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Sábado, Agosto 19, 2017

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Depoimentos
Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)


Quando minha filha Camila estava com quase 10 anos fiquei grávida do Pedro(19). A gravidez foi tranquila, porém o bebê não era tão tranquilo assim, já que me acordava quase toda noite de tanto se mexer. Quando nasceu foi uma festa, um bebê depois de tanto tempo... Era uma criança aparentemente calma, porém sofria muito quando saía da rotina de um rescém nascido (como ir ao pediatra, ou a um passeio) ficando muito agitado.
Quando íamos ao restaurante, ele comia em pé e logo saía correndo, quase derrubando os garçons. Adorava ver filmes da Disney, mas é claro que não era da maneira convencional, e sim de ponta cabeça ou pulando feito pipoca na panela.
Entrou no mini maternal com 2 anos e meio. Logo a coordenadora me perguntou se poderia colocá-lo direto no maternal, pois aprendia rápido e depois perdia o interesse. Eu concordei.
Com 4 anos foi para um grande colégio aqui da cidade de São Paulo. Já no Jd.II a professora me alertou sobre a distração do Pedro, jamais falou sobre DDA por também desconhecer. No final da aula, pedia para que o Pedro guardasse o estojo no seu armário e ele o fazia, porém esquecia da tampa e novamente a professora chamava sua atenção para o ocorrido, então ele levava o estojo de volta à mesa, pegava a tampa e a guardava (e claro que o estojo permanecia esquecido na mesinha). E assim foi até o pré, hoje primeiro ano...
Já na 2ª ano, as coisas foram se complicando, a desatenção aumentando. A professora me dizia que não sabia como “resgatar” a concentração do Pedro e que também não queria mais chamar sua atenção diante da classe, porque seus amiguinhos já tinham um coro “O Pedro, sempre você Pedro...”
Aos 6 anos foi fazer terapia e fez até os 14 anos. Enquanto a terapeuta trabalhava a parte emocional do meu filho. Enquanto isso, na escola, ficava durante as 4 horas de aula sem ao menos fazer o cabeçalho. Muitas vezes se recusava a fazer a prova (pois a professora já havia se estressado com ele). Logicamente ia parar na sala da coordenadora, que com muito amor, o “desarmava” e ele acabava por fazê-la.
Eu sou professora de Educação Física da rede pública do município de São Paulo e naquela época dava aulas para crianças da 3ª série( 4 ano). Por várias vezes ouvia as professoras das classes discutirem sobre os alunos, rotulando-os de “preguiçosos, sem educação, sem limites, sem vergonha, e tudo mais...”.
Em meu íntimo, achava que meu filho deveria ser igual àquelas crianças... As professoras também diziam que as mães pouco se importavam com seus filhos e novamente eu ficava incomodada porque me importava e muito com meu filho.
Já tinha tentado de tudo, desde presentes, dinheiro, surras, castigos, que não adiantavam... As palavras que por muitas vezes saíram da minha boca em momentos de raiva, infelizmente não pude apagar, porém resgatei atitudes sensatas e a paciência necessária.
O pior de tudo era a total ignorância sobre o TDAH e com isso os procedimentos totalmente equivocados.
Mesmo desconhecendo o TDAH, buscava maneiras de fazer com que meu filho prestasse atenção em qualquer pedido que lhe fizesse, insistindo que olhasse em meus olhos e repetisse o que eu havia dito, e dava resultado.
Às vezes, quando contrariado, e por causa da sua impulsividade, ele parecia ser um garoto sem educação e sem limites e eu era criticada pela família que acreditava ser eu a culpada por não saber “educar” meu próprio filho. Após uma mau criação ele se arrependia e sofria.
Na escola tudo continuava na mesma, ele começava uma atividade e não terminava, mudava de uma tarefa para outra sem se concentrar em nenhuma, não parava sentado, perdia todo o material, falava sem parar, não copiava quase nada no caderno.
