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Sábado, Abril 29, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Meu primeiro filho chegou com muita expectativa. Éramos ainda muito jovens quando ele chegou e este fato só veio agravar ainda mais a situação que viveríamos em um futuro próximo. Ele sempre se demonstrou muito agitado, dormia poucas horas tanto durante o dia, quanto à noite.
Subia em todos os móveis possíveis e impossíveis de nossa casa e das casas que visitávamos, mexia em tudo... Assim, cada vez mais foi se tornando totalmente inconveniente sair com ele para outros lugares senão a casa dos avôs, que tinham total tolerância. Não parava nem para comer, saíamos com o prato atrás dele no desespero para que se nutrisse... Quando precisamos colocá-lo na primeira escolinha (2 anos), por nossa necessidade de trabalho, logo percebemos que ele era considerado pelos professores como uma criança que dava "trabalho", pois não se sentava nas rodinhas ou atividades propostas, tomava os brinquedos e geralmente batia nos colegas.
Quando a situação ficou insuportável fomos chamados pela escola e nos sugeriram, que não estaríamos colocando os limites necessários ao nosso filho.
Nesta época nós já nos sentíamos consumidos pela culpa, pois achávamos que não sabíamos educar e cuidar adequadamente dele, por sermos inexperientes e também não faltava quem apontasse isto, como o motivo das atitudes mal educadas dele.
Passamos por diversas psicólogas e ninguém conseguia nos ajudar efetivamente, o problema na escola continuava, pois sempre que passávamos por lá, freqüentemente o víamos através das grades, na quadra da escola de "castigo", sem poder brincar com os coleguinhas. Até que decidimos mudá-lo de escola, mas pouco tempo depois aos cinco anos, os mesmos problemas de relacionamento e de "indisciplina" começaram a surgir.
Aos 6 anos de idade, resolvemos novamente buscar uma outra sugestão da escola, que nos orientou a consultar um neuropediatra. A partir desta consulta, nossos horizonte foram se ampliando, havia uma explicação para aquela "tempestade" sobre nossas vidas, finalmente nosso ideal de família poderia ser reconstruído, pois agora sabíamos que havia uma resposta para tal comportamento, não era porque não soubemos educá-lo com limites, apesar de sempre nos esforçarmos para tal, não éramos fracassados como pais, simplesmente ele não conseguia absorver o que ensinávamos, porque ele não conseguia prestar atenção nas regras, tanto de convívio social quanto aquelas previamente combinadas com ele. Ele não dava conta de enxergar como o mundo funcionava.
O neuropediatra não nos prescreveu inicialmente nenhum medicamento, ele primeiramente nos prescreveu livros, para que nos apropriasse do assunto e concluíssemos se o quadro correspondente ao TDAH, realmente era compatível com o que nosso filho e nossa família viviam. Demoramos nove meses (tempo de uma gestação), para buscar todo o conhecimento através da literatura comum e científica, pesquisamos muito e não havia como negar que o quadro do nosso filho realmente era compatível com o descrito no TDAH. Mas a necessidade de uso contínuo de uma medicação, ainda era um ponto que causava muita resistência da nossa parte. Quando finalmente retornamos ao neuropediatra, nosso filho já estava com 7 anos, após esclarecimentos específicos sobre a medicação, decidimos iniciá-la conforme prescrição médica.
Neste tempo ele ainda não havia conseguido se alfabetizar, apesar de ser extremamente inteligente para outras coisas e de receber acompanhado próximo de sua professora, que era extremamente interessada e envolvida com sua especificidade. Após o uso da medicação, durante exatamente um mês, retornamos ao médico com os relatos de sua melhoria na escola e em casa e com a feliz notícia de que ele havia conseguido se alfabetizar neste período! Percebemos mudanças extremas e também sutis em seu comportamento, ao longo dos primeiros meses de tratamento adequado. Mudanças que até hoje fazem toda diferença na vida de nosso filho e conseqüentemente em nossas vidas.
Ele pôde ir superando gradativamente o que havia perdido em seus sete primeiros anos de vida: a autoconfiança, a confiança e respeito das pessoas e a liberdade de se relacionar na escola, na família e no mundo, sem perigo de minar estes relacionamentos, sem nem sequer perceber, sendo julgado e ferido constantemente. Sem mencionar a autoconfiança nos estudos e em sua capacidade intelectual, ele realmente passou a confiar que era inteligente!
Nós como família também tivemos as nossas culpas afrouxadas, pois nos conscientizamos que muitas atitudes de nosso filho, estavam ligadas a impulsividade e hiperatividade e não a uma falha em seu caráter ou personalidade, causado por uma educação deficiente da nossa parte.
Atualmente com 13 anos e meio, nosso filho mantém o tratamento medicamentoso e teve alta da terapia. Tornou-se um dos melhores alunos, de um dos melhores colégios de nossa cidade. Consegue fazer e manter alguns bons relacionamentos com amigos na escola e em outros espaços de convívio social.
Na família as relações passaram a ser menos conflituosas ou desgastantes, proporcionando maiores oportunidades para momentos de afeto e diálogo.
Sabemos que o caminho da vida é longo e que muitos são os desafios que ainda teremos de enfrentar, tais como a adolescência, vestibular, primeiro emprego, casamento e constituição de família, são algumas das situações pela qual ele deverá passar, mas agora com menos desvantagens e maiores oportunidades, em relação a maioria dos indivíduos, quantos ao modo de enfrentamento.
 
