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Sábado, Agosto 19, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Durante toda a minha vida escolar,tive muitas dificuldades....mas elas sempre foram associadas a causas emocionais!Quando cheguei ao Ensino Médio,toda essa dificuldade só aumentaram,e por mais que eu estudasse não conseguia ter resultados satisfatórios!
Cheguei a repetir o primeiro ano.
Um certo dia escutei de um professor que o meu problema era falta de estudos ,o que eu sabia que não era verdade!Passava dias me esforçando,estudando e ate achava que eu era incapaz.Posso dizer que toda essa situação foi um grande aprendizado de como lidar com esse problema!Ainda esse mês me formo no colégio em que passei por essas dificuldades!me sinto muito orgulhosa de toda força que tive ,de não desistir no primeiro,nem no segundo comentário de muitas pessoas ,que eu não conseguiria!
 
Data: 16 novembro 2012
Enviado por: Mariana Erthal
Nova Friburgo
Como professora nada mais gratificante do que ver os progressos desses alunos. Mudei minha forma de enxergar os alunos "normais" a partir do momento que entendi como um aluno com TDAH e outros diagnósticos aprendem!
 
Data: 16 novembro 2012
Enviado por: Monica da Silva Finardi
São Paulo
Eu sou a mãe com TDAH de um menino com TDAH. Ambos com hiperativos-impulsivos.
Eu passei por inúmeros psicológos, fui expulsa de várias escolas, vivia apanhando por conta das "traquinagens" e mentiras.... estou com 30 anos, e na minha infância/adolescência não havia muitos profissionais que conheciam do problema e nem que pudessem me ajudar.
Minha mãe conta que quando eu era pequena, às vezes meu pai chegava em casa e a via chorando desesperada, porque "não me aguentava mais". Minha mãe nunca soube lidar com isso. Por falta de informação e por falta de motivação. Era mais simples dizer que eu era uma peste e castigar.
Na escola meu problema era comportamental. As notas eram sempre as melhores da classe, os trabalhos e a interação... mas era interação demais, falatório demais, tudo demais. Hierarquia?! Não existia pra mim!!
Alguns SOE's (Serviço de Orientação ao Estudante) tentaram ajudar, mas a falta de conhecimento era grande... lembro bem o que eu ouvia "Você é esperta, inteligente, mas sua inteligência emocional é falha."
Na adolescência foquei a energia em sexo, drogas e rock'n roll. Literalmente. Pouca droga, mas o resto era intenso. Perdi a conta de quantos parceiros eu tive, perdi a conta de quantas vezes fugia para a rua, perdi a conta de quantas vezes estive em risco e nem me tocava.
Justamente pelo meu sempre interesse nas coisas, há 5 anos atrás procurei mais uma vez ajuda, porque já passava por crises sérias de depressão, isolamento, insônia - ficava semanas sem dormir, mas em plena atividade!
E li e pesquisei e fui aqui e ali e pronto: TDAH! E com isso um monte de esclarecimentos, leitura, mudanças. E descobri que meu maior problema não é o transtorno, mas as comorbirdades dele. Consegui entender muitas atitudes minhas, me livrar da culpa de ter sido uma filha ruim, uma estudante difícil, uma garota "doida".
Há 4 anos nasceu meu caçula - por conta da adolescência fervorosa, tive um filho com 18 anos. Ele já pequeno dava sinais de hiperatividade. E conforme foi crescendo, os sintomas foram se manifestando mais. Não há uma única pessoa que tenha me conhecido quando eu era pequena que não diga "Nossa, ele é uma miniatura sua! Um Tainazinho!" ou "AH, você fazia exatamente isso!".
É genético. Mas ele não sou eu. É uma outra pessoa, que terá uma outra história. A parte do gênio forte, muito amoroso e protetor, solícito e inteligente. Na escola só fala...pelos cotovelos. Das 7.30h às 11.30h não para de tagarelar. É cansativo, exige muita energia e paciência.
Somos os dois com TDAH, mas só eu sou adulta. Então quando entro em crises, ou estou na época baixa, procrastinada, lembro que ele precisa de mim, e da minha força e postura. As comorbidades..
Busco o máximo de conhecimento em todos os lugares para lidar com crises impulsivas, agressivas, extremamente ativas. E com as crises de baixo astral. E muito amor.
Ganhei uma bicicleta, e para gastar energia, vamos os dois. Ele gasta, eu gasto, passamos tempo juntos, e assim vamos seguindo. Digo que nossa medicação é a rotina. Coisa dificil de cumprir... tarefas, compromissos, o dia a dia, tudo! Mas é essa a nossa medicação: viver a vida com consciência do que se tem e do que se é. Não somos TDAH, somos portadores de um transtorno, mas somos dois seres humanos com coisas lindas por dentro! E é isso que vamos cultivar!
Nada será maior do que o transtorno. Ele existe e está ali. Mas temos um ao outro, temos praças para brincar, compras para fazer, a escola, o trabalho, as risadas... e esse é o nosso jeito de lidar com isso.
Estamos bem, obrigada!
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: Tainá Ribeiro
Rio de Janeiro
Um relacionamento quase acabado por conta de um tdah não diagnosticado!!!
Meu namorido saia para comprar pão de manha e só voltava no jantar, encontrava um e outro amigo e acabava perdendo a noção do tempo !!!!
