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Terça, Junho 27, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Sou de Manaus e vim para Brasilia acompanhar o marido. Tenho dois filhos, um menino, que sempre foi aluno destaque na escola e uma menina, que quando cheguei em BSB tinha 6 anos de idade. Comecei a acompanhá-la mais de perto em seu deveres escolares e percebi que tinha algo errado na sua aprendizagem.
Não entendia suas dificuldades, achava que era preguiça, que não havia interesse pela escola e o tempo correndo. A escola começou a "reclamar" dela, eu também reclamava, o pai reclamava, o irmão. Enfim, procurei um apoio indicado pela escola para vê se o clima melhorava em casa e ela na escola, a relação era muito difícil.
Um dia cheguei mais cedo para apanhá-la nesse apoio e a professora estava gritando com alguém: "Já te expliquei 500 vezes isso e você não aprende....." entrei e percebi que era com a minha filha. A cena me dói até hoje. Peguei minha filha pela mão, me abaixei na frente dela e falei: " A partir de hoje não vou deixar mais ninguém gritar com você, nem eu e nem ninguém mais vai te tratar assim.
Tirei do apoio e fui procurar entender o que acontecia com a minha loirinha. Entre pediatras, neuropediatras, psicologas, fonoaudiólogas, psicopedagogas, psicomotricistas, entendi que precisa estudar.
Hoje minha menina tem 16 anos e vai fazer ano que vem o ultimo ano do ens.médio. Eu sou pedagoga e psicopedagoga, tenho uma sala de atendimento onde recebo alunos em sua maioria TDAH, que é o que minha filha tem.
Amo o que faço e minha filha é minha inspiração.
A todos que de alguma forma estão envolvidos com o TDAH, juntei minhas pedras e fiz um castelo e ele está aberto a todos que precisam de uma orientação ou qualquer outra coisa.
Com carinho "Cidinha"
 
Data: 19 novembro 2012
Enviado por: Maria Aparecida Matos Gordilho
Brasilia
Sempre fui uma criança muito quieta, nunca fui de bagunçar, mas sempre fui distraída, desorganizada, tive e tenho muita dificuldade para prestar atenção tanto nas aulas como numa conversa com alguém ou alguma tarefa.
Na escola, eu fui a última a aprender a ler e escrever, me lembro de um dia que a professora nos deu uma prova em que a gente tinha de escrever o que ela ditava e eu não sabia nada, me lembro que chorei muito no dia por que todos escreveram ao menos uma palavra das dez que ela havia ditado e eu nenhuma letra sequer.
Minhas notas nunca foram as melhores, mesmo que me esforçasse. Em outras situações levava muita bronca por causa do meu "desinteresse e descompromisso" com minhas tarefas.
Quando estava no segundo ano do ensino medio vi uma reportagem que falava sobre DDA e me identifiquei com várias caracteriscas. Percebi que conforme passava o tempo mais dificuldade eu tiha, mas só agora estou procurando um tratamento, pois hoje sinto muita dificuldade para me concentrar nos meus trabalhos da faculdade, nas aulas que me distraio com muita frequencia com meus pensamentos ou com alguma movimentação fora de sala, enfim qualquer coisa me distraí,quando percebo já estou tão distante.
De uma coisa eu sei não é desinteresse, pois me esforço muito, não é por que quero.
 
Data: 18 novembro 2012
Enviado por: CAROLINA LETÍCIA
MIRASSOL
Caros amigos,
Sou mãe de um portador do TDAH, 9 anos, e sempre me vi em situações difíceis por conta da incompreensão e falta de entendimento das pessoas com o comportamento dele, inclusive familiares, mas não por mim e sim pelo sofrimento causado nele.
Desde pequeno, idade pré escolar, suas travessuras impensadas e impulsivas me eram relatadas.
O dito popular julgava ser falta de limites, ausência dos pais, coisas de meninos sapecas... e por inocência ou inexperiência, custei a tomar uma atitude.
Em 2010, mudança de escola , o caso se agravou. Enfrentava muitas dificuldades no social (entre colegas), muitas vezes excluído e não aceito pelo grupo, nesta época, sofri junto com ele. Meu filho tinha crises de fortes dores abdominais, sem diagnóstico médico fechado.
Fui, então, alertada pela escola, que me encaminhou para uma avaliação psicológica. Sem muitas surpresas, o diagnostico de TDAH foi me apresentado pela primeira vez.
De lá para cá, medicações, efeitos, tratamentos, mais situações difíceis, mais falta de compreensão das pessoas e mais julgamentos maldosos... Porém, por um lado, mais RESPEITO ao meu pequeno. Ele merece...
Hoje, meu filho, no 3º ano faz psicoterapia e toma medicação. Tivemos suspeita de um início de TDO, mas foi logo superado. Ele já tem consciência de seu diagnóstico, faz depoimentos para mim de como se sente, às vezes muito triste. Ainda tem dificuldades em: relacionar, concentrar, esperar por sua vez, dedicar a uma coisa por muito tempo... Entre outras.
Sinto diferenças positivas na vida dele, porém nem a medicação e nem o tratamento irão substituir o respeito, carinho e a atenção dos familiares e amigos.
 