Data: 01 novembro 2012
Enviado por: Soraia Monteiro
BH
Meu filho Matheus Ribeiro Domingos tem 6 anos e é uma criança que não para quase em momento algum. Está no primeiro ano, mas tem grande dificuldade no aprendizado. Ele tem pc leve, deficiência física, retardo mental e um grau de autismo. Até agora não consegue ler ou escrever, somente reconhece cores, letras, números e figuras. Mas esquece com certa facilidade aquilo que aprende. É muito difícil lidar com a situação pois muitas pessoas não entendem e acham que é criança mal-educada. Quero apenas que meu filho possa ter uma boa qualidade de vida e consiga aprender alguma coisa dentro de sua capacidade.
 
Data: 01 novembro 2012
Enviado por: Renata Nascimento Ribeiro
Osasco
Fui um aluno que tinha dificuldades de aprendizado por falta de atenção na escola de primeiro grau, mas nunca repeti de ano, devido que fui favorecido pela passagem automática do sistema de ensino da prefeitura.
Na segunda série do primeiro grau eu ainda não sabia ler muitas coisas, pois eu não entendia a linguagem escrita, visto que a professora ensinava letras de 'forma', e nas cartilhas eram impressos letras de máquina, ou seja, eu confundia, e tudo voltava para a estaca "zero".
Fui alfabetizado de fato na terceira série, que incrivelmente no final do ano da terceira série eu estava equiparado com os outros alunos que teve o desenvolvimento normal na alfabetização, isso devido, ao que compreendo hoje, o 'hiperfoco'.
Em contraposição, aos 5 anos eu tinha habilidade de tocar piano sem nunca ter realizado curso até aos treze anos. Fiz apresentações, em alguns recitais (esqueci o nome de todos os recitais que já fiz concertos) da cidade de São Paulo a partir dos 13 anos de idade e no clube Juventus na bairro da Moóca. Hoje, conheço alguns instrumentos e suas sequências de notas, entre eles violão, Lira (nunca fiz curso), Flauta (também nunca fiz curso), entre outros instrumentos. São tantos fatos negativos e positivos entre outros que nem todos postei aqui, pois seria necessário escrever um livro, porque são tantas derrotas e poucas vitórias antes do tratamento.
Contudo, eu era muito triste pois eu não conseguia ter tantos êxitos como pessoas "normais" na escola, sendo assim, eu acreditava que nunca iria cursar o ensino superior, mas, surpreendentemente a minha vida mudou, quando conheci minha namorada na época, que com apenas 2 meses de namoro ela desconfiou que eu possuía TDAH e como fonoaudióloga ela sugeriu-me procurar um neurologista ou psiquiatra para de fato validar este possível diagnóstico.
Procurei um neurologista, que diagnosticou-me através de uma análise clínica que eu era TDAH. Após o tratamento com o medicamento que iniciou em 2004, possibilitou o meu ingresso no curso de bacharelado de Sistemas de Informação.
Hoje, sou analista de sistemas, e sou realizado profissionalmente. Nunca imaginei antes, que eu era capaz de concluir um curso universitário. Possuo todas as características do TDAH, ou seja, combinado (hiperatividade + desatenção + impulsividade). Até brinquei com o meu neurologista, dizendo que sou TDAH "leve", mas ele, disse que não existe esta definição na medicina logicamente, mas se existisse, eu seria o "grau máximo".
Hoje sou casado com a fonoaudióloga mencionada anteriormente, tenho 30 anos de idade e entendo os porquês que durante muitos anos eu não compreendia.
Observação: Gostaria que minha identidade não fosse revelada se possível, pois temo por prejudicar em minha carreira profissional, visto que vivemos em uma sociedade preconceituosa, mesmo embora que não declarada, porém, ficaria muito feliz que fosse publicado a minha história.