Hoje com o tdah diagnosticado o relacionamento continua complicado porém com muito mas esforço meu e muito mais dedicação e atenção dele! Porém ainda me irrito muito qd em um dia chuvoso ele não consegue ficar parado em casa !!!
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: Maria Angélica
Petropolis
Desde pequenina estudei em escolas particulares, tinha muita atenção por parte de meus professores, assim sempre tirei notas muito boas. Era sempre elogiada por todos, todavia só eu sabia o quanto isso me custava.
Tinha um constante sentimento de ser diferente. Pode parecer normal, porém só quem vive assim consegue entender meu sofrimento.
Meus problemas se agravaram significativamente quando passei para faculdade pública (logo de primeira). Me senti completamente perdida não só de início ,passava por tal situação período após período. Não tinha mais aquele acompanhamento ao qual estava acostumada. Faculdade é a lei da selva, pública então... puutz!
Aí num belo dia assistindo uma entrevista do Paulo Mattos comecei a chorar na mesma hora. Simplesmente descreveu minha vida.
Foi bem difícil encontrar profissionais qualificados, muitas barreiras. Contudo digo que vale a pena. Hoje tomo medicação, faço terapia e frequento o grupo de apoio da ABDA aqui do Rio. Posso dizer que nem tudo são flores atualmente, mas nem se compara ao inferno interior em que me encontrava.
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: Emanuelle Dias
Niterói
meu filho foi diagnosticado na terceira serie ,chegou a tomar remedio ,aí tomou bomba edepois conseguiu passar de ano ,mas agarrou no sexto pela terceira vez e resolvi tirar lo agora no final do ano ,pois nao encontrei apoio na escola em q ele estuda,a propria pedagoga me disse q ele nao tinha jeito e q era p tirar ele de lá. eu como mae ,o q podia pensar?
só ouvir professores dizendo q ele era preguiçoso e q nao tinha nada ,sendo q tinha laudos na escola ,.cansei.e a gora me disseram q isso nao é mais considerado como problema .estou desiludida pelo menos com esta escola pessoas q nao dao a minima pro aluno
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: vanessa fialho junqueira
congonhas
Descobri que tenho TDA neste ano de 2012.
Tenho 32 anos e nunca fui hiperativa, mas tenho o Transtorno de Déficit de Atenção do tipo Desatenta.
Meus pensamentos são muitos e ocorrem ao mesmo tempo.Sempre tive muita dificuldade em prestar atenção nas aulas, além de ser distraída, passar de uma tarefa a outra de forma constante, deixando tudo sem terminar, não tenho paciência com filas, descobri que tenho bruxismo (ranger de dentes à noite - um distúrbio do sono), apresento grande ansiedade e acabo cortando a conversa das pessoas, pois não tenho paciência de deixá-las terminar o que estão falando.
Tenho grande dificuldade em estudar, pois se consigo começar, logo me distraio e acabo deixando tudo para realizar outras tarefas mais estimulantes.
No momento estou trabalhando como assistente social,fazendo pós graduação e estudando para concursos. Mas o estudo não rende, porque não consigo me concentrar durante muito tempo!
Procurei uma neurologista e ela disse que não me recomenda o uso de remédios. Então estou pesando em fazer uma terapia. O que me consola é que tenho facilidade de tirar boas notas, mesmo estudando de última hora. Espero conseguir superar as características negativas que possuo por ter TDA!
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: Sabrina Andrade Araújo
São Vicente de Minas
Meu filho sempre foi um aluno muito inteligente e tirava ótimas notas. Mas, do 7º ano em diante, apresentou muitas dificuldades, suas notas caíram muito e foi um grande sofrimento para ele e para mim também. Não sabia como ajudá-lo, me sentia impotente. Nunca tinha escutado sobre TDAH e nem imaginava que esta era a causa de tantas angústias para ele.
Colocamos professor particular, fui à escola pedir apoio e nada melhorava.
Terminou o Ensino Médio aos trancos e barrancos e só na faculdade é que meu filho soube que sua dificuldade tinha um nome.
Eu estava cursando Psicopedagogia e via meu filho nas dificuldades apresentadas como sintomas de TDAH. Pedi a minha supervisora que fizesse uma avaliação nele. Ela o encaminhou para um Psiquiatra amigo, e se confirmou o transtorno.
A sensação que se segue é algo inquietante... Tanto sofrimento e tanto desconhecimento...
Meu filho foi reprovado duas vezes na prova da OAB. Foi demitido do escritório onde estagiava, porque não conseguia se concentrar, saía para ir aos cartórios e esquecia de levar os documentos, enfim...Eu sabia que na terceira prova iria passar.
Começou a tomar o remédio que fez toda a diferença na vida do meu filho.
Do local da prova mesmo, ele me ligou feliz e disse: Mãe, passei! Tenho certeza!!! Hoje, ele tem seu próprio escritório e está estudando para juiz.
E quando uma criança ou adolescente entra em meu consultório, a primeira coisa que faço é esclarecer aos pais, que seu filho não é um preguiçoso, não é burro. Mostro que seu filho não precisa de castigo ou que lhe tire tudo a que tem direito, ou que prometa presentes no final do ano,causando uma angústia maior por algo que ele, sem apoio da família, da escola e de um profissional, não conseguirá obter sozinho.
 
