Banner

abda-facebookabda-twitterabda-youtubeGoogle plus

Terça, Junho 27, 2017

Idiomas

Português
Depoimentos
Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Olá, meu nome é Cacy e sou mãe da Julia.<br />
A Julia é portadora TDAH, e antes de descobrirmos isso, era muito difícil entender o seu comportamento e sua falta de integração. Era alvo de gozação dos colegas por ser muito impulsiva, tinha dificuldade na aprendizagem por ser distraída e, além de tudo isso, era muito sensível. As escolas sempre nos chamavam para apontar as suas dificuldades e indicar acompanhamentos individualizados, e nós vivíamos as voltas com isso. Foi quando uma professora particular nos disse que ela poderia ter TDAH, e que seria interessante procurar um psicologo e, sem esperar mais, seguimos esta orientação. Após os testes necessários, o diagnóstico veio positivo.<br />
Será que as escolas, diante a tantas dificuldades da minha filha, não poderiam já ter levantado esta suspeita? Afinal de contas, eles lidam com isso diariamente e iriam evitar muito sofrimento.<br />
A Julia sentiu o dissabor de ser rejeitada pelas outras crianças, para depois, passar por um bullying violento. Segundo a psicologa que começou a acompanhar o caso, disse que todos estes problemas estavam ligados ao TDAH, então, ela começou não só a trabalhar a parte de aprendizagem, como a comportamental, e a melhora foi significativa. <br />
Atualmente a Julia lida com as suas dificuldades de maneira tranquila, pois sabe quais são os seus pontos fracos. Porém, tem uma timidez maior que o normal, precisando sempre participar do programa de inclusão nas escolas.Mas nem sempre as coisas correm bem, pois as escolas ainda não sabem lidar com estas situações, pois algumas,quando sabem do histórico da minha filha, não são muito receptivas. Ou alegam não ter programa específico para qualquer tipo de transtorno, ou dizem que as vagas são limitadas e já estão todas ocupadas. Podemos chamar este tipo de comportamento de descriminatório?! <br />
Hoje, quando vou fazer a matrícula da Julia, entro pelas vias normais e, depois de estar tudo certo, apresento o diagnóstico de TDAH, não dando opções para eles, a não se de atende-la corretamente. Terrível, não é?<br />
Neste momento, talvez tenha que me mudar de cidade outra vez, e como lidar com esta situação? Se começo a fazer muitas perguntas, como: Se existe um programa de TDAH? Se existe um SOE que dá todo o apoio necessário? Se existe um programa de inclusão?... As escolas começam a se encolher, principalmente, se percebem que estou bem informada sobre o assunto. Já tive reunião com diretoras que não sabiam nem a metade do que eu sabia, me deixando completamente assustada! <br />
Infelizmente, ainda estamos engatinhando nesta questão do TDAH, é desta forma que sinto tudo isso.<br />
Com estes jovens rotulados e descriminados, será mesmo que os profissionais da área de educação estão levando a sério a atual proposta pedagógica: Educação para todos?!! <br />
Respeito, apoio, informação e parceria com os pais é o que espero por parte das instituições educacionais, pois lidar com crianças sem nenhuma dificuldade é muito fácil, mas a função de professor só se faz aparecer diante dos obstáculos.
 
Data: 14 outubro 2012
Enviado por: Cacy Ferraz
São João Del Rei
Tenho um Chamado Max Gabriel, eu descobri que ele tinha TDAH aos 08 anos de idade, hoje ele está com 16 anos, fui a varios medicos, e não conseguia tramento para ele, e foram anos seguidos de muita lutas e dificuldades, anos depois com a ajuda de uma amiga levei-o ao um especialista em TDAH, ele então receitou remedios, Max Gabriel passou a tomar, melhorou bastante, hoje ele é um adolescente alegre e bem disposto, jogo basquete pelo Clube de Regatas e Futebol BOTAFOGO, eu e meu filho sofremos muito, ele ainda tinha o agravante de ser muito alto, hoje ele tem 2 metros e 4cm de altura.Quando ele tinha 08 anos a minha familia fazia discriminação com ele, o chamava de mongoloide, esquisito, sofremos muito, mas vencemos, hoje somos felizes, eu me casei novamente, tem um conpanheiro e um outro filho e somos um familia feliz.
Marli Nunes
 
Data: 14 outubro 2012
Enviado por: Marli Nunes
Rio de Janeiro
Gabriel hoje tem 15 anos e foi diagnosticado com TDAH aos 12, quando iniciou um tratamento específico, medicamentoso e psicoterápico. Antes disso, a psicoterapia, fono e aulas particulares já faziam parte da rotina dele, por dificuldades de aprendizagem e relacionamento.
Esta redação feita recentemente por ele me emocionou e decidi compartilhá-la com outros pais, com a aprovação dele.

