Uns dias to bem, meu pensamento rápido, mas nem sempre minha fala e mais lenta que meus pensamentos. Nunca usei entorpecentes, mas ontem parece que eu tinha usado.
Não sei como e, parece que depois de alguns dias, eu fico com o cérebro mais lento. Sempre achei que era somente a timidez, sempre dominante em mim. Na minha família, não havia interação social. Almoços com parentes, aniversários, nada disso existia. Amizades eram desestimuladas mas não totalmente barradas. Então quando cheguei na faculdade, fiquei perdido. Sentia-me como se tivesse sido convocado pra guerra sem ter feito o serviço militar.
O desanimo com o curso de Odonto foi latente, durante o dia, parecia estar sem rumo, sem direção. Tentei medicina, fui estudando os assuntos do ensino médio pra fazer vestibular, e fiquei fascinado na época e fiquei me perguntando: Nossa, eu estudei tudo isso no ensino médio?!
No entanto, não passei pra medicina. Não tinha controle do tempo e da organização. De 2001 a 2007, foram tentativas frustradas de fazer concursos.
Depois de tentar medicina, fiz direito em 2004, passei.
No curso, eu não conseguia estudar as matérias, assim como não conseguia no curso de Odonto e nas matérias durante o ensino médio.
Começava a estudar mas logo desistia, não tinha forcas pra manter um ritmo ate conquistar algo objetivo.
Comecei a sair com amigos, gastar mais do que podia. Logo, estudante, sem emprego, mas com a fatura do cartão de credito crescendo a passos largos. Foi uma época muito difícil em casa. Eu estava totalmente desacreditado pelos meu pais. No fundo eu achava que teria saída, que tinha algo errado.
Esses problemas me deram mais equilíbrio, hoje em dia nunca faço muitas contas, mas o problema da concentração e organização não resolvi totalmente.
De 2004 pra ca, não consegui terminar o curso de direito. Quando entro na sala, parece que o oxigênio vai diminuindo gradualmente, ate eu ficar sufocado e sair. Em 2007, surgiu um concurso para 2 bancos. Achei muito interessante, coloquei hiperfoco nos estudos e passei dentre os primeiros.
No banco, mantenho organização, me empenho muito bem e consegui ser promovido. Mas fora de la, tenho dificuldades. Não tenho afinidade com o curso, sempre achei que era isso o motivo da minha não persistência. Mas percebendo agora, vejo que em no outro curso era assim.
No ensino médio não desisti, talvez porque era regra geral, todo mundo fazia aquilo, mas na faculdade, com a possibilidade de escolher, eu não tinha elementos para tal. Os assuntos que mais despentam meu interesse são mercado financeiro e aviação. Mas não consigo manter uma rotina em busca do crescimento pleno nessas áreas.
Filmes em casa eu assisto a “prestação”. Começo, paro, depois recomeço. Assisto em 3 parcelas. Livro também. Tenho alguns livros que comecei e não terminei. Biografias eu tenho paixão por ler, mas as vezes eu tenho que ficar ordenando meu cérebro a terminar de ler o livro.
Parece que meu cérebro diz que tem outra coisa importante pra fazer, ai deixo aquilo que estou fazendo e começo outra.
Enfim, essa e um pouco da minha historia. Sempre achei que isso era um traço da minha personalidade, algo que era natural, não poderia mudar, mas ultimamente tendo contato com vídeos e escritos sobre TDAH, vejo que posso ser acometido por esse transtorno.
Se for realmente verificado o diagnostico, será uma mudança de vida, uma libertação, pois já sei que existe tratamento e estou disposto a fazer, se for preciso.
 
Data: 05 dezembro 2012
Enviado por: Juscelino Resende
Teresina - PI
Sou mãe de uma adolescente de 18 anos portadora de tdah.Durante a faze do primário foi uma aluna excelente.
a partir da 5º ano aflorou todo o processo,ela não conseguia entender as matérias e estava constantemente em explicadores que nada resolvia a não ser quando as aulas eram contadas em forma de história, mas logo brigava com os professores e voltava tudo á estaca zero, repetiu o 5, 8, 9 e 1ºdo segundo grau.
Tudo isto com acompanhamento de fonoaudióloga, depois encaminhada para psicóloga e por ultimo psiquátra que receitou medicação que toma até hoje...Este ano ela repetiu o 1º ano e não quiz ir mais a escola. estou pretendéndo coloca-la para estudar num CES que é uma forma de estudo por módulos matéria por matéria.
Vamos tentar...
Esqueci de dizer que ela desenha, pinta e trabalha com informática muito bem! obrigada pelo desabafo mas é um trabalho muito difícil mas Deus tem me ajudado...
 
Data: 05 dezembro 2012
Enviado por: ICLEA M. MOUTINHO
Rio de Janeiro


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