Ficava muitas vezes de castigo sem poder ir ao intervalo, sem aulas de educação física, sem aulas de artes e mesmo assim nada resolvia. Em casa, eu contribuía com algumas palmadas e outros castigos (ficava sem vídeo game, sem Mac Donalds, sem brincar com amigos). Às vezes ele melhorava uns dois ou três dias, mas logo voltava ao “normal”.
Quando estava com 7 anos, a psicóloga me aconselhou que o Pedro também fizesse um trabalho paralelo com uma psicopedagoga. Assim foi feito. Ao final de um ano, o Pedro não havia melhorado absolutamente nada.
Eu não me conformava, deveria haver algo errado com ele, mas o quê?
Foi então que em dezembro de 2000, abrindo a revista Veja li a reportagem “Eles São da Pá Virada” escrita por um conceituado médico psiquiatra (especialista em TDAH) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A matéria se referia ao fracasso escolar de algumas crianças que já haviam mudado várias vezes de escola, de psicólogos e sempre permaneciam com os mesmos problemas até serem diagnosticadas e tratadas. A matéria mostrava um quadro com as características típicas do TDAH, a “desatenção”, a “hiperatividade” e a “impulsividade”. Se uma criança apresentasse seis ou mais características por mais de seis meses em diferentes tipos de ambientes (escolar, familiar, social) ela poderia ser portadora do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Achei que meu filho tinha TDAH, pois apresentava mais de 9 itens. Guardei a revista.
No ano seguinte, como nos anteriores, comprei tudo novo para o Pedro, mochila e estojo escolhidos por ele, lápis de cor de 36 cores (nem sei por que eu comprava já que ele nunca usava), tinha mandado fazer uma nova escrivaninha em seu quarto (onde ele às vezes passava mais de 8 horas para fazer alguns exercícios da lição de casa).
Na primeira semana de aula, como era começo da 2ª série (3º ano), ainda com 7 anos (faria 8 anos em setembro), a escola proporcionou apenas atividades lúdicas. Até aí estava tudo sob controle... Mas no primeiro dia efetivo de aula, o Pedro mal copiou o cabeçalho...
Peguei a revista que tinha guardado, liguei para o serviço de informações e consegui o telefone do consultório do psiquiatra que havia feito a matéria. Marquei uma consulta.
Quando meu marido chegou, disse a ele o que havia feito. Prontamente me perguntou se eu estava maluca, disse que toda criança é assim na escola, e ele também tinha sido (o TDAH é hereditário)...Eu simplesmente respondi que gostaria que o médico me dissesse que de fato estava errada ou que nosso filho tinha TDAH e que iríamos tratá-lo da maneira correta.
Foi diagnosticado com TDAH. Fiquei com muita esperança... Mas tinha que vencer a resistência do meu esposo em medicar o Pedro. Mesmo com terapia, sua auto estima não ia lá muito bem e eu precisava fazer algo antes que fosse tarde.
Confesso que também fiquei com medo em dar um remédio de tarja preta. Após meu marido e eu vencermos o preconceito de medicação controlada, começamos a ministrar o remédio.
A melhora na atenção e agitação foi imediata, com algumas recaídas até o médico acertar a dosagem. Na escola seu rendimento passou a ser satisfatório.
Após o diagnóstico, levei o relatório do psiquiatra para a coordenadora do colégio, juntamente com todo o material sobre TDAH que imprimi da Internet em 2001. Ela com sua infinita bondade e humildade me agradeceu dizendo que passaria o final de semana estudando o transtorno. Depois disso, e com o apoio da direção, ela teve uma reunião com os professores do ensino fundamental que começaram a participar de palestras e cursos sobre TDAH e assim começou a ajuda não apenas para meu filho, mas para várias outras crianças com os mesmos problemas.
Quando o Pedro foi para a 5ª série (6º ano), meu esposo e eu resolvemos mudá-lo de colégio. Meu receio foi grande, seria tudo novo para ele, com exceção de um amigo que também iria para a mesma escola.