“MUDANÇAS
Passado, uma janela de recordações, ou melhor, assombrações. Uma lembrança de uma vida amarga, sem emoção, causada principalmente por pura solidão.
Um garoto, de tamanho médio, cabelo grande, gordinho e com um óculos do tamanho da cara era o alvo de bombardeios de palavras e o desprezo de todos ao seu redor. A escola era um presídio. Não poda confiar em ninguém.
Com seu jeito esquisito, logo as pessoas passaram a provocá-lo e tratá-lo como louco trazendo mais amargura para o pobre garoto. E como se não bastasse, sempre era criticado pelo baixo desempenho escolar.
Normalmente, a cabeça humana não é capaz de suportar tal pressão psicológica e o mais comum é a pessoa ser muito fechada ou, em casos extremos, muito violenta. Superação é um dilema obtido por poucos e só é alcançado com muito trabalho e empenho.
Cada barreira quebrada é uma vitória conquistada e as mais importantes: a mudança de ambiente, de pessoas e de costumes, permitindo assim começar do zero.
O reinício começa com o fluxo de conversa a tona, logo amigos começam a surgir e as risadas tomam conta do ambiente. Nunca imaginei uma coisa dessas. Assim, foi possível realizar um sonho de um garoto que em poucas semanas sentiu orgulho de ser alguém, de fazer parte de um grupo. E que grupo.
Nesse novo lugar, nasceu uma nova pessoa, uma nova vida que passou por todas as dificuldades. Derrubei todas elas com meu jeito atrapalhado, mas seguro.
A vida é uma caixinha de surpresas, e é você,caro leitor, que decide qual caminho deseja seguir, sendo ele um caminho de mágoa e desgraça ou um caminho cheio de alegria e felicidade. Prefiro a segunda opção.
O passado é importante mas pode ser esquecido, por isso, se preocupe com o presente, porque o agora é a sua vida que só pode ser vivida por você. Concordo plenamente.”
 
Data: 13 outubro 2012
Enviado por: Isabel de Aguiar Ribeiro
Arujá - SP
Sempre tive muita dificuldade em tudo que envolve atenção, concentração, expor ideias, sempre me perdia nos pensamentos e não conseguia concluir uma fala, acho que por falta de informação ou até mesmo preconceito, meus pais, professores e as pessoas que sempre conviveram comigo usavam a palavra "sonsera" ou “preguiça” pra justificar uma característica desconhecida. Hoje, estou com 20 anos, compreendi depois de muitas consultas e médicos diferentes que é só mais uma característica, não tão positiva como outras que sei que tenho, mas uma que justifica supostas falhas, hoje sei meus limites e prefiro não ultrapassar, porque a frustração e a tristeza de não conseguir me incomoda muito e essa frustração é tão é comum, e confundem muito com depressão! Evito cobranças, me pressionar é como acionar um sistema de travas, adaptei a minha vida a essa característica e explorei o que há de melhor em mim! Trabalho, estudo, namoro, saio, vou a academia... Tenho uma vida boa e a tendência é melhorar! A palavra chave é ADAPTAR e não ACOMODAR!
Obs.: demorei 30 minutos pra escrever e sem uso de medicamento! YEESSS VANESSA!!! :D
 
