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Sábado, Agosto 19, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Boa tarde! Meu filho foi diagnosticado com TDAH aos 3 (três) anos de idade. Com o passar dos anos, nos colégios públicos (Estado e Prefeitura) em VR, ele sempre foi rotulado de intranquilo e bagunceiro. E que ele não poderia estudar mais nessas escolas.
As professoras diziam que ele não ficava quieto e nem deixava os colegas de classe quietos. Não culparia nunca os professores, mas as escolas não têm preparo adequado para os profissionais que lá atuam.
Quem sabe encontram uma solução adequada para esse problema?!?!?
Vale ressaltar que eu também tenho TDAH e também sofria com esses rótulos.
No entanto, eu lutei muito para buscar um lugar ao sol, já que os médicos nunca falaram nada sobre isso com meus pais.
Graças a Deus, continuo sim, com TDAH, mas consegui superar obstáculos e me formei em jornalismo pela UBM (ex-SOBEU), e trabalho como assessor na Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Espero que todos os que tenham o diagnóstico do TDAH tenham acesso às políticas públicas sérias para o problema, inclusive no dia-a-dia das escolas!!!
 
Data: 22 novembro 2012
Enviado por: Osmar Neves de Souza
Volta Redonda-RJ
Meu nome é Maria Aparecida, aqui eu relato a história de uma criança, mas que hoje é uma adulta de 50 anos.
A minha história.
Na verdade isso começa meio de trás pra frente. Um dia tive a oportunidade de ter acesso a um livro chamado "Mentes Inquietas", esse livro acabou sendo um marco para mim.
De repente eu comecei a ler uma história que parecia ser a reprodução da minha. Toda a angustia vivida durante todos esses anos, toda sensação de baixa auto estima, e de se sentir deslocada e diferente das outras pessoas.
A Criança irriquieta, atrapalhada, avoada, esquecida, desorganizada, impulsiva que se transformou numa adulta inquieta, avoada, criativa, avoada, impulsiva, desorganizada, irresponsavel, atrapalhada, esquecida, tinha um nome, uma identidade, um motivo de ser assim.
Ser uma criança TDAh é complicado. Ser um Adulto TDAh é angustiante, sofrido.
Hoje sou uma profissional que passou por um caminho de muitas perdas, pois é dificil para qualquer empregador lidar com tantas variações de comportamento.
Rompantes de brilhantismo, ideias inovadoras que vem seguidas de desinteresse e desligamento me renderam uma carteira de trabalho (duas na verdade)recheada de registros. Nunca fiquei sem trabalhar. Antes do diploma universitário ja tinha meu primeiro registro como Assistente Social pois meu desempenho inicial era impecável. mas a motivação e estimulo inicial logo acabava e não ficava mais que um ano ou dois.
Como mãe posso dizer que meus filhos são sobreviventes, pois nunca consegui estabelecer rotina para eles. Organização domestica e financeira são áreas que não consigo desenvolver. Senpre envolvida em dividas devido a descontrole e impulsividade.
Hoje meus filhos tem uma autonomia que tiveram que adquirir. infelizmente vejo neles as mesmas caracteristica minhas e isso me angustia pois vejo o mesmo sofrimento deles.
O Mais velho sempre foi o melhor da classe sem anotar NADA no caderno e hoje está na USP fazendo engenharia naval, mas quase não vai a escola as aulas por estar desmotivado, em compensação ele esta envolvido em todas as atividades extra curriculares possíveis.(futebol americano, basebol, trabalho voluntário e tudo o mais que ele puder se envolver , igualzinho a mãe)
Enfim, passei por várias terapias para tentar entender como eu FUNCIONAVA, pois eu me sentia uma incógnita.
Nos relacionamento afetivos então eu era (e sou) um desastre. Quem aguenta uma pessoa desligadíssima, atrapalhada, esquecida e desorganizada?
Infelizmente investigação diagnóstica e a terapia comportamental cognitiva são procedimentos caros e pouco acessíveis. por essa razão eu continuo nessa empreitada quase solitária.
fiz inscrição e espero ser chamada para triagem no atendimento de uma universidade aqui da minha região ha muito tempo, mas não sou chamada.
Enfim, esse é apenas parte do relato da minha trajetória até então.
Não sei se fui muito prolixa ou viajei demais rs (essa tambem é uma situação bastante comum).