Minha insegurança se devia à aversão que os hiperativos têm em mudar a rotina, pois o interno deles é tão desorganizado que qualquer mudança passa a ter um peso exageradamente grande para eles.
O mais inacreditável é que escolhemos um colégio alemão.. Imaginei que o meu filho não ficaria mais que um ano no colégio, por supor que sua atenção não seria suficiente nem mesmo com a medicação, afinal, alemão é uma língua muito difícil, com uma escrita muito complicada.
Para nossa surpresa, ele se adaptou facilmente à escola e aos novos amigos, e passou a ser um dos melhores alunos da adaptação de alemão.
Hoje o Pedro está com 19 anos, (por sua vontade e autorização do médico parou a medicação aos 16 anos) e está no final do 3º semestre da Faculdade cursando Publicidade, está mais calmo embora algumas vezes apresenta alguma dificuldade em controlar sua impulsividade (em casa), mas conhece os seus limites, é extremamente amoroso, é consciente do seu TDAH e o encara de um modo tranquilo, pois acredito que eles vêem o problema com os mesmos olhos que nós o vemos.
Quando era menor me perguntou se seria sempre assim e eu, mesmo com o coração apertado, respondi que as crianças que necessitavam de óculos para copiar a lição da lousa, quando crescessem, também teriam que usar os óculos para dirigirem um carro. E ele entendeu que todas as pessoas podem ter problemas diferentes sem deixar de levar a vida normalmente.
O tratamento para dar certo deve ser multidisciplinar: família, médico, escola, psicólogo, psicopedagogo.
Hoje, minha experiência de mãe aliada a de educadora, me permite abordar os pais de meus alunos com possível TDAH, contar um pouco da minha história com meus filhos, e aconselhá-los a procurar ajuda de um especialista para que seus filhos tenham a mesma oportunidade que os meus tiveram e ainda tem.
O mais importante de tudo isso é o AMOR, é ele que nos dá a força necessária para tirarmos todas as pedras que possam aparecer em nossos caminhos, é ele que nos alimenta nos dias que estamos sem forças, é ele que levanta nossas cabeças quando estamos por terra e é ele que nos transforma em leoas para defendermos a FELICIDADE dos nossos bens mais preciosos, nossos FILHOS.

Depoimento cedido por Gisele Caso Queiroz 49 anos
Mãe de um adolescente com TDAH
Professora de Educação Física e Pós-Graduada em Psicopedagogia
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Gisele Caso Queiroz
são paulo
Tenho 32 anos e infelizmente só descobri o TDAH aos 27. Não posso tratar com medicação, porque também tenho Transtorno Bipolar, e neste caso preciso da medicação para tratar esse transtorno. O diagnóstico do transtorno bipolar foi feito aos 19 anos. Mas muito antes disso, eu sofria sem saber qual era o meu problema.

Tive uma infância bem difícil. Eu era inquieto, mas não hiperativo. Eu era introspectivo e meio deprimido, mas minha cabeça parecia estar sempre fervendo de tantas ideias. Eu fazia milhões de coisas ao mesmo tempo, mas não conseguia terminar nenhuma. Tinha muita dificuldade de relacionamento com meus amigos, não conseguia me concentrar e focar em nenhuma matéria na escola ou atividade que demandasse atenção numa mesma coisa por muito tempo.

Ler um livro era impossível. E livros não faltavam em minha casa, afinal minha mãe é bibliotecária e fazia de tudo para eu ler, mas eu não conseguia. As pessoas achavam que eu era preguiçoso, mas eu fazia de tudo para tentar ser "igual" aos outros. E isso era angustiante, porque eu sentia que era diferente. Sofri muito bullying desde a infância até a adolescência. E esse sofrimento se estendeu até a vida adulta por não saber o que eu tinha.