Data: 13 outubro 2012
Enviado por: Vanessa Almeida Reniere
Ipatinga
Eu tenho um filho de 10 anos,descobri que ele tem tdah quando ele tinha 7 anos,tem vezes que fico desesperada sem saber como agir,dá a impressão que tanto esforço as vezes não vale de nada,ele toma medicação para TDAH , eu só dou o remédio na hora de ele ir para escola, no começo ele melhorou bastante depois que começou a tomar o remédio,pois ele não parava quieto na carteira da escola,não copiava as lições se dispersa facilmente com tudo que acontece a sua volta,só não presta atençaõ no que realmente precisa,não consegue terminar qualquer tarefa que esteja fazendo até em brincadeiras e com isso ele acaba ficando um pouco excluído pelos próprios colegas da escola......mais dá a impressão que ele não ouve quando a gente fala com ele parece que ele faz de propósito,mas sei perfeitamente que ele não tem culpa nenhuma, tento fazer de tudo para ajudá-lo, para estudar percebi que ele tem mais facilidade que eu explique oralmente a matéria para ele do que ele sentar sozinho e estudar, pois ele não consegue fazer isso sozinho sofro muito com isso por que as pessoas que estão a sua volta e que não conhece ele direito não tem paciência com ele ,por que a maioria não entende o que ele tem,precisei trocar ele de escola agora no final do ano por que ele estava sofrendo buling na escola todos os dias quando não apanhava de algum colega era ameaçado e muito xingado e com isso ele começou além de tudo ficar com medo de ir para escola,apesar de todos os problemas ele é uma criança extremamente carinhosa e muito comunicativa,agora na nova escola ele está indo bem parece que ele encontrou alguns amigos que goste dele do jeito que ele é ......na parte de não copiar a lição por que não consegue ficar quieto na carteira a agitação é muito grande, mas assim vamos levando a vida e sempre com a ajuda de especialistas vamos tentando fazer o que for melhor para o meu filho para que ele viva o melhor possível em sociedade.
 
Data: 12 outubro 2012
Enviado por: Silene P de Alencar
São Paulo
Eu descobri que tenho TDAH de vários modos e circunstâncias.
Ao deparar com uma dificuldade recorrente: défiti de atenção numa matéria (algoritmos e logica de programação) de um curso (Análise e Desenvolvimento de Sistemas).
Confirmei minhas hipóteses,ao ler um livro,'Tendência a Distração',do escritor americano Edward M.Hallowell. Fiquei surpreso ao ver as situações vivenciadas pelos portadores deste problemas. Mas não era só "problemas",deparei também,com situações bizarras e engraçadas,tanto quanto as minhas.
Mas algo pude perceber que é singular:nenhuma das situações e vivências,foi tão prejudiciais,quanto as minhas. Eu me vi neste quadro,aos 34 anos,se tivesse descorberto bem antes,os prejuízos a minha vida pessoal,emocional,acadêmica e sobretudo,profissional não seriam tão grandes quanto o são hoje.
Por força das circunstâncias,estou repetindo o 1° período da faculdade de Análise de Sistemas,talvez,tenha escolhido o curso errado,mas,é um tanto tarde para mudar.
Em atividades em que exige raciocínio lógico,foco,atenção e planejamento,eu sou um desatre. Entretanto,nas atividades em que se exige imaginação e criatividade,sou o primeiro da turma. Como numa atividade em que era preciso criar um banner no 'Corel Draw',levei 5 minutos,no que o resto da turma,levaram 50.
Mas são poucas as histórias para me orgulhar,de resto,sou um fracasso,no profissional e na vida acadêmica.
Mas,estou tentando virar esse jogo,confesso que é muito difícil,ás vezes,parece surreal e,muitas das vezes,exerguei na possibilidade de vencer,o impossível. Mas não existe o impossível para aqueles que são fortes de coração,guerreiros, de alma e vencedores,na história da vida!
Para chegar é preciso vencer,vencer a sí mesmo,os desafios, percalços e as descrenças,inclusive as suas próprias. Nada como a ação para vencer o medo,um passo rumo ao objetivo.
 