Quem sabe consiga encontrar em vocês um grupo com quem possa conversar sem que olhem pra mim com aquela expressão tão conhecida pra mim de "Lá vem ela com mais uma desculpa"
 
Data: 22 novembro 2012
Enviado por: Maria Aparecida de Jesus
São Bernardo do Campo
Olá. Tenho um filho de 7 anos com TDAH diagnosticado a pouco tempo. Me interessei pelo site pois toda ajuda é bem vinda. Os depoimentos são interessantes para saber como as pessoas lidam com a situação, mas seria muito interessante se tivesse um profissional para fazer comentários sobre os mesmos.Obrigada!
 
Data: 22 novembro 2012
Enviado por: Dalva Cristina
Marialva
SER TDAH...e o Pré conceito
Há 22 anos a minha filha Natalia nasceu, e depois de 6 meses de idade que COMEÇOU a dormir. Levei no HC e deram um diagnóstico de hiperatividade neural, conhecida como uma disritmia cerebral, enfim cuidei até os 12 anos de idade, até os 4 ela tomava medicação para dormir.
Já havia quebrado a clavícula uma vez, o ante-braço havia deslocado sei la quantas vezes.Imagina uma criança desatenta que não dorme. Até ai achei que era tudo normal... ( não é que não seja)
O pior de toda esta história foi a minha ignorância e as dos outros, todos os chingos e humilhações que ela passou por trocar de escola 2 vezes ao ano, por deixa tudo jogado, por isso por aquilo, por ser preguiçosa, e bla bla bla...
Até que um dia eu conheci uma pessoa com TDAH e de logo de primeiro momento achei o máximo. Alguém parecido comigo! Existe! Foi quando ele me disse que existia TDAH, que eu nem sabia o que isso poderia ser.
DEPOIS de 20 anos conheci isso. PUTZ...ai entendi a minha filha e o meu jeito de ser. Mãe e filha com TDAH, ela é desatenta e eu hiperativa, tem noção do que são estas duas pessoas junta?
Pois, é... .quando descobri , a minha vida mudou muito para melhor, hoje consigo lidar com isso, não julgo mais o comportamento de ninguém. O mais triste nisso, foi descobrir esta minha condição com 40 anos, pense..o que ficou lá trás...O caminho que encontrei foi nos livros, aqui, no PRODATH, em vários cursos e seminários, uma coisa de TDAH mesmo, ler tudo para entender ou tentar compreender...
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Arlette Estevez
São Paulo
Fui diagnosticada tardiamente de tdah.
Quando criança ja no inicio da minha vida escolar a professora desconfiou q eu era surda pois parecia não escutar . Mas logo depois tive um cancer que roubaram todas as atenções, e a escola se tornou pra mim um ambiente cada vez mais insuportavel. Agora alem de ser "diferente"por ser desatenta e timida estava careca e com a aparencia doente.
Nao precisa nem dizer que minha auto-estima foi dilacerada e pra piorar a minha mae me colocou em outra escola muito rigida com uma professora que chegou a me sugigar .
Bom depois que melhorei do cancer, ja estava bem fisicamente mas a minha auto estima era pessima. Sempre tive pessimas notas em materias que nao gostava mas nas materias que tinha facilidade eu tirava boa notas mesmo sem estudar . E era aficionada em ler,quando estava lendo esquecia do mundo . Da 5 serie em diante todos os anos eu ficava de recuperação em mterias como matemática , fisica e quimica.
Nas outras eu passava de ano mas nao estudava .. quando era na prova de recuperação eu tirava otimas notas. Consegui concluir o ensino médio fiz faculdade mas nao conseguia arruamr emprego depois de 2 anos de formada , uma amiga insistiu pra fazer um concurso bancário . Fiz peguei uma apostila q ela comprou e estudava com a tv ligada e no orkut .rs . Fiz a prova e Passei .
Quando assumi o cargo , tive bastante problemas por que por mais que eu me esforçasse nao conseguia ser eficiente , errava mais frequentemente era desorganizada e perdia tudo , pra piorar tive q morar fora , e dividir apartamento com pessoas que nao estava acostumadas com a minha desorganização.
Em 3 meses perdi 4 chaves do apartamento e quando ia viajar pra voltar pra casa esquecia de pegar dinheiro.. passei por muitas aventuras e situações cômicas.
Isso foi me incomodando, fiquei deprimida ai pesquisei na internet e descobri o q tinha.
Procurei um neurologista e estou tomando medicação e estou muito bem .
Estou mais segura , mais feliz, Minha auto estima melhorou.
Mas sei que tenho muito a melhorar.
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Laís
Araguari
Me chamo Vanessa, tenho 32 anos e descobri que tenho TDAH há 3 meses.
