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Sábado, Agosto 19, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Um dia do
DIÁRIO DAS MINHAS ANGÚSTIAS

Sinto-me cada vez mais inadequada para viver no que o mundo está se tornando
É assustador!
Ah é a idade...
Ihh é a síndrome dos filhos q cresceram e se foram...
Dos amigos q morreram, mesmo estando VIVOS
Ah porque no meu tempo...
É a depressão! Pra tudo se arruma um jeito,
Ah vai passar não se preocupe...
Tudo passa!
Como tudo passa, também estou “passando” pela vida?
Mas passando pela vida com essa angústia ainda?
Meu você já ta “veia” pra isso!
Atenta-te!
Tudo passa e tem solução, quer ver?
Procure o autoconhecimento, a auto-ajuda, sem ela você não vai...
Precisa querer muito...
Faça exercícios, tenha uma vida ativa...
Vá aos bailes
*Aprenda isso ou aquilo...
Viaje! Isso – VIAJE - de verdade e não só na imaginação...
Temos agora a viagem da 3ª idade!
É só passar na primeira banca ou livraria e você encontra uma solução
Uma solução definitiva, pra todos os seus males.
Primeiro respire e depois...
Foda-se!

Já passei por tudo isso, um a um são atos JÁ praticados ou imaginados pra amanhã...
É a minha eterna procrastinação!
Tudo é feito com um grande entusiasmo inicial, milhões de idéias circulam em minha órbita até a contracapa...
Mas, o procrastinador sempre tem o “mas”... Como tem uma chama também muito, muito intensa chega quase que de imediato ao pico e apaga-se logo-logo!
Outras coisas tão fascinantes quanto mirabolantes, despertam o meu interesse!
E por ai foi e parece que não tem fim...
Estou certa q não vou chegar a lugar nenhum!

Cadê meu lugar?
Princípios e valores q sejam meus...
Às vezes acho q os tenho entranhados em meus genes

Caramba tem 61 anos que estou procurando e não encontro.
Às vezes, na imaginação, vejo o planeta rodando, lindo e rodando...
Com um arco-íris deslumbrante.
E procuro olhando bem de cima pra ver se encontro meu lugar...
Será ali? Ah poderia ser, mas...
Ali? Ah, mas e se...
Melhor olhar de ladinho quem sabe!
Não sei, acho que sou de fora, apenas estou aqui, não faço parte.
Mas se estou, então como não sou?
*Não sou nem isto e nem aquilo, como posso fazer parte?
Não encaixa, é um mosaico sem encaixes, sem beiras, sem pontas,
Sem elos pra que eu possa me agarrar.
E agora vem me dizer q é uma tal de síndrome biológica?
Q tal circuito com tal nervo e tal célula nervosa não tem circuito perfeito e
Sei lá mais o que... É uma coisa química!
Na hora deu uma sensação de: Ta tudo explicado!
Não sou louca, nem me sinto menos ou me sinto mais...
De q valeram esses anos de terapia, a procura de Deus em tudo quanto é lugar, da macumba ao budismo, tarôs... Uma procura insana de uma tranqüilidade por estar inserida, fazendo parte ativamente de algum lugar, com chão e com pessoas q contavam comigo pra UMA idéia concreta ou sei lá o que.
Tentei, tentei em vão
Achar meu lugar no mundo...
E isso está sendo explicado pelo déficit de atenção q possuo,
Como explicar meu currículo q é um pergaminho muito extenso e tortuoso?
Senhor desculpe, mas isso se deve ao meu TDAH...
Provavelmente ouvirei uma boa gargalhada seguida de um comentário tipo: Acho que a senhora já está gagá!!
Meu caminho não deverá ser por aí, terei q primeiro compreender – sair do susto desse diagnóstico - e só depois me reinventar pra esse mundo.
Isso modifica a temperatura das minhas expectativas, somada ao meu segundo tempo nesse jogo da vida, não vou dizer que é fácil, nem gostoso...
Só fico mesmo triste com a inevitabilidade da vida,
Mas prossigo tentando observar a advertência de Horácio:
* Carpe diem!


* A advertência de Horácio
Carpe Diem - nestas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já. Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora.
* Titulo de um poema de Cecília Meireles.
 