Data: 18 novembro 2012
Enviado por: Cristiane Domingues
Vitória da Conquista
Olá.
Tenho 18 anos.
Não sei, mas creio eu que já sofro com sintomas de TDAH a desde criança, tenho uma irmã gemea, e ela não sofre, desde pequeno, vejo a diferença ela sempre foi boa no coléggio, sempre teve paciêcia pra estudar, eu não eu estudava o minimo pra passar da ano, estudamos em colégio particular, sofri um pouco mas não repeti nenhuma ano...
Começamos cursinho esse ano, e foi ai que foi meu ápice.. vi como tenho dificuldade pra estudar, antes eu via, mas não me importava, esse ano como eu preciso passar em uma universidade eu vejo.. ela consegue estudar 14hrs/d, eu por mais que tento não consigo, por mais que eu fique 14 horas na frente de um livro, eu não consigo fazer render pois perco a atenção e penso em outras coisas na hora de estudar..
Desde criança meus pais percebem que sou diferente, mas de um jeito indireto... eles nunca procuraram saber o porque, meu pai brinca comigo, diz que sou mais lento.. etc.. quando eu vou para o cursinho esqueço óculos, cartão de identificação e Etc.., acredito que minha mãe também sofre de TDA, e herdei dela, não sei se é hereditário, mas acredito que sim, pois ela é mais compreensível comigo e percebo que ela é mais lenta e perdida igual eu.
Durante meu cursinho, após eu ter percebido que sofria de algo procurei o psicologo do cursinho e ele disse que possivelmente eu tenha TDA, que me enquadro...
Acho que disse tudo, foi bom eu ter dito isso aqui, pelo menos vocês compreendem.
Vou procurar um medico a partir do ano que vem, pois estou em época de vestibular.
Obrigado.
 
Data: 17 novembro 2012
Enviado por: Caique Cardoso Reis
São Paulo
Sou mãe de gêmeas idênticas diagnosticadas com TDAH. Até os 7 anos de idade vivemos uma via crucis de escola em escola. Os argumentos das escolas e dos pediatras eram sempre os mesmos: falta de limites e falta de empenho dos pais. Restava-nos um profundo sentimento de culpa e um isolamento social. Aos 7 anos conseguimos um médico que diagnosticou e tratou as minhas meninas, assim como me orientou na descoberta do TDAH. Essa orientação foi fundamental no processo, pois seria eu, a mãe, a pessoa que conviveria mais tempo com as gêmeas. Então, eu deveria explicar às crianças, de forma lúdica, o que era o TDAH e o que fazer para conviver com ele.
Com formação em docência superior, li muito sobre o assunto, participei de reuniões de grupos e orientação a pais e comecei a perceber que eu mesma tinha muitos dos sintomas das minhas filhas, principalmente uma procrastinação crônica que me causava depressão.
Muito natural porque o transtorno é genético e hereditário. Mas como ajudá-las se eu agia como elas? Como orientá-las se eu me sentia totalmente desorientada?
Busquei o diagnóstico, comecei a me tratar com medicação e psicoterapia, e observei que a mudança do meu comportamento me possibilitava pensar e criar diferentes recursos e alternativas para melhorar as inúmeras dificuldades de comportamento e aprendizagem das minhas filhas.
O meu tratamento também interrompeu uma vida fragmentada, marcada por frustrações, baixa autoestima, melancolia, ansiedade e a certeza de nunca ser capaz de estar no lugar certo e na hora certa.
Durante o tratamento das minhas filhas, fui aceita como voluntária num serviço de atendimento a crianças e adolescentes com TDAH. Ao final de 4 anos como voluntária fiz um curso de especialização em saúde mental na infância e adolescência e ali mesmo decidi mudar minha profissão. Sem deixar de ser professora fiz a faculdade de Fonoaudiologia e hoje exerço essa nova profissão para ajudar as pessoas com TDAH e seu entorno (família, escola, amigos).
Minhas filhas estão bem, com muitos amigos, sonhos, projetos de vida. Atualmente terminam o Ensino Médio e Técnico, e estão na fase de escolher uma entre as várias opções de Faculdade.
A melhor recompensa é receber das minhas filhas os agradecimentos por eu ter-lhes proporcionado uma infância muito feliz, graças a um amor capaz de construir e reconstruir referências. Na realidade, devo às minhas gêmeas e seu TDAH uma verdadeira revolução que trouxe a primavera na minha vida.
 