Sofro muito desde muito cedo, com dificuldades que são banais para a maioria das pessoas, mas que para mim é muito difícil de encarar, como por exemplo, nunca conseguir saber, decorar, o lado esquerdo e direito.
Sempre tenho que parar para pensar qual é o lado certo. Além de diversas outras coisas que só fizeram sentido para mim depois que fiquei sabendo meu diagnóstico.
A mais difícil são a insatisfação e a procastinação. Nunca termino o que eu começo. Simplesmente não consigo. Procastino tudo que leva tempo para concluir. E quando começo algo, só consigo dar continuidade até desvendá-lo, até provar para as pessoas que eu sou capaz de fazer aquilo e que eu consigo ser a melhor se eu quiser ser. Não demora muito para eu conseguir mostrar, logo, não demora muito para eu perder o interesse.
Eu vivo em crises existenciais, vivo tentando descobrir o porque dos meus pensamentos, vivo tentando provar que eu sou capaz, que eu consigo, vivo me cobrando, isso tudo porque eu me acho menos, porque tenho uma péssima auto estima, as vezes acho que simplesmente não tenho auto estima.
Meu humor muda em questão de segundos, e a mudança é tão brusca e perceptível que até eu percebo, e muitas vezes nem eu me aguento.
Minha cabeça gira a 360 em questão de segundos.
Eu simplesmente passo o tempo pensando em desculpas para me defender, justificar, mesmo quando eu não preciso, me sinto como se precisasse ter a desculpa na ponta da língua, como se fosse ser acusada a qualquer momento de qualquer coisa, mesmo que não tenha culpa. Como se precisasse me justificar pra tudo o que eu faço.
Odeio rotinas, a mesma coisa todos os dias. Mas o engraçado é que eu amo organização. Amo me organizar, e organizar tudo ao meu rodor. Não consigo viver na bagunça. Me sinto bem arrumando o que está bagunçado. Mesmo que seja um arquivo de qualquer coisa todo bagunçado, ou a vida de uma pessoa toda desorganizada.
Alias o problema está aí... Quando consigo arrumar tudo, desapareço. Desapareço da vidas das pessoas, desapareço do local arrumado, sempre atrás de outra bagunça.
É duro ser diagnosticada as 32 anos. Parece que a minha vida não tinha fundamento até poucos meses atrás...
Acho que nunca serei uma pessoa normal. Mas o que eu farei agora para dar graça a minha vida?
Este desabafo foi grande, e muita gente não irá ler. Coisas de TDAH. Acho que nem eu leria uma coisa tão grande assim. Me assustaria com a quantidade, sem me importar para descobrir se há qualidade.
Mas valeu, pelo menos hoje eu consegui escrever um pouquinho do que eu vivo, do que eu sinto, sem medo de ser julgada.
Até mais.
Vanessa.
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Vanessa
Curitiba
TDAH - Prazer e Recompensa (Entenda quem tem)
Quantas vezes não sentei aqui para fazer o que estou fazendo agora e não me dei conta de continuar da maneira mais clara possível, a inteligência me fazia aplicar as emoções em personagens que criava dentro de mim. Dava vida a ele e acreditava em sua existência. Uma forma de mascarar as emoções sentidas por mim.
É impressionante a forma de raciocínio rápido que temos para o que é do nosso interesse, parece ser falta de vergonha da nossa parte.
Quando estou bem, saio da minha situação e olho todo o cenário como as pessoas que convivem comigo, percebo que é uma filtragem extremamente rápida que meu cérebro faz da informação e a elimina, isto acontece porque não tem nenhuma palavra chave que prenda a minha atenção no assunto.
Posso descrever minha vida toda aqui, em todos os momentos vejo sequelas do meu TDAH.
Na infância, a criança chata, precoce, agitada, com dificuldade para ficar em silencio em uma igreja, ou sentada na hora da refeição.
A auto-exclusão era confusa aos olhos de todos, podia ser extremamente comunicativa, dominava qualquer assunto, apresentava minha opinião para qualquer pessoa, era de uma auto confiança que fazia os adultos se irritarem comigo, ninguém entendia de onde eu tinha tirado a informação, se o que eu estava falando era verdade, eles não entendiam a agilidade do meu cérebro em receber, entender, incrementar o raciocínio e transforma-lo em algo grandioso para falar, dessa forma a dificuldade em me entender com alguém da minha idade era enorme, ninguém entendia minha linguagem, ninguém sabia brincar do meu jeito, porque eu desenvolvia sequencias e regras, eu selecionava porque achava ninguém era bom o suficiente para andar comigo, eu não tinha paciência em esperar o tempo normal de uma pessoa receber a informação,
Eu não queria chamar a boneca de filhinha porque era ridículo conversar com algo que não tem vida, meus brinquedos eram miniaturas porque fazias as bonecas conversarem entre elas, eu era apenas um narrador da historia. Todos os meus gostos e valores eram diferentes, como se existisse duas Anas totalmente diferentes dentro de mim.