Obrigado ABDA por esta oportunidade de contar a minha história.
 
Data: 01 novembro 2012
Enviado por: DP
São Paulo

Esse post vai para todos os meus amigos que tem, convivem ou conhecem pessoas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

Ele está saindo porque me "obriguei" a sentar e escrever, mesmo não sendo meu forte as palavras e sim os "0" e "1". Sentar e ficar digitando como se fossem aqueles trabalhos chatos que tínhamos na escola..

Nunca esperem que alguém que seja hiperativo compreenda as palavras CALMA, QUIETUDE, DEVAGAR, nem esperem que elas concentrem seus esforços em APENAS uma coisa. Mesmo porque, para elas nunca existe APENAS 1 COISA, e sim uma infinidade...

Pedir para uma pessoa com esse transtorno (nome muito bem colocado) ter foco em apenas uma coisa é extremamente inconcebível, porque ela não entende isso. Aliás, ela entende, só não consegue! O problema não é que não temos foco em nada, é que possuímos foco em TUDO. Principalmente HIPERFOCO no que nos interessa e nos causa prazer, visto que estamos constantemente buscando estímulos diversos para nosso querido e amado cérebro que nos consome.

Quantas vezes antes de terminar um livro já estava lendo mais 3 e que comer vendo TV, falando ao celular, olhando os e-mails e verificando se alguém mandou uma msg para você no Facebook é possível sim!!! Para nós não precisa nem de treino!

Sim, nosso cérebro vive preenchendo seus "espaços vazios", se é que em alguém com TDAH haja algum, com pensamentos os mais diversos possíveis. Enquanto estou escrevendo aqui estou pensando em como foi maravilhoso meu passeio no Ibirapuera hoje, com um Sol lindo e lembrando da minha infância e como o futuro que está por vir... bem, é isso mesmo que vocês podem estar pensando: "mas ele começou uma história e já emendou em outra!!!".

Nosso cérebro vive emendando um pensamento atrás do outro, isso se dermos sorte quando não for na frente e nem por cima! Quantas vezes saí sem destino somente pelo "prazer" de andar (apesar de amar andar), para ver se podia acompanhar a velocidade dos meus neurônios e ver se conseguia chegar a um estado de calma, como tantos me pedem! Um dia desses andei aqui em São Paulo por 3h30 sem parar, sem destino. O resultado foi um cansaço físico apenas, mas lá estava meu cérebro pedindo mais e mais. Acabei seguindo seu conselho e andei mais alguns quarteirões...

Quantas vezes a gente (leia-se "corpo") vai dormir, mas o cérebro quer "brincar" um pouquinho mais, afinal 24h em um dia não comportam as inúmeras atividades que temos para fazer. Se temos 10 e completamos 9, ficamos achando que poderíamos ter planejado mais 10... E ficou faltando a última que não deu tempo, porque o tempo tinha acabado.

Uma vez li uma reportagem em que dizia que mentes inquietas como a nossa fazem o cérebro chegar em um grau de fadiga tão grande, pelo excesso de informação transitando, que ele se desliga para não acontecer problemas. Por isso que sentimos muito sono em algumas ocasiões ou entramos em depressão. Para não acontecer problemas????? Mas é justamente esse o nosso problema. Os sintomas variam muito entre pessoas. Há somente os desatentos, avoados que vivem no mundo da lua e há os hiperativos que já foram e voltaram a essa mesma lua umas zilhões de vezes. Há também os que possuem essas 2 características.