Data: 17 novembro 2012
Enviado por: Arnete de Almeida Faria
Rio de Janeiro
Meu filho Lucas não é meu filho biológico, ele é meu filho coração, ele chegou em casa com 5 meses e sempre foi muito inquieto, independente e determinado, aos pouos fomos percebendo que a agitação dele era acima do normal, tranformando um simples passeio no parque em uma aventura.
No berçario, chegei a aouvir da diretora que deveriamos levá-lo em uma "casa de oração", em outra escola a coordenadora disse que tinha de segurar o meu filho durante alguns jogos para que as outras crinças pudessem brincar....
Nas reuniões escolares sempre ouvi queixas a respeito do comportamento e da falta de limites...
Após passarmos por diversos e caros pofissionais, após inumeras consultas e caras avaliações, o Lucas foi diagnosticado, e devo cofessar que fiquei aliviado com o diagnóstico, pois assim poderia ajudar melhor o meu filho.
Faz 1 ano e meio que temos o diagnóstico, e tudo melhorou, ainda estamos acertando a medicação e a dose correta para ele. Eu estou aprendendo a lidar com ele, aprendendo a cobrar menos e a tolerar mais, e a amar mais.
 
Data: 17 novembro 2012
Enviado por: Marcelo Tonello
São Paulo
Sou psicopedagoga e leciono na rede pública de ensino, meu trabalho é direcionado as práticas de alfabetização no ensino regular. Minha história não terá presença afirmada do diagnóstico TDAH, mas vou expor a minha experiência docente.
Um dos meus alunos deste ano me chamou atenção quanto a dificuldade para finalização das atividades. No inicio me parecia muito atento, pela postura, olhar e responsabilidade. No final daqueles dias observei que não concluía as atividades propostas, ele então se mostrava muito preocupado e queria fazer tudo na mesma hora. Quero antes ressaltar que as atividades incluíam jogos com propostas desafiantes para os níveis de cada um, envolvendo calculo e compreensão do sistema de escrita.
Enfim, na mesma semana os pais e outros membros da família deste aluno estiveram presentes, porém, de maneira negativa. Dois de seus primos, alunos na mesma escola em série distinta, iam buscá-lo e me questionavam: "Professora, o D' fez tudo hoje?". Eu realmente não sabia o que dizer naquele momento, e disse que naquele dia houve alguns imprevistos, 'probleminhas', e que nem todos conseguiram concluir as atividades e que teriam a oportunidade de finalizá-las no dia seguinte.
Isso me deixou extremamente preocupada, havia um hábito de cobrança muito forte vindo da família. Decidi procurar mais informações no histórico do aluno e descobri que havia mais cobrança por parte da escola no ano letivo anterior, principalmente com as atividades escritas na lousa.
Procurei minha coordenadora para informá-la e me deu apoio para conversar com os pais. Foi uma situação delicada em que me vi diante de duas pessoas muito comprometidas com seus filhos, mas ao mesmo tempo carentes de informação sobre as necessidades do filho, meu aluno. Minha preocupação maior era a de retirar aquele 'peso' colocado na rotina da criança, o primeiro passo foi aliviá-los do pensamento do 'não saber o que fazer'. O segundo foi modificar a pergunta dos primos. Disse a eles que seria melhor se me perguntassem sobre o que D' fez de bom naquele dia. Tenho certeza da capacidade e aquilo que ele conseguiu concluir foi uma conquista independente de ter sido 1 ou 3 atividades. Ele tinha o seu tempo, nós precisavamos respeitá-lo.
Outro passo foi fazer encaminhamento para profissionais que pudessem diagnosticar as causas da desatenção, mas infelizmente o sistema é lento e os profissionais nem sempre colaboram. No final de tudo, ele está bem e alfabetizado. Alterei a rotina da sala para que estivesse de acordo com a necessidades de todos, sempre tinha um tempo para relaxar (ler, desenhar, brincar com massinha, jogos, etc), assim teria tempo para todos concluírem os objetivos propostos para aquele dia. Houve dias em que a derrota ficou estampada no rosto daquele menino, eu dizia que não podia desistir mesmo que fosse difícil e levasse tempo. Acreditei e o fiz crer na capacidade de seguir em busca da conquista, esses dias foram os melhores. A cada atividade concluída havia naquele ser olhos de esperança e de confiança, era mais uma nova vida, novo jeito de viver. Não era punido, não o fazia se sentir culpado.
Eu aprendi ao mesmo tempo que ensinei...
 