Eu já usei todo tipo de drogas, fui internado 3 vezes, tentei suicídio 2 vezes, demorei 8 anos pra me formar, não conseguia ser promovido em meu trabalho, passei sem exagero por uns 15 psicólogos diferentes. E só os psicólogos não davam conta e não poderiam dar. O problema é neurobiológico. Eu podia fazer todas as terapias no mundo, que não ia dar em nada, ou pior deu. Eu quase morri. E fico impressionado como pessoas hoje em dia são contra o uso de medicação para transtornos mentais. A medicação me salvou e me mantem estável até hoje!
Hoje também faço análise, mas para tratar outras questões que não são de natureza química e neurobiológica.

Minha família, especialmente minha mãe, sofreram bastante até conseguirmos um tratamento eficaz. Hoje, me trato com um excelente Psiquiatra, faço uso regular de medicação, tenho consciência de minha doença, trabalho como gerente numa empresa, estou fazendo pós graduação, estou namorando a quase 2 anos, mas mesmo assim ainda sofro com os sintomas do TDAH. Pelo fato de também ser bipolar, não posso fazer uso de medicação para TDAH.

Ainda tenho dificuldade em focar, ler um livro, estudar. Sou muito impulsivo, na maioria das vezes faço as coisas sem pensar nas consequências, mas a cada dia penso em me superar. Apesar das dificuldades, agora entendo que o transtorno não é incapacitante e que posso ser feliz e ter uma vida normal.

Posso dizer que ter TDAH e Transtorno Bipolar é muito difícil, mas poderia ser bem pior, como já foi quando eu não me tratava e não sabia o que tinha. Por isso, deixo aqui o meu depoimento para que outras pessoas que sofrem saibam que com a ajuda da família, de um bom psiquiatra que saiba fazer o diagnóstico correto e uma prescrição correta de medicação, é possível ter uma vida absolutamente normal e produtiva.
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Marcelo Vieira
Rio de Janeiro
BOM DIA SOU PSICÓLOGA EM UMA ESCOLA PARTICULAR, SEMPREE CONTATO TIVE CONTATO COM CRIANÇAS COM TDAH, É UMA ROTINA, JÁ FIZ CONGRESSOS, JÁ FIZ CURSOS, ESTUDEI, LI, ME INTERESSEI, MAS PERCEBI NESSE MEIO TEMPO TBM QUE AS CRIANÇAS HJ EM DIA ESTÃO MTO AGITADAS MAIS DO QUE O NORMAL, OS LIMITES SÃO ASSUNTOS QUE NÃO SÃO DEBATIDOS EM CASA, OS VALORES SE PERDERAM, É MTO FÁCIL EU DIZER QUE O MEU FILHO É HIPERATIVO, ME ISENTA DA MINHA RESPONSABILIDADE EM EDUCÁ-LO, NÃO GENERALIZO E NEM POSSO, CADA CRIANÇA TEM UM HISTÓRICO E CADA FAMÍLIA A SUA DIFICULDADE...
ENFIM VOU CONTINUAR NAS MINHAS LEITURAS E NAS MINHAS PRÁTICAS COM OS NOSSOS ALUNOS, POIS CADA UM SE FAZ NECESSÁRIO UMA ESTRATÉGIA, COMO SERIA FÁCIL SE TODOS FOSSEM IGUAIS E TIVESSEMOS UMA CARTILHA... ATÉ ORGANIZEI COM OS PROFESSORES UMA CARTILHA SOBRE TDAH, A CADA DIA UMA HISTÓRIA DIFERENTE, MAS O QUE NÃO PODEMOS É PERDER ESSE GOSTO EM AJUDÁ-LOS...

MARCIA REGINA CORBELLINI
Psicologa Escolar
LAGES/SC
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: Marcia Regina Corbellini
Lages/SC
TENHO TRÊS FILHOS MAIS O DE SEIS ANOS TINHA UMA GRANDE DIFICULDADE EM SENTAR,CONCENTRAR E ATÉ MESMO DE FAZER AMIGOS.EU POR MINHA VEZ TRABALHAVA, ESTAVA SEPARADA DO PAI DELE , ELE NÃO TINHA ROTINA, FICAVA NA MINHA CASA E NA CASA DOS AVÓS PATERNOS, EU ERA CHAMADA VARIAS VEZES NA ESCOLA DELE POR PSICOLOGA,PROFESSORA E AUXILIAR DO FUNDAMENTAL.