Muitos pensam que somos estranhos, que não conseguimos explicar nossos sentimentos, que somos desorganizados (inclusive mentalmente), que somos isso ou aquilo. Bom, conforme o diagnóstico preliminar sim, somos tudo isso e um pouco mais, mas também somos criativos, inteligentes, incansáveis, hiperfocados, etc. A questão é que o equilíbrio para nós é algo difícil, pois estamos frequentemente mudando.

Há remédios e terapias. Nem sempre funcionam, mas podem ajudar.

Esse post demorou anos meses para ser escrito sabem por quê? Porque sempre havia mais zilhões de coisas que eu "tinha" que fazer. Pois é, até em momentos de lazer, onde normalmente não fazemos nada, nosso cérebro diz: "Ah! Tá de folga, então podemos fazer isso e aquilo... ei, também tem aquela coisa que você começou na semana passada e não acabou porque eu pedi para você fazer outra coisa...! E depois podemos ir passear no shopping, tomar um café espresso, mas não sem antes passar na livraria e achar aquelas revistas e livros que você deveria ler.

É claro que rola umas perambuladas pelas ruas, até porque voc precisa se exercitar! Eita, já ia esquecendo, podemos escrever aquele post sobre nosso relacionamento de madrugada, pois é a hora mais apropriada, visto voc não ter nada para fazer...". E assim o diálogo toma seu rumo, o rumo do cérebro!

Você deve estar pensando que isso é papo de maluco, bom, nesse mundo quem não tem um pouco de loucura??Cansaço para um hiperativo??? Não existe, é somente uma parada técnica, porque ele tem outras mil tarefas pela frente

Bom, por hoje é só, porque tenho outras mil coisas para fazer...
 
Data: 31 outubro 2012
Enviado por: Luís Carlos
São Paulo
Fazem exatamente 20 dias que descobri q meu filho de 15 anos tem TDA, sempre desconfiamos q havia alguma coisa errada, mas como ele é portador de mielomeningocele e bexiga neurogenica e passa sonda uretral, e usa fraldas sempre achava q todas as manifestações de desatenção dele era associado a isso, afinal é um jeito de viver sem pensar nesse problema, ficar sempre desatento... Ele começou a tratar o TDAH tem dois dias e graças a Deus tem se adaptado bem com o remédio, o mais dificil agora está sendo descobrir o q é do TDA e o q é do adolescente, o q é corpo mole msm e o q é do TDA.
Ele não tem hiperatividade, ele tem só o TDA e as funções executivas comprometidas, tanto q o laudo do médico é de Inclusão na escola.
Me sinto culpada demais por ter sido tão puritana com ele, por ter massacrado ele por causa da escola, pq ele não conseguia fazer as coisas, por não lembrar das obrigações, voltei do médico mto arrasada, pois fui mto dura com ele e hoje entendendo q não era culpa dele e sim de uma situação q não sabiamos.
Mas enfim, agora é nossa luta... e não desistirei dela....
 