Data: 17 novembro 2012
Enviado por: Lisa Moraes
Pedreira
Tenho déficit de atenção e por vezes, quando em situação de muito stress nervoso, dislalia também.
Acho engraçado, hilário e estranho ver um professor de faculdade que te fez sofrer tanto com humilhações e chacotas estar presente (curtiu) esta associação..talvez nao seja publicado este meu depoimento, mas só de ter desabafado com vcs já me basta.
Obrigado.
 
Data: 16 novembro 2012
Enviado por: Glaucia
Nossa trajétoria com nosso filho é semelhante ao relato de muitos casos. So difere na questão que meu filho ñ é meu filho biológico.
Passamos pelo processo de adoção, exigido pelas leis brasileiras. Quando o fomos bucar ele tinha 1 mês e 10 dias. Conseguimos um bebê, porque ele era soro positivo ( Digo era porque ele negativou).As informações que temos ñ são suficientes para afirmar que seus pais biologicos eram portadores do transtorno.
Sabemos que a mãe era usúaria de drogas, álcool e morava na rua. Logo nos primeiros anos de vida percebemos que ela ñ era como as outras crianças.
Com 6 anos foi diagnósticado TDAH . Ñ é facíl, passei e passo por várias situações citadas em outros relatos.
Nem mesmo a família entende, a frase mais comum é : É FALTA DE LIMITES.Os problemas na escola, problemas no convívio social, etc
Os portadores de TDAH precisam com urgência de leis que os ampare . O tratamento é muito caro, e na maioria das vezes particular.
Deixo meu grito de SOCORRO. Quando a pessoa ñ têm um membro é visível, ela é respeitada com suas limitações.
O portador de TDAH, têm o direito de ser respeito com suas limitações, mesmo que ñ seja aparente.
 
Data: 16 novembro 2012
Enviado por: sonia maria alves
são paulo
Tenho 53 anos e desde sempre ouço falarem de mim como uma pessoa diferente das outra.Todos os meus irmãos também. Somos comparados até hoje com o nosso pai. Ficava muito intrigada com tudo isso, pois sempre era a esquecida, a desorganizada.
Um dia ouvi falar do Transtorno do Déficit de Atenção e fui pesquisar e constatei que estavam falando de mim e de meus irmãos. Um dia li para meu irmão um texto tirado da internet sobre o TDAH e ele me perguntou porque eu tinha escrito aquilo sobre ele.
A identificação foi imediata. De la para cá procuro me policiar. Pois sei que ajo assim não porque eu quero, mas porque meu cérebro reage diferente ao receber muitas informações.
Não consigo filtrar o que é mais importante e aí acontece a desatenção ou me interesso tanto por algo que não presto atenção no que não me interessa.
Hoje já não ligo tanto para as críticas porque sei o que tenho, mas já fiquei muitas vezes chateada com situações que fugiam ao meu controle.Costumo deixar tudo para última hora. Isto ainda me incomoda, mas vou contornando através de muito esforço. Sou consciente e isto já ajuda bastante.
 
Data: 16 novembro 2012
Enviado por: zaira pereira ramos
Osório


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