Data: 15 novembro 2012
Enviado por: MARIA DO CARMO GERMANO
RIO DE JANEIRO
"Como professora, venho acompanhado de perto as lutas de muitos pais em superar os limites e as necessidades de seus filhos diagnosticos com TDAH.
È muito dificil para alguns aceitar, é sempre um momento doloroso e ao mesmo tempo obscuro, indefinido e de luta.
Na minha profissão, já me deparei com muitos casos na sala de aula, é um processo que leva um tempo para ser compreendido e desenvolver ações que favoreçam no desempenho dos mesmos. Afirmo aindam que não é fácil, mas com competência, atenção, carinho e respeito conseguimos alcançar niveis bastante interessante. Afinal, desafio é o nosso lema diário e vê nosso aluno crescer é o alimento que nos nortea sempre".
Recife, 14 de novembreo de 2012
Lindinalva Silva
 
Data: 14 novembro 2012
Enviado por: Lindinalva Maria da Silva
Recife
Conheci uma mulher e tentamos um relacionamento, depois de muitas confusões e brigas eu achava que ela era louca ou coisa assim(ela sempre me dizia que tinha (TDAH) eu apenas escutava.
Depois de muitas idas e vindas desistimos do relacionamento mas continuamos com a amizade, quando um dia procurando na internet descobri o TDAH, e a associação, li o mais que pude sobre o assunto, e quanto mais eu lia, mais a via neste quadro, era ela em tudo.
Assisti 2 reuniões na Av. Angélica da associação, recebi um diploma por ter participado de alguns debates pela net ao vivo sobre o assunto,quanto mais eu lia sobre o assunto mais eu queria ajuda-la, mas não consegui muita coisa.
Ela tem 35 anos, mora sózinha, a familia é de Curitiba, nem ela e nem os familiares dão a importancia devida ao TDAH, conclusão, ela precisa se manter, e tem muitos problemas para se manter nos trabalhos, problemas com amizades, relacionamentos etc....
Ela mesmo não sabe o quanto o TDAH dificulta o seu dia a dia, eu vejo, eu sinto e acompanho tudo, mas não consigo ajudar muito pois ela sempre tem uma desculpa para tudo, vejo o quanto ela foi obrigada a mentir varias vezes para tentar se segurar no emprego, as vezes vejo que ela nem sabe mais o que é mentira e o que é verdade, me sinto impotente, tento ajuda-la no que posso, mas vejo que esta muito aquem das suas necessidades.
Ela mau tem condições de se manter, eu até gostaria de ajuda-da financeiramente, mas tambem não posso, com isso um tratamento com um profissional que realmente conheça e trate do TDAH fica cada dia mais distante,mas não vou desistir, um Dia DEUS pode providenciar á ajuda que ela nescessita.
Obrigado pela oportunidade.
Eduardo
 
Data: 14 novembro 2012
Enviado por: Eduardo Esteves Cesar
Guarulhos


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