Data: 31 outubro 2012
Enviado por: Solange Matias Dantas Fuga
Franca
Buenas tardes, me llamo Ma Elena, en mi familia hay Tdah y algo más, tengo dos hijos, Sergio de 24 años y Carlos de 15, este en la actualidad cursa 3o de ESO.
Sospeché que algo le ocurría a Carlos cuando comenzó 1o de Primaria. Detecté que su ritmo de ejecución no estaba relacionado con lo que había aprendido en Infantil, etapa que termino acompañado de una nota, en la que se pedía le prestasen atención, pues él sabía más de lo que expresaba y podría dar a confusión...
Cuando supuestamente ya lo debía hacer, comenzó a ocasionar problemas de conducta. No esperé más en buscar ayuda profesional. Pregunté a la psicóloga escolar que le podría ocurrir, la cual tras hacerle un estudio nos dijo que era un niño muy listo, que tenía un problema de atención y una excesiva actividad motora que no le dejaba funcionar como a los demás.
De este modo es como entendí el diagnóstico. A continuación nos sugirió consultar con el centro de salud mental infantil de la zona. Lo que por supuesto hicimos, pero he de decir que el disgusto con el que salimos de allí es indescriptible.
El personal que nos atendió no nos dio explicaciones, tan solo le recetaron un medicamento, con unas escuetas indicaciones.
En aquel momento (enero de 2004) a las personas que consulté, no lo conocían, ni profesores, ni farmacéuticos, incluso la pediatra no supo decirnos que podríamos conseguir de él.
Este principio fue duro, lo llevé en el bolso más de un mes, mientras no estuve segura de sus pros y sus contras, no se lo administre.
?Es complicado asumir que a tu hijo le pasa algo que físicamente no se ve, y has de medicarlo. Superado este primer trance, la psicóloga del colé nos lo explico mejor. Desde entonces el tratamiento es nuestro mayor apoyo.
Continúe en busca de información....
Me aprovisioné de una pequeña bibliografía (Bueno, compre todo lo que pude).
Accedimos a otros profesionales médicos, un neutro pediatra y una psiquiatra, ambos de la S.S. Es importante tener un contacto cercano con estos para poder resolver cualquier duda. Nosotros cuando lo necesitamos, acudimos sin dilación a ellos....
Contacté con la asociación de padres de niños hiperactivos de mi ciudad ( Apnadah), asistí a varios eventos relacionados. Realicé el curso de escuela de padres que imparten anualmente. Cuando concluyó, ya sabía a qué me enfrentaba y aprovechando mi relación con el colegio propuse que se hiciera en él una charla, que también impartió Apnadah.
El objetivo era muy claro, que toda la comunidad escolar conociera el trastorno que se confundía con niños vagos, o mal educados.
Tras el lógico periodo de asimilación, nos pusimos a trabajar. La psicóloga programo las adaptaciones a realizar dentro y fuera del cole.
El trabajo que hizó a tan corta edad, fue doble que el de sus compañeros, el que le correspondía, y uno específico; recuerdo que se llamaba “Les lletres joganeres”.
Llegar a la concienciación de todos. Es arduo, si un eslabón no engancha, peligrara el resto.
?Uno a tener siempre engarzado, el docente, nos guste o no, es ineludible en la larga vida escolar obligatoria de nuestros hijos. Aunque ellos piensen que pretendemos inmiscuirnos, a los padres de niños con dificultades, no nos queda mas remedio que entendernos con ellos.
La tutora del 1o ciclo de Carlos, colaboró en todo lo que se le propuso. Nos conocíamos. Era la jefa de estudios, yo pertenecía al C.E y a la directiva del A.M.P.A. Esto me dio la credibilidad suficiente para que no me mirará como la madre que le dice lo que ha de hacer.
El colé le dio clases de apoyo hasta comienzos del 2o ciclo, y en casa, una profesora particular sugerida por la psicóloga.(Si nos la podíamos permitir claro).
Pero no creáis que fue fácil: él se negaba y cuando llegaba esta persona, se escondía dentro del armario, y ella debía convencerlo diciéndole que le iba a enseñar a leer a Winnie the Pooh, un peluche del que no se separaba nunca..
“Hay que ver a Carlos como a un niño que tiene un problema no como a un niño problemático, hay que acercarse a él con ganas de ayudarle”.
Verdaderamente lo hizo; sacó todo el rendimiento posible. Decidió que no saliera más a clases de apoyo, se dispersaba y después era difícil centrarlo cuando regresaba al aula, y molestaba a los demás. Su problema no estaba relacionado con lo que podía aprender, sino de atender o hacer. Nuestro punto de encuentro, pues opinábamos igual.