Data: 24 outubro 2012
Enviado por: regina celi martinez
São Paulo
Olá, meu nome é Christine e tenho um filho de 8 anos que foi diagnosticado com déficit de atenção. Ele sempre foi uma criança agitada e por conta deste comportamento dele, levei meu filho a 3 neurologistas pois eu acreditava que ele era hiperativo, mas os 3 me disseram que ele era apenas uma criança que possui muita "energia" sendo necessário fazer algum esporte para reduzir esta carga de energia.Cheguei a coloca-lo por alguns meses na natação. Por conta deste comportamento a 200km/h, resolvi que só frequentaria a escola com 4 anos, (o que normalmente ocorreria com 3 anos)e ensinava ele em casa mesmo. Tanto é que quando foi pra escola pela primeira vez a professora se encantou com ele, pois ele ja sabia escrever o nome, sabia contar até 20 e as letras do alfabeto. As notas dele eram entre 7 e 9,5, pois 10 sempre foi raro, haja vista que parte da nota era condicionada ao comportamento e neste quesito ele sempre tirou zero. Este ano percebi que ao ensinar os problemas matemáticos e a tabuada da multiplicação e divisão ele apresentou muita dificuldade mesmo em problemas simples. Parecia que ele sempre estava "no mundo da Lua"e isso me irritava, porque parecia que ele pouco se importava com a minha dedicação em tentar faze-lo compreender. Usava de todos os artifícios didáticos, mas nada adiantava. Foi aí que me veio a mente sobre a possibilidade dele ter déficit de atenção. Cheguei a comentar com minha mãe mas precisava do diagnóstico de um especialista. Foi aí que eu marquei consulta com um neurologista que me deu outro diagnóstico. Não conformada, marquei consulta com mais 5 neurologistas. Só parei depois que ouvi do neuro o que eu já sabia, que meu filho possui o déficit de atenção. Ele ta fazendo tratamento, porém ainda é muito cedo para ver resultados pois isso tem apenas 3 semanas. Só que eu tenho uma dúvida a respeito da doença. Sempre leio que é uma doença hereditária, porém percebi que meu filho só apresentou o sintoma a menos de 1 ano, ou seja, no início de 2012, já com 8 anos de idade. Neste período passei por problemas no meu casamento e meu filho sofreu muito diante desta situação. A minha dúvida é que se esta doença é causada exclusivamente por hereditariedade ou se pode ser desencadeada por outra causa, como choque emocional? Desde já agradeço pela espaço e se por ventura algum especialista responder minha dúvida.
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Christine Macedo
Belém
Boa noite, Gostaria em primeiro lugar agradecer a vocês pela existência deste espaço, pois recorro a ele há mais de 4 anos. Sou educadora; porém de um adolescente(rs.rs... de 18 anos) portador do TDA. A minha angustia em prol de lhe oferecer uma melhor qualidade de vida me levou a buscar diversos caminhos. Inclusive fazer uma especialização em Psicopedagogia,tendo como estudo de caso o meu próprio filho.
Adquiri um valoroso conhecimento, mas estou longe de atingir ou sanar minhas angustias. Pois vejo que a cada novo dia,temos um novo desafio, e ai, sinto-me impotente. E dificil testemunhar diariamente que a cada dia meu não consegue ter/levar uma vida normal. Seu rítmo devida é bem inferior para sua faixa hetária. Comporta-se como um garoto bem abaixo de sua idade. É um sonhador, fica muito isolado. Apresenta dificuldades sempre que tem ou precisa enfrentar um obstáculo.
E muito carinhoso comigo e muito carente ao mesmo tempo. Me pergunto sempre: Até quando poderei protege-lo, orienta-los as suas escolhas e o mais difícil, o que mais me dói; e que apresenta uma enorme dificuldade de socialização. E bastante rejeitado no ambiente escolar devido a maturidade ainda infantil.Seu histórico de vida é bem complexo.Atravessamos momentos difíceis. Acompanhamento de estimulação precoce foi realizado. Acompanhento neurológico-pediátrico e neuropsicológico, psicologo e uso de medicamento . Mas sinto-me insegura quanto a minha função de mãe. Então; uso este espaço para realização de leitura em busca de amparo,de uma esperança. Acreditem, têm me auxiliado muito, leio muito sobre o assunto. Solicito se possível,orientações por parte de vocês.
Grata
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Marlucia Meira Soares
Araguaçu
À Associação Brasileira de Déficit de Atenção,

Caríssima Iane Kestelman,

Eu me emociono todas as vezes que ouço ou vejo o seu depoimento nos mais diversos meios de comunicação. Assim como vocês, eu e meu marido vivenciamos uma verdadeira via crucis para chegarmos ao diagnóstico de TDAH do nosso pequeno Henrique. O nosso filho, hoje com quase oito anos, sempre foi uma criança irrequieta, agitada, ativa. Não conseguia se concentrar por muito tempo nas atividades que exigiam mais concentração, era muito impulsivo, enérgico. Com o tempo, e, em cotejo com o comportamento de outras crianças da escola, percebíamos algo diferente naquele comportamento agitado e desatento. Falávamos com o pediatra, com a psicológa da Escola, com os familiares e todos diziam para termos calma, pois era uma questão de amadurecimento.

