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Terça, Junho 27, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Fui uma criança muito agitada, mas nunca tive problemas na escola, sempre me destaquei nos estudos. Na adolescência tive alguns problemas de relacionamento por não conseguir perceber a linguagem não verbal dos meus interlocutores. Ao atingir a fase adulta, comecei a sentir muita dificuldade em me organizar, me concentrar numa única coisa e, principalmente, em tomar decisões. Mesmo assim, consegui fazer faculdade e até doutorado no exterior, pois sempre tinha alguém me cobrando (pra minha sorte, sempre tive "coaches")! Agia muitas vezes por puro impulso, quando não estava completamente distraído, o que me causou vários incidentes e até acidentes de trânsito. Também comecei muitas atividades para, em seguida, abandoná-las. Ao procurar uma terapia, fui diagnosticado com TDAH com impulsividade. Tenho que me policiar para não deixar tudo para a última hora, não me distrair nem marcar vários compromissos no mesmo horário. Sou professor universitário, faço muitas coisas ao mesmo tempo, e meu gabinete é uma bagunça controlada, com pilhas e mais pilhas de papéis e livros. Conhecer o TDAH tirou um grande peso das minhas costas, e me ajudou a organizar a minha vida.
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Ricardo Emílio F. Quevedo Nogueira
Fortaleza
Sou médica pediatra , atuando na Prefeitura de São Paulo, no atendimento aos casos de TDAH em uma UBS na periferia.
Então, posso dizer que quando é só TDAH o resultado é muito estimulante! Tive avó, que foi chorando dizendo na consulta , que antes o pior aluno da classe(seu neto) era agora o melhor!!!
Tive meninos que se revelaram,conseguiram melhorar a produção escolar,e ainda completavam o currículum com cursos fora de informática, música!
Infelizmente também tive aqueles, que trocaram a droga prescrita pela droga ilegal na adolescência!!!<br />
E como 70% dos casos havia comorbidades,nem sempre o final foi tão feliz! <br />
Esse é um grupo vivo, efervescente, que aciona todos !!<br />
Senti que é preciso equipe nultidisciplinar, apoio as familias com o que nem sempre podíamos contar.<br />
Agora , estarei deixando essa atividade da qual gosto muito nos próximos meses, por motivo de aposentadoria.<br />
Confesso que vou sentir saudades dessa meninada do mundo da lua!<br />
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Elizabeth Antunes <br />
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Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Elizabeth Antunes
Arujá SP
"Meu nome é Regina, atuo como psicopedagoga há 5 anos. Há 2 anos recebi um cliente de 8 anos em meu consultório, encaminhado pela escola. Na anamnese, percebi que a mãe já apresentava um quadro de stress devido ao desânimo diante do comportamento do filho. Notei que ela estava rejeitando a criança, pois já não sabia mais o que fazer. Segundo ela, a criança a sugava 24 horas por dia. Quando iniciei a avaliação, já na 1ª sessão, percebi a hiperatividade acentuadíssima. Prossegui com o atendimento por mais umas duas semanas e o encaminhei para um neuropediatra relatando as hipóteses de uma possível dislexia com a comorbidade de TDAH ou um TDAH, cuja hiperatividade interferia efetivamente, não só na escola quanto no convívio familiar e social. No resultado da avaliação neurológica foi constatado o TDAH e receitada a medicação. A mudança foi rápida e perceptível até na dentista que o atendia, pois anteriormente ela tinha dificuldades no atendimento devido à hiperatividade da criança.Continuamos as sessões por mais algum tempo, com o objetivo de criar um ciclo motivacional para resgatar a auto-estima do meu cliente.

Acho a ideia de compartilhar experiências muito produtivas, porque a dificuldade está na aceitação dos pais e professores com relação às dificuldades das crianças. Parabéns à ABDA pela iniciativa e oportunidade aos profissionais, portadores e famílias TDAH.