Colocó la clase en forma de herradura, le daba un gran ángulo de visión, y a él lo sentó en el mismo pupitre siempre. Le permitió más tiempo en los exámenes cuando se percató de que él se lo sabía, pero se distraía. En los deberes le dejaba que no copiara las preguntas, se agotaba, se aburría y perdía más que ganaba. Estas deferencias le permitieron seguir un ritmo similar al resto.
Trabajó tanto el respeto a la diversidad que la profesora siguiente se sorprendió del silencio que se creaba cuando Carlos participaba en una lectura colectiva. Su lectoescritura es lo más inmaduro. Se sitúa un ciclo por debajo de su nivel de referencia.
Dicen que los niños pueden ser crueles pero en este caso demostraron ser respetuosos, son listos, solo hay que saber como dirigirlos.
A Carlos los compañeros lo respetan dentro de sus diferencias incluso alguna tarde le ayudan a hacer los deberes. Este curso, ha hecho un gran cambio en sus relaciones sociales, hasta hace poco no era así, aunque lo intentamos; En Judo, se pasaba las clases detrás de una puerta, le incomodo la ecopresis que sufría por el déficit de atención. En atletismo al no atender lo castigaron hasta que desistió. Integrarlo en grupos...
Actitudes inmaduras en habilidades sociales, que poco a poco a poco va adquiriendo. Otras en cambio están costando porque cada síntoma que se presenta debido al Tdah es la forma más extrema de lo que se considera una actitud normal en el individuo...
Hoy nadie se atreve a asegurar que el Tdah se pueda curar, pero si se puede manejar con sentido común, terapia y medicación.
De esta, ya hemos aprendido. Fue difícil, hubo que hacer ajustes. Sabiendo a que hora debía comenzar, el tiempo que necesitaba estar bajo el efecto y cuando terminaba. Elaboré un calendario prioridades."Todo no se puede tener”...
Como madre he sufrido al hacer ver el trastorno. Es muy fácil juzgar.
Unos te dicen que no entienden a tus hijos, pero por ser tuyos lo intentan, otros que vaya narices tienen, hay quien da a entender que está a tu lado hasta que se da cuenta, de que esto no es un constipado.
Ante estas respuestas me enfado, y para convencerme de que no estoy equivocada pregunto a los profesionales que nos atienden, ¿Cuántos niños de los que tratan van como los míos?
La respuesta es común; No hay muchos, porque algún factor indispensable para ello falla. Un diagnostico temprano, la consciencia al asumirlo, y la constancia. Son la clave. Conjunción incomparable a un diagnostico tardío, lo afirmo con conocimiento de causa.
Le sucedió a mi hijo Sergio, pese que nos lo insinuó la investigación casi al tiempo que se diagnostico Carlos, no fue hasta ya cumplida su mayoría de edad cuando lo tuvimos. Estábamos ya en las ultimas consecuencias de no tenerlo.
Gracias a ello hoy estudia. Me enorgullece decir que esta en 4o de Psicología. A él identificarle no era fácil, su hiperactividad motora no destacaba. Pero cada tutor que lo tuvo, pensaba que le pasaba algo.
Recuerdo que él mismo un día me dijo; Mamá creo que el profesor no sabe que estoy en clase. En primaria, muy flojo, pero aprobó. 3o de ESO lo repitió. Con ayuda de una academia, se gradúo.
Esto le hizo creer que podría estudiar bachiller, en 1o solo aprobó 2, repitió. El curso siguiente en los 2 primeros trimestres, suspendiendo 6. Y continuaba diciendo que quería seguir. Parecía que era corto o que nos tomaba el pelo. Tenia baja autoestima, faltaba un mes para cumplir 19 años, y poco tiempo para reemprender.
Reaccionamos, fue entonces cuando conseguí que me dieran su diagnostico que años atrás quedo archivado. Accedió a ser tratado médicamente, y pronto los resultados fueron espectaculares. El último trimestre recuperó lo suspendido, y 2o lo culmino con cuatro sobresalientes. En junio aprobó selectivo, es mas, sacó un 10 en filosofía. La experiencia vivida con su hermano, y el trabajo hecho con él hasta entonces aunque sin resultados, afloraron tan solo al ser medicado...
Siempre tengo presente que lo fracaso escolar fue el responsable de fracaso social, y de mis consecuencias físicas, y mentales. Por lo tanto he centrado la mayor parte de mi esfuerzo en sus logros académicos. Creo que no me equivoco. Les ha proporcionado confianza en sí mismos, algo que deseo les acompañará siempre.
 