FOI UMA LUTA.
DAÍ COMEÇAMOS COM NEUROLOGISTA PEDIATRA,PEDIATRAS,REFORÇO FOI UMA LUTA ,MAS FUI ESTUDAR PEDAGOGIA DESCOBRI QUE TDHA SÓ PODIA SER DIAGNOSTICADO A PARTIR DE SETE ANOS, VAMOS ESPERAR PARA FAZER NOVOS EXAMES...
HOJE ELE FAZ REFORÇO COM UM PSICOPEDAGOGA E CONSEGUIMOS COM Que ELE TIVESSE ROTINA, ESTÁ COM OS AVÓS PATERNOS E VEM FIM DE SEMANA PRA CASA POIS TRABALHO O DIA TODO. É UMA LUTA PARA MEU CORAÇÃO MAIS TENHO E PRA ELE NÃO SENTIR-SE SÓ A IRMÃ FICA SEMPRE PERTO E EU E O PAI SEMPRE AUXILIANDO POR TELEFONE.
NÃO É A MELHOR OPÇÃO MAIS É A Q TEMOS PARA ESSE ANO..
 
Data: 30 outubro 2012
Enviado por: célia nconceição dos santos
olinda
Descobri que era TDAH quando cursei a especialidade em Psicopedagogia Clinica. Eu me identificava com os "sintomas e características" relatadas nas aulas e fui perguntar para minha mãe. Descobri que ela me levou para uma avaliação neurológica quando eu tinha onze anos (quando entrei na antiga quinta série). Ela relatou que mesmo eu sendo muito esforçada e ter o meu esforço reconhecido por "alguns professores" (desde aquela época a história continua) eu apresentava muita dificuldade em concentração, principalmente em cálculos matemáticos e não conseguia me fixar em uma só atividade, por isso, ela resolveu me levar ao neurologista e recebi o diagnóstico de "disfunção cerebral mínima" rsrsr. Como ela não conhecia nada sobre o assunto, fez a medicação indicada por um período, porém houveram reações adversas e ela interrompeu o tratamento... Naquela época não havia as medicações que exitem hoje...
Só depois de dezoito anos eu pude identificar o que havia acontecido comigo... Eu era TDAH e foi com o auxilio da terapia psicomotora que pude aumentar o meu autoconhecimento, melhorar a minha atenção e principalmente restabelecer minha auto-estima.
A gente só "reconhece aquilo que conhece", depois de me reconhecer como TDAH, foi muito mais fácil eu aceitar as minhas limitações e buscar alternativas para amenizá-las.
Meu filho mais novo "puxou a mãe" e é muito engraçado "se ver" no filho!! Ele veio em uma versão mais atualizada e na era digital, mas as características, os sintomas, a impulsividade é a mesma!!! Com certeza foi mais fácil para mim do que para minha mãe lidar com a situação. Sempre amei estudar, fiz cinco especializações, mestrado (quem sabe um doutorado) como uma boa TDAH não tenho "limites" para aquilo que desejo...
E agora eu vejo como é o TDAH na terceira idade! Só agora depois de muitos anos, mas muito mais do que foi para mim, os médicos diagnosticaram o TDAH na minha mãe. Como dizem, a fruta não cai longe do pé, não é mesmo??