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: REGINA LÚCIA LAMBERT MOREIRA
OURO FINO-MG
Nunca soube o que é ficar quieta e por mais que hoje aos 30 anos consiga me manter fisicamente parada, a minha mente é uma constante “zona de guerra”. São “explosões” de pensamentos, ”canhões” de idéias para todos os lados e ” tropas” de lembranças, “guerreando” por minha combalida atenção. No meio disso eu luto para ser produtiva e funcional.<br />
Foram muitas as batalhas e derrotas, muitas noites chorando e fracassos. Nunca aprendi matemática, na faculdade as notas eram baixíssimas, embora apreendesse o conteúdo. Uma vez piquei em pedacinhos meu caderno, exausta com os constantes fracassos. <br />
O mais importante foi o apoio incondicional da minha mãe, sua luta e a fé que depositou em mim, a certeza inabalável que eu conseguiria. E ela estava certa eu consegui! Graduei-me em direito, passei no exame da OAB e hoje advogo. O que posso dizer é que não teria conseguido se minha mãe não estivesse aqui. <br />
O TDAH não é desculpa para tudo, somos perfeitamente capazes de entender regras, de nos esforçamos para melhorar e a leniência de familiares e professores não ajuda muito. <br />
Me dirijo agora aos pais e mães eu buscam alento, o diagnostico é desesperador eu sei, o TDAH não fica quieto, vive dando problemas na escola. Mas não desistam, com paciência e esforço somos capazes de fazer qualquer coisa, apenas somos mais barulhentos que a maioria!<br />
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Izabella Batista Torres
Belo Horizonte
Como começar esta história? Talvez pelo fim! Embora minha história não tenha terminado, entendo que o fim seja o agora,porque meu começo refaço a todo instante! <br />
Começarei pelo longo trajeto de minha descoberta pessoal do meu TDAH. É, isto mesmo, chamo de meu TDAH, porque como vejo meu transtorno como sendo só meu, pois sou única, vejo como as minhas demais características pessoais. Ora adoro ser tdah, ora odeio. Tal qual minhas demais características que me constituem sujeito único. <br />
Sou fonoaudióloga há mais de 2 décadas, amo o que faço e minha profissão também me possibilitou ver e conviver com muitos sujeitos também TDAH, mas mesmo assim precisei viver 40 anos para descobrir esta minha característica. E mais descobrir que na minha família, ainda não diagnosticados também existem mais TDAHs. <br />
Vejo que meu TDAH foi quem mais me ajudou a entender e compreender os sofrimentos emocionais que meus pacientes passam com dores que qualifico como d'alma. É uma dor que o outro pode não perceber que exista, mas ela está ali presente, latente,pungente, te fazendo ser e sentir - se um incompetente, nesta sociedade que supervaloriza as competências e os desempenhos! Que é intensa nas pequenas tarefas diárias, que para os outros não tdah, são tão corriqueiras e simples,pelo menos aos olhos meus.É necessário para nós um esforço enorme para que vejam nossas características e comportamentos interessantemente positivo, nossa criatividade, imaginação, capacidade de resolução de problemas, nossa velocidade de pensamento e outras. Tive e tenho amigos que não perdem oportunidade de brincar comigo pelos atrasos, desorganizações, perdas de prazo, etc... <br />
Hoje ás vésperas de me tornar uma cinquentona (que sem modéstia, considero melhor do que muitas trintonas e quarentonas, rsrsr pela vivacidade que sei que tenho) vejo e sinto que ser TDAH não é uma maldição, como escuto alguns pais e mães dizerem sobre seus filhos e até mesmo tdah adultos que atendo com dificuldades escolares, não consigo ver algo que me pertença, tal qual meus olhos azuis ( que dizem ser lindos) possa ser uma maldição. Já chorei, sofri e ainda sofro, mas descobrir que algumas "lambanças" que costumo fazer são também explicadas por este transtorno que me constitui no sou e como sou, me possibilitou perceber que somos verdadeiramente diferentes e únicos. E que ser diferente é o que faz da vida ser o que é, interessante, surpreendente e incrível experiência a ser literalmente "vivida"!<br />
Certa vez, quando ministrava um curso para professores de ensino fundamental de minha cidade sobre dificuldades na apropriação da ortografia, encontrei uma profa que também era tdah. Qual não foi minha surpresa quando ela, durante o intervalo de uma das aulas, me questionou sobre como eu conseguia lidar tão bem com o meu tdah, pois durante as aulas havia dito que eu era. Fui, realmente, pega de surpresa, nunca haviam me perguntado nada parecido, então disse que ser tdah é uma característica minha e que procuro tirar disto o que posso de melhor.<br />
Faz pouco tempo assisti um filme biográfico sobre um portador de síndrome de Tourett, que aliás aconselho que todos assistam, de um professor norte americano ganhador de um prêmio como melhor professor do seu Estado, e o que me comoveu e permitiu entender melhor meu TDAH foi seu discurso final, pois ele agradeceu à melhor professora que ele teve ao longo de sua vida, a Tourett. Sei que sinto o mesmo que ele, pois meu TDAH me ensinou e me ensina todos os dias, especialmente a compreender que nós somos únicos e que nesta longa jornada da vida devemos nos superar a cada hora, cada dia, cada ano. <br />
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Nanci Barillo
Petrópolis
Sou professora, Pedagoga, trabalho com Sala de Recursos Multifuncional.Tenho alunos com TDAH, então, estou sempre em busca de informações, novos conhecimentos e maneiras práticas de como tornar meu trabalho mais eficaz diante dos problemas enfrentados. Agradeço a ABDA por este espaço tão importante e que tem auxiliado em meu trabalho.<br />
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DATA: 18/10/2012<br />
ENVIADO POR: ANALICE F. FRANZOTTI ROZZA<br />
JACIARA- MT<br />
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Analice de Fátima Franzotti Rozza
Fui Coordenadora pedagógica em uma escola onde tinhamos um aluno com TDAH, ele era arredio, agitado e tinha sérios problemas de relacionamento. Por causa da minha formação como Psicopedagoga pude iniciar com ele um trabalho de orientação e estudos especiais que o levaram a desenvolver-se de forma gradual. Como grave problema tivemos o fato da família que não sabia como lidar com ele e o deixava totalmente a vontade sem nenhuma orientação comportamental, alegando que o mesmo não mais obedecia aos pais. O aluno prosseguiu conosco por um tempo, mas acabou saindo da escola ainda com sérias dificuldades e infelizmente sem perspectiva de melhoria por conta da falta de iniciativa dos pais em ajudá-lo da forma correta.