Data: 31 outubro 2012
Enviado por: MªElena Podio Garcia
Valencia
Bom, desde pequeno sempre fui tido como o desatento, o desastrado. No colégio nunca tive reprovações, mas recuperações e notas vermelhas eram constantes. Quando mais velho, no ensino médio, me deparava com um tipo de situação chata, quando eu falava comigo mesmo: vou prestar atenção", e começava tal tentativa sempre "acordava" depois de alguns minutos sem saber o que se passava na sala de aula, outro conteúdo e eu sequer percebia isso acontecer, era o famoso "mundo da lua".
Sempre tive dificuldades de persistir em tudo que fazia, faculdade eu comecei uma saí logo com meses de curso. Entrei em outra, e tive problemas depois do segundo semestre, falta de interesse e até vontade de trancar o curso.
No trabalho a mesma dificuldade, nunca sentia entusiasmo em uma atividade produtiva por muito tempo. Então foi quando eu sofri um acidente de carro, bati num poste em baixa velocidade, sem ter ingerido uma gota de álcool sequer, e sem me sentir com sono.
A maioria dizia: "ele dormiu", "tava correndo", "bebeu demais". Meu pai desde então começou a desconfiar que poderia ser algo mais grave, procurou ler sobre esse tipo de situação, me sugeriu ioga e psicólogo, nada teve um resultado agradável.
Até que um dia, por indicação de uma amiga psicóloga, fui a um psiquiatra. Já na consulta, senti que estava no caminho certo. Fiz o mapeamento cerebral e hoje tem um mês e meio que faço uso de medicação para TDAH.
A mudança é notável e muito rápida, totalmente satisfeito com o resultado e espero melhorar ainda mais durante o tratamento.
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Guilherme Alencar Godoy Luso de Oliveira
Anápolis
Sou mãe de três meninos. Hoje meu mais velho tem 14 anos. Entrou na primeira escolinha aos 3 anos e todos os relatórios descreviam uma distração. No ano seguinte mudei-o para uma escola maior e depois de quatro anos, quando ele estava já na 2a. série, devido a alguns descontentamentos e pincipalmente devido a alguns bilhetes mal-educados da professora em relação a sua distração, mudei-o novamente. Desta vez pesquisei bem as escolas e escolhi uma com uma melhor estrutura (psicóloga, fonoaudióloga)e, que se predispunha a olhar individualmente para as crianças. Nesta tudo correu bem com ele.
Meu segundo filho, hoje com 11 anos, fez a educação infantil numa escola municipal e iniciou a 1a. série nesta mesma escola do mais velho. No segundo semestre percebi que ele não se lembrava de coisas que havia aprendido no primeiro semestre ou que acabara de aprender; fiquei atenta na expectativa de que a escola me chamasse, e assim aconteceu.
A fono pediu uma avaliação do PAC onde foi diagnosticado um déficit, que foi devidamente tratado com fonoaudióloga e psicopedagoga.
Meu terceiro filho, hoje com quase 9 anos, também fez a educação infantil na mesma escola municipal do segundo; também frequentou por apenas 2 anos. Na fase 5, com 5 anos ele não fazia todas as atividades propostas, na faze 6 (já 1o.ano) a professora relatou não haver conseguido muito progresso com ele.
No ano seguinte tentei matriculá-lo no 1o. ano novamente, desta vez em uma escola particular, mas divido a legislação não foi possível. Foi um ano muito difícil para ele. Ele não conseguia aconpanhar sua turma, não realizava várias tarefas, tirava notas ruins, a professora não sabia lidar com a situação. Foi então que levei-o ao neurologista que solicitou alguns exames que não derem nada.
Fez fono devido a algumas trocas na fala e aulas particulares, mas na escola tudo continuava do mesmo jeito. Ficou retido e no ano seguinte caiu com a mesma professora.
Fez avaliação neuropsicológica, o exame de PAC e outros exames neurológicos, e aí deu-se o diagnóstico de "Déficit de Atenção" e o tratamento também com medicação. Mudei-o para uma escola municipal de Santo André, onde encontramos maior respaldo e onde ele está muito mais feliz, porque pode brincar e tem seu ritmo e necessidades respeitados....
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Célia Neves Monteiro Veras
Mauá
Oi! Sou mãe de um menino de 7 anos que, a princípio teve o diagnótico de TDA (sem o "H") e TOD (Transtorno de Oposição e Desafio). Começamos a supeitar que havia algo de diferente com o meu filho quando ele tinha 4 anos de idade. A partir dos 5 anos procuramos uma psicopedagoga e uma psicóloga. Depois fomos encaminhados para uma psiquiatra. Já passamos por diversos médicos, diversas terapias, pois faço que tudo que está ao meu alcance para ajudá-lo a ter uma vida melhor e ser mais feliz.