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: Adriana Cristine Lucchin
Guarapuava
Sou mãe de um adolescente, diagnosticado aos 9 anos com TDA.Até a quarta série, foi um bom aluno e, apesar da distração em sala de aula, conseguiu se sair bem, acredito eu, pelo apoio e compreensão de seus professores que souberam contornar as dificuldades e auxiliá-lo em suas necessidades. As dificuldades se acentuaram a partir da quinta série, pois a diversificação de professores o deixavam completamente desnorteado, não conseguindo concluir as atividades em sala de aula. Ao observar seus cadernos, verifiquei que estavam sempre incompletos, exercícios inacabados e, ao questioná-lo respondia: "não dá tempo".Procuramos seu médico, que resolveu medicá-lo e encaminhá-lo a uma psicóloga. Durante toda a fase escolar seu rendimento foi bastante instável, até que na sétima série, veio a primeira reprovação. A partir dai, vieram as mudanças de escola, pois a incompreensão dos professores e a falta de informação sobre o transtorno, os levava a desistir quase que sumariamente do aluno, taxando-o de preguiçoso e desinteressado, fato este que me deixava cada vez mais preocupada. Apesar de , em cada escola, eu informá-los do problema, apresentar relatório do acompanhamento psicológico e a prescrição médica, nem um movimento era feito em favor do aluno que, abandonado à propria sorte, não conseguia render o mínimo necessário.Com a ajuda de professores particulares e, seis escolas depois, conseguiu concluir o segundo grau. Eu sei que meu filho foi muito incompreendido pois, entender e aceitar as manifestações de um TDA, nem sempre racionais é, muitas vezes penoso para os que atuam diretamente com eles( pais e professores). Entre impulsos e limitações, cada um triunfa ao fascínio da compreensão daqueles que o rodeiam. Quanto mais compreendido, maior a chance do desenfreado desenvolvimento da memória, atenção e raciocínio se manifestarem, pois esse ser reflete as milhões de possibilidades da vida humana.Portanto,ainda creio que não exista limites para pais e professores que cultivam a capacidade de sonhar, ouvir e sentir os desejos e anseios de um jovem com TDA, assim como qualquer outro de sua idade ou não. A magia do apoio e da compreensão em todos os momentos, tristes ou alegres, compromissados ou descontraídos, é que vai fazer desse jovem, um ser íntegro, capaz de agir com discernimento diante de situações inesperadas que a vida lhe reserva. Hoje ele concluiu o curso teórico de Piloto Privado e se prepara para a prova da ANAC.Acredito que é, em nós, pais e professores, que esperam encontrar o apoio, a compreensão e o porto seguro que tanto buscam. Obrigada e um abraço.
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: Conceição Barbosa Stahl
Cuiabá MT
Descobri o TDAH trabalhando diretamente com um médico. Aos 38 anos fui diagnosticado e com o medicação para TDAH consegui estudar.
Fiz o vestibular e o THE. Entrei para a Escola de Música da UFRJ aos 40 anos e Hoje, com 44 anos, estou praticamente formado.
Nunca é tarde para nada na vida.
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: ÁTILA CAMARGO
RIO DE JANEIRO
http://www.youtube.com/watch?v=tYhQMKZ5SE4
Sou casada há 10 anos, e o início do casamento foi muito complicado para mim, pois meu marido começava a fazer uma tarefa e a largava pela metade, e assim ficava, caso eu não o chamasse para terminá-la. Além disso o computador era meu maior rival, se deixasse ele ficava "namorando" aquele teclado por horas a fio. Eu não entendia, o motivo daquilo tudo, pois também era ignorante quanto ao Transtorno de Déficit de Atenção. Após um ano nasceu nosso primeiro filho, que hoje está com 9 anos. O Pedro era muito inquieto, quando começou a andar, na verdade não queria andar, era só correr!! E nós atrás dele pela rua! Quando estava na 1ª série, a professora mandou um recado na agenda, dizendo que era para eu procurar uma psicóloga, pois o Pedro não estava prestando muito atenção nas aulas e não parava quieto. Procurei uma psicóloga, porém como não fiquei muito satisfeita com essa profissional, marquei consulta com uma neuropediatra e que até hoje trata do meu filho. O Pedro foi diagnosticado TDAHI, faz tratamento desde os 6 anos, a vida dele e a nossa mudou muito e para melhor. Foi a partir do diagnóstico do Pedro que meu marido também foi diagnosticado TDAH. Hoje ele também toma medicamento e já consegue concluir as tarefas começadas e não fica tanto tempo na frente do computador!