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Ana Claudia Almeida de Souza
Salvador
Sou Roseli, Professora e Diretora aposentada da Rede Pública Estadual e Municipal.<br />
Continuo na ativa como psicopedagoga e psicanalista. Atendo vários casos. Dou aula também em faculdades para Psicopedagogos e Psicólogos. Acredito ser muito importante a conscientização das dificuldades apresentadas por essas crianças, adolescentes e mesmo adultos.<br />
Com muito afeto e dedicação percebo mudanças significativas nessas crianças.<br />
Precisamos acreditar e batalhar.<br />
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Roseli Bacili Laurenti
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Roseli Bacili Laurenti
São Paulo
Sou uma mãe que já sofre com isso há um certo tempo.... no início psicóloga e medicação... com o tempo (depois de sete anos com medicação) os efeitos da medicação que os médicos insistem em dizer que não tem ou que são muito raros.... a escola que não está preparada para trabalhar com essa criança... taxando de danada... bagunceira, etc... os efeitos disso para vida de uma criança é muito danoso...Mesmo voçê indo na escola, explicando....se eu sofro que sou adulta, psicóloga, mãe.... imagina meu filho? A família, avós também não está preparada... taxa "esse menino é danado", gerando conflitos familiares... Ah momentos em que fica muito difícil. Estou junto com meu filho agora no momento de transição para outra escola e para outra psicóloga, pois a antiga parou de atender... essa caminhada não é fácil ... e para não dizer que não falei de flores... o amor é que ajuda a ir encontrando caminhos..
 
Data: 18 outubro 2012
Enviado por: Maíra
Tenho um filho chamado Daniel ele ao nascer teve muitas crises de convulsão, passando quase um mês na UTI, foram momentos de muita angustia e ao meso tempo de muita realização por vê-lo superando todas as dificuldades e reagindo ao ponto de melhorar e ter alta da UTI. No entanto quando sai do hospital já estava consciente de que teria um caminho diferente para percorrer com Daniel, ele já saiu de la tomando remedio anticonvulsivo e exames comprovavam que ele era uma criança epilética. Por ser funcionária do estado da Bahia( professora) tenho um plano que não cobre praticamente nada do tratamento para Daniel. Temos que levá-lo ao neuropediatra, fono, psicopedagogo e tudo isso requer dinheiro que não tenho. A consulta com a neuro pediatra custa 400,00 reais e na última que foi no dia 25/09/2012, depois de fazer alguns testes ela nos deu a triste informação: Daniel não esta se desenvolvendo como deveria, sua idade intelectual não bate com a cronologica, esta atrasado, sofre de hiperatividade e tem TDAH.
Estou me sentindo impotente por ter que lidar com uma criança que tinha tudo para ser normal e por um erro médico ( mesmo sabendo que eu não tinha leite materno, já sabia por ja ter tido outro filho e infelizmente não pude amamentá-lo) a clinica insistiu em esperar que o leite chegasse e Daniel teve uma crise severa de hipoglicemia. Como se não bastasse o meu filho de 13 anos João Pedro não aceita o comportamento hiperativo do irmão e estão sempre se confrontando.
Uma coisa é certa não vou deichar meu filho sem tratamento , lutarei com todas as minhas forças para vê-lo se desenvolvendo e aprendendo tudo o que ele tem direito. Deus me dará forças para lutar por ele.
Normalice Oliveira
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Normalice Oliveira
Capela do Alto Alegre-Ba


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