Aos quatro anos, decidimos levá-lo a uma neuropediatra em Recife – uma das mais conceituadas – que nos disse que era muito cedo para se fazer um diagnóstico e que deveríamos aguardar. E assim começou a nossa peregrinação. Ao todo, entre fonoaudióloga, psicólogas, psicopedagogas, neuropediatras e psiquiatras passamos por mais de 10 profissionais!
E posso lhe afirmar, com a maior tranquilidade de quem vivenciou tudo isso, que nem todos estão informados e preparados para lidar com crianças com TDAH. Ouvíamos coisas do tipo “vocês devem diminuir a ansiedade de vocês”, “controlar o narcisismo de vocês”, “Henrique está assim porque precisa de limites”, “ele precisa ter um irmão” e por aí vai ....
No início do ano da alfabetização, as coisas pioraram muito. A escola começou a cobrar resultados, e as dificuldades que ele apresentava desde o jardim da infância foram interferindo em seu aprendizado.
Decidimos lutar pelo nosso filho, um menino maravilhoso, afetuoso, inteligente, capaz, comunicativo, entre milhares de outros predicados. Não poderíamos nos resignar e abaixar a nossa cabeça. Com muita informação, e após o diagnóstico de TDAH combinado com discalculia e disgrafia, iniciamos o tratamento com a medicação e com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Felizmente, há uns três meses atrás o nosso filho iniciou um tratamento medicamentoso com uma Neuropediatra que nos passou muita confiança, nos indicou a necessidade de iniciarmos a terapia ocupacional, além do acompanhamento de uma psicopedagoga e do reforço escolar.
Mais ainda há muito a percorrer.
Percebo muita desinformação nas Escolas, principalmente na forma de lidar com essas crianças. Os professores não estão plenamente informados sobre o que essas crianças podem ou não podem fazer, e o que ocasiona referido comportamento. No caso de Henrique, por exemplo, fomos orientados a mudá-lo de turma na Escola, turma esta que ele estudava desde os dois anos de idade, porque era um grupo muito agitado e que o agitaria mais ainda. Assim, pela dificuldade neurobiológica do meu filho (que continuou persistindo na sala tida como “calma”) ele foi retirado do grupo em que ele já estava socializado.
A Escola tem que perceber que exerce um papel fundamental seja no fracasso ou no êxito dessas crianças, e o professor está literalmente na linha de frente. Professores bem informados, treinados e apoiados pela equipe pedagógica da escola (digo, psicólogos, psicopedagogos, coordenadores e diretores) podem e devem fazer a diferença.
Nós acreditamos na possibilidade de crescimento do nosso filho, mas entendemos que é um processo que se faz em equipe. Essencial que em seu caminho se apresentem profissionais engajados, instruídos e motivados. Com certeza, ele tem em casa pais presentes, conscientes e participativos e que o amam profundamente.
Finalizo com uma mensagem aos pais que enfrentam semelhante situação: nunca deixem de acreditar nos seus filhos e em sua capacidade de superação. O amor e a informação nos impulsionam ao sucesso. Com fé em Deus, seguiremos o nosso caminho com mais leveza e alegria.