Data: 11 outubro 2012
Enviado por: Henrique Mendes da Silva
Uberaba/MG
BOM, SOU UMA MÃE DESEPERADA !!!!!!! TENHO UM FILHO COM 12 ANOS A PEDIDO DA ESCOLA(PARTICULAR)LEVEI ELE AO NEUROLOGISTA QUE RECEITOU UM REMÉDIO POR ELE SER TDAH. MEU FILHO JÁ ESTÁ TOMANDO O MEDICAMENTO A 12 MESES, REALMENTE FICOU MAIS CALMO E ATÉ MELHOROU NA ESCOLA.MAS TENHO DÚVIDAS QUANTO AO COMPORTAMENTO DA ESCOLA, ELE VEM SENDO AVALIADO COMO SE NÃO TIVESSE NADA E ESTÁ TENDO PROBLEMAS COM AS NOTAS PRINCIPALMENTE DAS DISCIPLINAS MAIS CONTEUDISTAS.FUI A ESCOLA E CONVERSEI COM A DIRETORA SOBRE COMO MEU FILHO DEVERIA SER AVALIADO, DE UMA FORMA MAS CLARA E CONSIDERANDO SEU ESFORÇO PARA CONSEGUIR E NÃO SOMENTE A NOTA ARITIMÉTICA. QUE O PROFESSOR DEVERIA AVALIA-LO ORALMENTE E DURANTE AS AULAS MAS PARA MINHA SURPRESA DE NADA ADIANTOU MEU APELO.NOVAMENTE NESSE BIMESTRE ELE FOI AVALIADO ATRAVÉS DE UMA PROVA MENSAL E UMA BIMESTRAL NÃO SEI O QUE FAZER CONVERSAR NOVAMENTE OU GARANTIR SEU DIREITO ATRAVÉS DA JUSTIÇA.POR FAVOR ME AJUDEM!!!!!!!!!!
 