Eu tenho fé que ele aprenderá a conviver com as dificuldades dele e será feliz, aliás ele já é uma criança feliz e muito amorosa, mas já tem uma agenda de "gente grande", porque faz muitas terapias, vai ao psiquiatra, e estou sempre revendo os meus conceitos para ter certeza de que o diagnóstico está certo. Não é fácil, às vezes desanimo, mas percebo o grande progresso do meu filho em relação à vida e aí volto a ter ânimo para batalhar, buscar o melhor para ele.... Damos dois passos para frente e voltamos um... Este espeaço é muito importante para todos nós porque podemos desabafar e saber que não somos os únicos. Ler histórias diversas, que não foram fáceis, mas de pessoas que estão aí na vida. Não podemos desistir jamais! Força para todos nós e para os nossos amados filhos!!!
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Alexandra
Florianópolis
Como uma pessoa com Deficit de Atenção trabalha num banco? Sofrendo!
Esta é a melhor resposta, e a que melhor define minha vida profissional nesses últimos anos.
Tenho, porém que reconhecer: não fosse meu trabalho como bancária, não teria sido diagnosticada como portadora de TDAH.
E isso veio com sofrimento, muito sofrimento! Sentimento de inadequação, baixa auto-estima por não conseguir o que é esperado de todo bom profissional: eficiência, quase como uma maquina, em meio a metas e números, e papeis e contratos, e datas, e agendas e relatórios, e dinheiro com data, com agenda, com meta e com...falhas.
Um dia fui chamada á mesa do gerente: não conseguia terminar a tempo a tarefa que me fora atribuída - simplesmente me perdia no tempo, em meio a tudo aquilo e, quanto mais pressão, pior ficava - como podia explicar algo que nem eu mesma entendia?
Afinal, não sou uma pessoa burra, pensava, passei em concursos, como não consigo fazer isso? Um trabalho tão simples?
Mas a tempo fui salva pela observação de alguém que me conhece como poucos: minha irmã mais velha, psicóloga que, ao ouvir minhas queixas, me alertou sobre a possibilidade de eu ter deficit de atenção e me recomendou muitos artigos sobre o tema.
Obviamente que os devorei e, para minha surpresa, me encontrei, desde a infância naquelas páginas que descreviam as características de alguém com deficit de atenção. Estava tudo lá: os devaneios, a desatenção, a cabeça no mundo da lua, a impulsividade, as pernas inquietas, o pensamento inquieto, acelerado, o perder datas, coisas, esquecer datas, coisas e o sofrer com tudo isso.
Marquei então uma consulta com o psiquiatra que, ao ouvir minha historia de vida e minhas queixas, confirmou o que eu então havia descoberto, realmente era uma pessoa com deficit de atenção.
Imediatamente iniciei com a medicação, Uau! Que mudança! Me senti muito melhor, até as pessoas que trabalhavam comigo perceberam a mudança, estava muito mais concentrada, menos atrapalhada, mais eficiente.
Claro, nem tudo foi resolvido com um remédio! A consciência do problema nos faz mais atentos e precavidos sobre certas circunstâncias que devem ser evitadas ou outra forma de fazer com que as coisas dêem certo, mais cuidadosos, enfim, para evitarmos os possíveis e previsíveis desastres..
Enfim, este é apenas um pequeno relato, uma "fresta" do que foi e tem sido minha vida de portadora de um "transtorno" - um excelente termo pra isso - de Deficit de Atenção.
Infelizmente não há como se livrar disso, precisamos aprender a conviver, a superar os desafios e evitar os danos que podem ser causados por ele.
Hoje mesmo tive uma surpresa desagradável: fui chamada à mesa do gerente, havia deixado de fazer algo que me fora atribuído. Simplesmente esqueci pois, neste meio tempo, me pediram para procurar nos arquivos um documento extraviado. Fiquei surpresa por ter sido pega, outra vez numa armadilha do TDAH. É como se ele, de quando em quando, me cutucasse dizendo: ei, eu ainda estou aqui, viu?
Sim, eu sei que estará aí pra sempre e tenho que cuidar pra, pelo menos disso, nunca me esquecer!

Claudia Stella de Resende Bär.
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: CLAUDIA Stella RODRIGUES SANTANA DE RESENDE BÁR
DOIS IRMÃOS


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