Camila Calheiros,
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Camila Militão de Carvalho Calheiros
Maceió
Tenho um neto de 12 anos portador de TDAH, ele esta em tratamento desde 7 anos. Tudo começou quando a escola observou que alguma coisa impedia sua aprendizagem normal,então solicitou que encaminhasse a especilistas. Ainda hoje há resistência por parte de muitos por não ter conhecimento desse transtorno e assim em não aceitar e muito menos entendr o digóstico...aperta o coração quando em situações ele é tachado de sem educação, entruso,desatento, desiteressado e outros termos. Mas ele tem muito a nos oferecer pois é muito amoroso, meigo e solícito, além de inteligente. Ele faz tratamento e acompanhamento psicológico.Vivemos e convivemos com esse fato, sempre na expectativa de que por onde ele passar, possam entender e ajudá -lo a sentir bem e não diferente de outros.
Deixo minha solidariedade a todos portadores e a aqueles com quem convivem. Agradeço a ABDA pela oportunidade de conhecer e poder compartilhar...e que não estamos sozinhos.
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Silvia M. Silva
São Paulo
Olá sou Cassia mãe de Renato Mychell que agora tem 12 anos, aos 4 anos foi diagnosticado que ele tinha TDAH ( Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade ) 100%, a neuropediatra passou pra ele medicação para TDAH por dia no qual faz uso até hoje.
Na escola sofreu e sofre maus tratos e preconceito tanto dos colegas como de alguns professores, já fui no conselho tutelar mais nada foi feito até hoje atualmente ele esta muito rebelde já por conta do que sofre na escola.
Atá ir parar no hospital e levar pontos na cabeça ele já foi por sofrer agressão dos colegas.
Moro em Recife, Renato esta com 12 anos atualmente, e não encontrei ningém que sabe cuidar e tratar uma criança com TDAH o que fai aqui não é nem a metade do que Renato soreu e sofre espero que com esse depoimento eu possa encontrar alguém que me ajude.
Eu só quero que meu filho seja um homem de bem e consiga saber lidar com o seu problema por que eu não sei mais o que fazer por favor me ajudem.
obrigada pela oportunidade.
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Cassia Rejane
Recife
Falar sobre TDAH, não é fácil para nós... Temos um filho maravilhoso: inteligente, amoroso, sonhador e criativo. Tive muitos problemas na amamentação, pois ele ficava muito agitado a ponto de não conseguir sugar corretamente o seio. Foi um momento angustiante para mim, que achei ser a responsável pelas dificuldades. Quando começou a andar, me lembro de estar constantemente cansada por ter que manter minha atenção fixa nele, que não parava um instante.
Tudo era motivo para ele correr, mexer, explorar. Com dois anos e meio, já sabia percurso que o interessava, quando saíamos.
Na escola, início da alfabetização, as dificuldades presentes não condiziam com o que víamos em casa em termos de criatividade e potencial para aprender. aos 05 anos, a Escola em que estudava me chamou e disse que havia lago "errado" com ele.
Como eu tinha acabado de ter uma filha com prematuridade extrema, achávamos que era porque o estresse em casa estivesse afetando emocionalmente o nosso filho. Ele apresentava sintomas de ansiedade e dificuldade de integração; hoje identifico sinais de baixa auto-estima.
Mudamos de Estado e na escola seguinte, na alfabetização propriamente dita, as dificuldades e desatenção ficaram mais evidentes. Na realidade, como mãe, já havia percebido desde bebê que meu filho tinha "alguma coisa". Até me antecipei, solicitando uma observação das professoras em relação ao comportamento dele. A Escola então referiu importância em avaliar o processamento auditivo, psicodiagnóstico, neurologista...
Começamos nossa luta (6 anos de idade). Todos os exames físicos com resultado normal. O Otorrino sugeriu pesquisar hiperatividade também. No 1º psicodiagnóstico: TDAH. Procuramos por conta própria, avaliação de mais 02 psicoterapeuta, sem que os mesmos soubessem que eram uma segunda e terceira opinião. Resultado: TDAH. Inicialmente, desespero. Num dos psicodiagnósticos QI acima do normal/média. Durante esta caminhada, muitas controvérsias sobre medicação, terapia. Profissionais prescritores evidenciando pouca fundamentação. Uns diziam ser importante o medicamento, outros contra. Resolvemos nos fundamentar e buscar conhecimento. Comprei livros de referência e li a respeito do assunto. Estamos, eu e meu marido, tentando potencializar nossa ajuda para que o futuro de nosso filho seja de sucesso. Na nossa opinião, a família deveria ser instrumentalizada para ser co-responsável na terapia cognitivo comportamental. Apesar de conversarmos sempre que possível com profissionais sobre isso, percebemos que o tratamento está focado muito no medicamento e em algumas sessões de psicoterapia com a criança. realizar psicoterapia com a família seria um diferencial no tratamento.
À parte, podemos dizer que o sistema público deixa muito a desejar. O medicamento disponibilizado é só de um tipo, e só pode ser fornecido se o prescritor for da rede pública e for cadastrado para prescrever o medicamento. Caso contrário, mesmo que você tenha o acompanhamento com profissional competente, especializado, se ele não for cadastrado como prescritor da rede pública, as farmácias não fornecem. Você tem que comprar ou enfrentar uma fila para conseguir uma consulta com o prescritor autorizado. Para psicoterapia,complica ainda mais.<
Não queremos só medicamentos, queremos mais! Muitos gênios tiveram TDAH e não achamos justo a sociedade, de certa forma, considerar o portador de TDAH como sendo um problema e sinônimo de perda, não sucesso.