Data: 10 outubro 2012
Enviado por: ANDRÉA FERNANDES
SÃO VICENTE
Olá, <br />
Adorei o site e li todas as histórias aqui postadas. Gostei muito de uma idéia lançada de ter um chat para trocar experiências. Sempre que me sinto desanimada procuro ler e pesquisar sobre o assunto para renovar minhas forças. Tenho um filho tem 13 anos que é adotivo, pegamos ele com 4 anos. E já na primeira escola vieram reclamações que ele não acompanhava as atividades em sala de aula. Não levamos a sério, não queríamos forçá-lo a ficar quieto fazendo atividades, alegamos que o mandávamos para a escola para brincar, pois era muito pequeno ainda para ter responsabilidades. Quando chegou na pré-escola trocamos ele de escola, ele não conseguia se alfabetizar com as outras crianças, achei que a professora não sabia ensinar, que usava métodos errados, etc. Alfabetizei em casa, em apenas um dia. Trocamos ele de escola novamente, ele foi para o primeiro ano e fomos chamados para que ele fosse promovido para o 2o ano, pois era muito esperto para ficar naquela turma, estava adiantado demais, não aceitei a troca e quando chegou o mês de outubro a professora me chamou dizendo que ele iria reprovar... não entendi nada, como antes ele era super dotado e de repente retardado? Comecei a frequentar a escola com ele, escondida da direção, os cadernos estavam todos em branco, nenhum trabalho foi concluído, comecei a agir com dureza com ele. Fui realmente cruel cobrando atitudes melhores da parte dele e a coisa só piorava. Ele perdia o material, nunca escrevia nada em sala de aula, eu chorava todo dia, sem entender o que acontecia com ele. Quando eu brigava e exigia ele fazia, ficava bem alguns dias e depois tudo voltava ao normal, ou seja, cadernos em branco, perdas, brincadeiras de mau gosto com amigos. Em casa era um desastre igual, se ele entrava no banheiro e demorava, podia ir atrás que provavelmente ele acabou com o vidro de shampoo, ou esfregou todo o sabonete na parede, sempre sem noção de certo e errado, agindo sem pensar, no impulso.<br />
Meu filho, nunca conseguia manter seus brinquedos por muito tempo, tentamos várias vezes colecionar carrinhos,<br />
figurinhas mas na primeira opostunidade ele distribuia tudo entre os amigos. A vida para mim era frustrante. Achava que era a mãe mais infeliz do mundo, não entendia como as outras mães achavam fácil essa relação da criança com a escola, na minha visão aquilo era impossível, eu fazia de tudo, cobrava, ajudava, era severa na disciplina e nada melhorava. <br />
Comecei a achar que minha vida era um amontoado de dor e sofrimento e que ele era infeliz também, pois não conseguia ver como ele poderia ser feliz assim. Todo mundo pegava no pé dele, ele vivia em recuperação, tentamos colocá-lo no futebol, mas as aulas de recuperação atrapalhavam e acabamos tirando.<br />
No 2o. ano, trocamos ele de escola novamente, levamos a um neuro, ele disse que ele era normal, que isso era coisa de criança. Tratamos com floral pra ajudar na concentração e nada parecia adiantar, levamos a uma psicopedagoga, ela nos deu um laudo enorme de umas 6 páginas alegando que ele era normal e muito inteligente.<br />
Na escola ele ia de mal a pior, eramos chamados por ele não querer fazer nada, ficava muito quieto, sem se mexer e passava a aula toda viajando.<br />
A pedagoga da escola aconselhou a fazer terapia, mas não tínhamos condições financeiras de pagar mais esse tratamento. Optamos em trocar de escola de novo, pois era dinheiro jogado fora a escola particular, mudamos para uma escola pública, então ele começou a ser agredido na escola, pois era paradão demais, chegava em casa machucado, os colegas batiam e se aproveitavam dele. Meu filho começou a ter medo de sair de casa sozinho.<br />
Neste tempo, fomos a um evento num salão comunitário, não tinha outras crianças pra ele brincar, peguei panfletos de propaganda das mesas e fiz aviões de papel pra ele brincar e de repente ele voltou dizendo que tinha perdido os aviões. Me deu um estalo, como ele perdeu algo que ele acompanhava com o olhar? O que ele estava fazendo? Perder carrinhos e brinquedos tudo bem, mas aviões de papel? Me questionei, como ele brincava.<br />
Cheguei em casa e coloquei na busca da internet palavras básicas, meu filho perde tudo, rasga suas roupas, cai muito, não faz as tarefas na escola e etc. Fui escrevendo tudo e saiu TDAH, comecei a pesquisar e quase gritei de alegria, Meu Deus, eu achei a resposta.<br />
Liguei pra minha sobrinha que é psicóloga e perguntei quem tratava TDAH em Floripa, ela me indicou a Dra. Carla. Daí em diante tudo mudou, ele fez testes e exames e foi diagnosticado como TDA desatento e impulsivo. Eu sabia que aquilo não podia ser normal, mas nunca ninguém falou em TDA pra nós, só diziam que ele era preguiçoso, malandro, que o problema era a adoção tardia etc.<br />
Voltamos ele pra escola particular, na primeira semana de aula a pedagoga nos chamou e falou que ele tinha TDA, que devia tomar medicamentos, então assumimos a medicação, a escola passou a controlar seus atos de perto e com reponsabilidade, conseguimos colocar ele na terapia e na natação. Naquele ano ele passou direto.<br />
<br />
Mas, claro que portadores de TDA não tem sempre tão fácil assim finais felizes. Acabamos tendo novamente problemas financeiros sérios, tivemos que trocar a escola de novo, a escola nova era de um método mais alternativo. Aconselharam a tirar a medicação, pois ele estava bem e a medicação parecia não fazer efeito. Tiramos, ele acabou se perdendo em atitudes ruins, passou a nos roubar, brincava com fogo causando prejuizos na casa, se machucou seriamente por 3 vezes. E por fim, reprovou de ano.<br />
Retornamos com ele pra escola antiga, mas ele já estava no ginásio e essa troca de uma professora para várias fez ele se perder novamente, a médica aumentou a dose da medicação, por fim trocou pra uma mais forte.<br />
Este ano tivemos que tirar a medicação novamente por falta de verba, tentamos de tudo pra ganhar a medicação, mas sem sucesso, perdemos o plano de saúde e as consultas com a neuro. Colocamos ele em tratamento com florais e acupuntura, todos sem sucesso. O médico era contra TDA, falou que o problema dele era a adoção, o abandono que ele sofreu.<br />
<br />
Hoje, estamos com uma nova programação, graças a muita ajuda, muita leitura, conseguimos dar uma melhorada nas notas dele. Colocamos novamente na terapia, inscrevemos ele no método kumom e matriculamos numa escolinha de futebol.<br />
<br />
<br />
Quem conhece meu filho, se apaixona por ele, é um doce, amado, educado, prestativo, amigo. Sempre digo que é um excelente filho e um péssimo aluno (rs).<br />
<br />
É uma luta ingrata, cada dia com uma nova situação, os cadernos em branco, tarefas sem cumprir, mata aulas... brigas, choros, são uma constante. Ele mal sabe lidar com suas emoções, só se aproxima de crianças mais novas que ele, se sente deslocado com os da idade dele. É infantil e imaturo, mesmo tendo altura e peso de um adulto.<br />
<br />
Quando me queixo que estou chateada ou triste, ou frustrada, as pessoas não entendem, alegam que ele ainda é criança, que vai melhorar. Não vejo por este lado, quero que ele tenha a maturidade que a idade dele exige. Que ele tenha sonhos e busque realizá-los.<br />
Só gostaria que ele agisse como um menino de 13 anos, não quero um comportamento de adulto, mas também não consigo tolerar que ele aja como se tivesse 4 anos ainda.<br />
<br />
Dia 18 ele voltará pra medicação, estamos com muitas esperanças. E agora cobramos da escola que ela ajude ele ao invés de reclamar, que assumam a responsabilidade que lhes cabe, pois parece que deixam que tudo seja resolvido em casa e lá ele pode ficar sem fazer nada.<br />
<br />
Adorei este site, me deu muita luz e esperanças, não sou a única que choro, que tenho conflitos e desanimo. É muito frustrante lidar com TDA, mas, ainda tenho fé que as coisas vão melhorar, que ele será um dia feliz e realizado. Sempre peço a ele que busque ser admirado e respeitado, esqueça das notas, quero que ele mostre na escola o menino que eu conheço inteligente e vaidoso.<br />
<br />
Muito Obrigada. Se possível gostaria de trocar idéias com outras mães. Paz e luz a todos.
 