A insistência insuportável para que todos concordassem com o que eu queria me fazia muitas vezes perder tudo, soava arrogante e grosseira, o TDAH sempre tem um argumento e é isto que esperamos das pessoas, eu não admito ter um “não”, quero que me explique, argumente. me faça entender porque de um não.
Acontece que argumentar com um TDAH não é fácil, tudo que a pessoa fala vai ter resposta, eu sempre tenho a razão até que me provem o contrario. A cada não sem argumento que eu tinha de engolir parecia tirar um pedaço do meu corpo, então eu reagia àquela dor e angustia de perca com revolta, eu tinha fracassado, e era inadmissível isto, então eu precisava liberar minha força, me arranhava, me batia, me jogava ao encontro da parede, quebrava objetos que eu gostava para entenderem que a minha revolta era maior que o valor que eu dava a qualquer coisa.
Eu não tinha controle da situação, era impulsivo, não media consequência dos meus atos. Todo este impulso gerava uma força que me fazia machucar, quem tentasse me controlar ou me segurar, muitas vezes minhas irmãs tentavam me ajudar, pois estava me machucando e eu acabava batendo nas duas de forma simultânea....
O “não” é o maior problema para o TDAH, é o mesmo que dizer “você não é capaz”, “você não vai conseguir” ou “vai dar errado”. Cada vez que ouvimos um não é como um desafio e então ficamos mais resistentes ao que queremos, porque gostamos de adrenalina e é difícil controlar nossa excitação. Quando enfim conquistamos o “sim”, a ansiedade toma conta do nosso corpo, da nossa mente, parecia um nó em minha garganta, nenhuma data ou algo esperado era tranquila, podemos agir com agitação, perdendo noites de sono ou parava sem perceber, ficava pensando no dia que estava por vir ou do que eu estava a realizar e minha mente trabalhava tanto, que quando eu notava já tinha acabado a aula e eu não tinha copiadoa matéria no caderno.
Consequência disso?
Eu me perdia, me desorganizava (característica muito natural de um TDAH – a desorganização), na mesma sequencia as emoções de insuficiência, me sentia incapaz, burra, lerda, envergonhada, não entendia como todos tinham copiado em tempo a matéria e eu ia passar pela humilhação de ficar no intervalo na sala copiando.
O esquecimento também é frequente. É um telefone tocar, que toda a programação do dia se perde, invertemos datas, esquecemos realmente de compromissos importantes e de fazer o trabalho que é para ser entregue no próximo dia. Mas sempre conseguimos dar um jeito de ultima hora, usamos o bom relacionamento, persuasão, carisma e conseguimos que alguém empreste a matéria para ser copiada e entregue. Sempre usamos nosso vocabulário extenso para explicar, justificar, argumentar e conseguir o que queremos. Uma chance de melhorar no próximo semestre, ter mais tempo para se dedicar a aquela atividade que não estamos desenvolvendo de maneira completa....
... Não temos paciência para esperar alguém aparecer, conhecer e as coisas acontecerem naturalmente. Nós fazemos acontecer, porque de fato não controlamos nossa excitação e parece que precisamos ter algo a se apegar, algo a dominar. Nunca estamos cansados, indispostos, nosso corpo tem muito a gastar, da mesma forma que nossa cabeça trabalha diferente, sendo mais criativa, mais esperta, mais informada, fazemos “mil coisas” no computador ao mesmo tempo, nossa mente não cansa, por isto a dificuldade em dormir.
Fazer exercícios, como natação, musculação, esportes que usam nossa força e energia ajudam muito para que nosso corpo exija descanso.
Aprendi controlar muitas emoções com o esporte. Desde o inicio do tratamento minha medica indicou a academia como complemento, quando me deparo com um “não”, respiro, coloco a roupa d
e academia e saio correr. Não paro enquanto aquilo não parou de me perturbar, corro horas se preciso. Descobri meu TDAH aos 16 anos, vinha fazendo o tratamento e lembrando de tomar os remédio com ajuda de meus pais. Pois seria impossível eu lembrar sozinha, recusei por muito tempo os medicamentos. Mentia que tinha tomado o comprimido quando esquecia para não admitir que eu não lembrei.