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: Gisele dos Santos Mourão
Barueri-SP
Hoje sou aposentada, tenho 58 anos. Tenho um filho de 24 anos, Rafael(lindo!!), que foi diagnosticado portador de TDAH. Tive uma gestação complicada quase perdi meu bebe com 4 meses de gravidez. Nasceu Rafael, chorão demais da conta.Dormiu uma noite inteira com 1 ano e 4 meses. Seu berço parecia,Deus que me perdoe, um terreiro de candomblé.Tinha roupinha do lado do avesso, tesoura aberta e copo com água e mel embaixo do berço. Anjo da guarda pendurado, dente de alho sob o colchão, banho com água de chá de folhas de maracujá, melissa, benzedeira,funchicória(?)e tantas outras coisas (misericordia quanta ignorância!!!!!).
Muito agitado, subia, descia, escalava armario, sofá...ora com um brinquedo ora com outro. E os acessos de raiva!!Com 4 anos comecei a insistir com o pediatra que investigasse pois eu sentia que tinha alguma coisa errada com meu Rafael. Em meio a resmungos( coisa de mãe, pq mãe vê coisas onde não tem, ele é normal(não articulada bem as palavras,muito irritado,não sossegava um segundo,não conseguia acompanhar os coleguinhas da escolinha, etc...).Ora normal!!!! Graças a Deus eu fui insistente e ele encaminhou para um neuropediatra( a quem serei eternamente grata!)diagnostico certeiro! TDAH!Fonoaudiola,psicopedagoga,acompanhamento escolar e humildade pra aceitar o diagnostico e tudo o mais que viria daí.
Hoje Rafael esta em Toronto-Canada.Foi fazer um intercambio,namora uma moça linda(por dentro e por fora), trabalha e é uma benção na vida de quem o conhece. Nunca escondi ou maquiei este seu disturbio. Sempre o incentivei. Estimulei e proporcionei tudo o que precisava para que superasse suas dificuldades da melhor forma possivel.
Colaboro com esta Associação pois sei das dificuldades que enfrentamos: o portador, a familia e, entristecida, ainda vejo quanto despreparo das escolas e pediatras.
Parabéns pelo trabalho que voces desenvolvem! E, sempre que tenho oportunidade, divulgo, sugiro que busquem orientações com profissionais para que evitem que seus filhos e alunos não passem por tantas dificuldades e sofrimentos( com apelidos "ta no mundo da lua",preguiçoso,tem má vontade,etc,etc).Inclusive indico que leiam o livro que fala sobre "estarem no mundo da lua". É muito bom chegar nesta altura de minha vida vida, olhar meu filho, e ver, com a consciencia tranquila, que fizemos tudo que podiamos por ele. E que ele se supera, ainda, a cada dia!
Obrigada por esta oportunidade e parabéns!
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: STELLA MARIS BASTOS
Balneario Piçarras (SC)
Sou diretora de uma escola pública estadual, temos diversos alunos com TDAH, ou com alguma deficiência ou síndrome, simplesmente estamos sozinhos, sem ninguém para olhar por nós. A matrícula é obrigatória, a criança está em nossas mãos sob nossos cuidados, porém ninguém quer saber de nos ajudar e sim de cobrar uma escola inclusiva sem o mínimo de recursos materiais ou humanos. Não temos cuidador, apesar do governo dizer que as escolas tem direito, temos contado com o apoio do CAPS infantil que acolhe nossas crianças e nos ajuda com palestras e cursos. Se dependermos dos nossos ministros, secretários e afins estamos perdidos e nossos alunos também!
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: marciley aparecida lambert nikolaus
são paulo


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