Nosso filho é inteligente. Só precisa saber qual botão é mais viável para ativar suas potencialidades. Outra observação; Se quisermos um acompanhamento com equipe multiprofissional qualificada, a inviabilidade financeira vai ser outra dificuldade. No mercado, o atendimento com qualidade é oneroso. Para as pessoas com menor poder aquisitivo, o direito a um atendimento de qualidade fica comprometido. O acesso é muito restrito.



Rosângela

São Paulo
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: ROSANGELA LIRA DA SILVA OLIVEIRA
São Paulo
Tenho uma filha de dezoito anos de idade, que foi detectado TDAH há oito anos mais ou menos. Depois de muita busca minha, pois a escola desconhecia e tratava o caso com banalidade, sou pedagoga, psicóloga e neuropsicóloga. Hoje trabalho com crianças com TDAH.
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: gislene de cássia serafim iatallese
São Caetano do Sul
Bom, depois de um bate-bapo com a psicóloga do meu filho de 11 anos, descobri e me conformei que ele é portador do TDAH.
Já não sei como são mais os momentos felizes que tínhamos antes deste transtorno aparecer definitivamente nas "nossas vidas".
Irritabilidade, teimosia, falta de interesse, mal na escola, etc, etc, etc, é o que perdura dentro da minha casa e até o dia de hoje eu não sabia lhe dar com a situação
Estou procurando um psiquiatra, pois ele vai ter que tomar remédios para controlar isso tudo e apesar de saber que não é uma pílula milagrosa, estou esperançosa em relação às nossas vidas!
Amo muito meu filho e vou fazer de tudo para mudar esta situação!
Desistir nunca!!
 
Data: 23 outubro 2012
Enviado por: Flavia Fecchio
Arujá
Chamou-me João, a cerca de três anos ouvi pela primeira vez o termo TDAH, ouvi ele da boca de um psiquiatra que havia procurado por uma depressão que anunciava chegar. A depressão era uma velha conhecida que de tempos em tempos aparecia para me fazer companhia. Como é de minha natureza, mergulhei na pesquisa do que era aquelas quatro letrinhas e descobri que tinha tantos nomes esse transtorno quanto eram o estrago que fazem na vida de uma pessoa. Virei um autodidata, li tudo, fui para um congresso da ABDA, participei de grupos de apoio, interagi com portadores, com familiares, com gente que de alguma forma teve sua vida contactada por esse transtorno. Pedi socorro a todos quando olhei para minha vida regressa e comecei a entender o que essa coisa tinha feito na minha vida. Era como um mistério que demorou muito tempo para ser desvendado. Os estragos foram e são tão grandes que assusto-me com a possibilidade de que eles tenham de tal jeito colado em mim que não possa saber o que é ter uma vida sem ele. Perdi pouca coisa se avaliar o agora, se mudar o ponto de observação a coisa muda de figura; perdi minha vida. Não construí nada e destruí tudo. Uma hora achei que era melhor parar com tudo, tentei o suicídio, acontece que Deus não aceitou minha decisão (para os que são ateus, então o meu organismo reagiu ao meu ataque)e não havia outra opção que não viver. E se tinha que viver, me engajei na vida, saí de Recife (minha cidade natal), transformei-me em orfão de pais vivos (para eles eu sou um farsante irresponsável), acabei um relacionamento de uma mulher que amava (era um fardo muito pesado para o amor que ela tinha), os amigos se distanciaram (é verdade que alguns não só ficaram como me ajudam), perdi minhas referências, minhas raízes e me mudei para bem longe, onde tento aos 50 anos começar uma vida. Faço uso de medicamentos (acredito neles porque sei que tenho uma má formação neurobiológica), sou assistido por uma psicóloga e uma psiquiatra. Faço parte de grupos de discussão sobre o assunto, sou afiliado a muitas entidades sérias no Brasil e no exterior (sim, existem um bocado de porcaria neste caminho, a internet tá cheia), não levanto bandeiras mas não as deixo jogarem no chão. Esse transtorno existe e qualquer um que diga o oposto, eu desejo do fundo do meu coração que eles possam um dia se deparar com essa situação e, quem sabe, se transformem em seres melhores.
 
Data: 22 outubro 2012
Enviado por: João da Cunha Cavalcanti Neto
Silveira Martins - RS


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