Ter disciplina sem o remédio hoje eu percebo que é impossível, o TDAH é um profissional que se destaca dentro de empresas, sempre é reconhecido por ser o melhor em executar sua profissão. E sem o medicamento nada disso é possível, pois temos que tratar nossas comorbidades ou ninguém consegue se relacionar conosco e também nunca vamos dar continuidade em que conquistamos. Podemos ate adquirir que queremos sem o medicamento, não conseguimos dar manutenção ou continuidade a isto.
Sim, o TDAH é genial, criativo produtivo, inovador, salvador... E nada disso substitui o desatento, impulsivo e desorganizado, vitima... Eu escolhi fazer o tratamento...
Hoje eu descrevi um pouco sobre cada fase desde minha infância, para que as pessoas entendam o quanto o medicamento é importante. Não tenha vergonha de perguntar e se inteirar do assunto. Hoje eu me sinto segura para falar e explicar sobre o TDAH e espero que se sintam a vontade para falar sobre e questionar também.
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Ana Claudia Cruzatti
"As vezes fico pensando até quando nossas crianças sofrerÃo com essa falta de orientação a pais ,os professores também, quase ninguém conhece essa doença, minha filha hoje está atrasada, hoje com 14 anos na 6ª série , com um histórico na escola bem difícil, muitas vezes chamada na escola de desinteressada, preguiçosa que só queria brincar na aula, por que ñ parava quieta.
A mais ou menos 2 anos uma professora de colégio público que estava fazendo uma especialização passou a conhecer o que é TDAH percebeu sem sombra de duvida que minha filha era portadora, levei á um neuro que deu daignostico errado, depois procurei uma psicopedagoga que também disse que ela era portadora de tdah , ja levei em psicologa, confesso que só agora a coisa está mais esclarecida , pois era preciso leva-la em alguém que seja especializado , a pouco dias a levei em um neuro que constatou realmente a minha filha é portadora de tdah, agora sei que preciso coloca-la em uma escola que realmente pode dar um atendimento diferenciado pra minha filha, pois a escola que ela está estudando a coordenadora ja me falou que a escola ñ tem nenhum preparo, ela está perdendo em todas as materias, assim como a minha história existem muitas e muitas!
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Adenil Cristina Brito
Feira de Santana
Olá, sou professora, sou paixonada pela educação, e acredito que ela só acontece de fato quando há pessoas especiais disposta a aceitar o novo e principalmente aprender com ele.
Sou professora há 27 anos, trabalho numa rede pública, durante esses anos me deparei com vários alunos, cada um diferente do outro, mas...... um foi especial, ele me desafiou a entender porque ele era tão desatento e ao mesmo tempo tão inquieto.
Em conversa com a mãe, foi feito um encaminhamento para o neuro e foi detectados várias situações que prejudicava a vida diária desse meu aluno.....
Mas o que mudou? Não foram os remédios e sim o meu jeito de olhar e aceitar essa criança, nós precisamos nos curvar diante dessa criança e olhar nos olhos e dizer: _ Eu posso fazer algo por você!
Eu fiz por esse aluno que hoje tem 18 anos, já concluiu o ensino médio e está trabalhando.. Ele tem TDAH, porém juntos aprendemos como lidar com situação....
Abraços!!!

21 de novembro de 2012



Ione de Jesus
Porto Real RJ
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Ione de Jesus
Porto Real
"Sempre me julguei burra. Passava de ano com notas regulares, mais não arquivava nada que aprendia e não sabia conversar sobre nada que exigisse conteudo. Passaram se os anos, casei e tive um filho.
Na fase escolar vieram os problemas. Notas baixa, distraido e etc...Ele fez dois anos de fono e não adiantou nada.
Até ai nunca tinha ouvido falar em TDA. Por orientação de uma psicopedagoga eu o levei a neurologista. E lá estava o diagnostico TDA. Ele não é hiperativo.
Foi ai que percebi qual era o meu problema...
Venho tratando o meu filho que Graças a Deus esta indo bem. Mas eu.... Fui a um neuro que me disse que já que eu vivi até agora (50 anos) com esse problema, nessa altura do campeonato não fazia mais sentido eu me tratar. Dói por mim e principalmente pelo meu filho, pois sei na pele o que é não se lembrar de pequenas coisas. Mas se para ele já resolver, posso dizer que me sinto feliz. Mais ainda se tem um longo caminho a percorer, pois ainda há muito preconceito e falta muita informação até para as escolas.
Estamos na luta.
Que Deus abençoe a todos.
 
Data: 21 novembro 2012
Enviado por: Regina Sobrinho
juiz de Fora/MG


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