Data: 10 outubro 2012
Enviado por: Taís Adada
Florianópolis
Meu filho tem Deficit de atenção é um menino maravilhoso ,doce,e muito zen ,até demais ,é muito dificil lidar com ele,pois esquece objetos,coisas ,é extremamente distraido,trabalho o tempo todo a auto estima e busco incentiva-lo ,mas apesar de ama-lo muito certos momentos também duvido da capacidade e do potencial que sei que ele possui...
 
Data: 09 outubro 2012
Enviado por: Karen Serruya Saife
Belém
Quando meu filho tinha 8 anos, percebi que ele tinha dificuldades e na escola foi ficando cada vez mais dificil, ele repetia as coisas, nao se concentrava, esquecia tudo.
Quando ia na escola ao final de cada bimestre, voltava arrasada, pois os relatorios dos professores insinuavam que ele era aluno problema, que vivia no mundo da lua.
Ele me dizia: eu sou burro mesmo, meus colegas me chamam de burro, percebia que ele queria ficar o tempo todo em jogos, televisao e isso me preocupava, percebia tambem que ele tinha dificuldade de relacionamento na escola, se isolava. levei ele ao neurologista que comecou tratando de depressao e depois falou que ele tinha um retardo, estava gravida do meu segundo filho, sofri muito, mais sabia que nao se tratava de retardo, levei a outro medico uma neuro e ela identificou o problema, fizemos um longo tratamento, ate para tirar a duvida fizemos o exame e foi constatado que nao possuia retardo, passou por psicologo e hj com quase 19 tem uma vida normal, aprendeu a conviver com a deficiencia, o mais importante é o amor e a dedicacao que temos que ter nesses casos, na epoca parei de trabalhar e estudava com ele antes das provas, e ainda ouvia amigos dizer que estava parada no tempo, perdendo tempo. Ganhei muito,aprendi muito nesse periodo, meu filho é maravilhoso.
 
Data: 09 outubro 2012
Enviado por: Rógina de Castro Martins de Arruda
Dourados


Envie o seu depoimento
* Campo obrigatório.
Nome:*
E-mail (não será divulgado):*
Cidade:
Link do vídeo:
Código de segurança:
Colocar o código de segurança aqui:*
Digite aqui seu depoimento:*
O seu depoimento será avaliado, publicado ou não mediante aprovação. Comentários que contenham termos vulgares, palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Citações sobre nomes comerciais de medicação e nomes de profissionais, eventualmente serão excluídos.

Erros de português não impedirão a publicação de um comentário. Caso seu depoimento tenha mais de 1600 caracteres (20 linhas) ele será moderado e editado para publicação.
Ao clicar em enviar, você está concordando que o seu depoimento seja publicado neste Portal e que a ABDA utilize-o em outros materiais de seu uso exclusivo.

Enquete

A partir da sua experiência, marque abaixo qual é o campo de atuação profissional que você considera menos preparado e com maior desconhecimento sobre TDAH?

Cadastro de Profissionais

Clique aqui e veja as regras para se cadastrar no site da ABDA

Saiba mais

Banner

APOIO E PARCERIAS

abp_logo      1598324 714481408570106 749451181 t       acm pq transparente       and_logo      cna_logo     instituto_pazes     manita_logo      marpa       riostoc
       universidade-veiga-de-almeida-158-Thumb