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Sábado, Abril 29, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Nasci de 7 meses. Durante toda a minha vida, principalmente escolar, sofri com dificuldades em estudar. Me empenhava bastante mas, esse empenho nem sempre levava a bons resultados, principalmente em matérias ligadas aos conteúdos matemáticos. Bastante desorganizada, com problemas para chegar no horário marcado ou mesmo me lembrar dos compromissos assumidos. Sempre lutei contra uma importante desorganização na utilização do meu "tempo". Somente a alguns anos tive o diagnóstico de TDA. Muita coisa mudou para melhor!!!!
 
Data: 06 outubro 2012
Enviado por: Paula Lucas
ipatinga
Oi, meu filho foi diagnosticado com TAB, e TDAH, desde os 6 anos, embora eu já havia notado desde os 9 meses que havia algo diferente, pois cantava determinada música na época e ele chorava copiosamente, fora do normal, e isso acontecia toda vez que ouvia essa música. Enfim começou uma longa luta para descobrir o motivo de determinados comportamentos dele, visto que ele se tratava em um hospital universitário Pedro Ernesto,aqui no Rio....e hoje aos 13 anos que ainda está em teste... até pq ele não para sentado nem 5 minutaos na sala de aula ou em qualquer outro lugar que exija dele um pouco de atenção,sempre vai para a escola forçado, sempre quer ficar em casa para brincar na rua, o que não acho certo e evito o máximo que posso, pq rua não é lugar de criança, e onde moro não tem uma praça, nada.fica pulando o tempo todo, na escola a psicopedagoga descobriu que ele desenvolveu a memória fotográfica, ou seja ele memoriza o que lemos muito rápido para não ter que parar para ler nada, tem muita dificuldade para escrever pq não para,quando vê a lousa cheia de tarefas para escrever, me liga dizendo que não vai conseguir e que quer vir para casa, e logo fica deprimido. Estudou em 2 escolas particulares e tive que tirar pq ninguém queria ter paciência com ele, os professores simplesmente largava ele de mão alegando não poder dá atenção diferenciada a ele pq havia uns 45 alunos na sala, e nessa luta estou até hoje, os livros com tarefas de aula volta em branco para casa, chega época de prova não tem nada para estudar, o caderno tem matéria sempre pela metade, ou em branco mesmo, vive na sala da diretora do colégio atual como se ela fosse seu porto seguro na minha ausência, quando brinca com colegas, tem sempre uma confusão que segundo os colegas ele sempre começa, ninguém quer brincar com ele, geralmente se dá muito bem com adultos, gosta de contar vantagem em td, em determinado momento ele aparenta ter menos idade do que a real, como ele também tem TAb, os sintomas são variáveis, hoje com 13 anos está no 6° ano com muita dificuldade, esse ano não tem notas para passar, não exite um diferencial para ele, como por ex aula oral, prova oral, e diversificadas atividades, por ex em informática a nota dele é sempre boa. É meu filho querido e amado muito por mim, pois na família a irmã única que ele mais ama, não se importa com ele corre dele, e nunca quer dá conversa quando ele fala com ela, e ele sofre com isso. Bem aí foi só um pedacinho da história dele, pois se for falar pessoalmente tem detalhes minuciosos que faz muita diferença para quem é especialista no assunto, como por ex a compulsividade e hiperatividade muito exacerbada . Aqui foi um desabafo de uma mãe aflita! Abraços!
 
Data: 06 outubro 2012
Enviado por: Maria Cristina
Rio de Janeiro
Sou mãe de um menino de 11 anos portador de tdah. Na gestação eu já sentia que se mexia além da conta... Seu pai tem todas as características de tdah mas nunca aceitou. Nos separamos por conta de uma série de comportamentos ligados ao tdah. A agitação do meu filho era atribuida por mim, psicóloga, como uma fase difícil por causa da separação. Aos 3 anos a psicóloga escolar o avaliou rapidamente e encaminhou para fono. Poderia haver alguma perda auditiva, já que não obedecia e fala muito alto. Procurei a policlínica da APAE aqui de São Caetano e iniciamos uma avaliação fonoaudiológica. Ele fez audiometria e deu normal. Passou com a neurologista que suspeitou de tdah, mas como tinha acabado de fazer 4 anos ainda não tinha um dignóstico "fechado". A fono ainda solicitou um processamento auditivo. Fizemos e deu normal. Aí ele foi encaminhado para psicóloga. Feito o processo de psicodiagnóstico, foi consenso que ele tinha tendência para o tdah, que seria confirmado aos 7 anos quando ingressou no ensino fundamental. Até aí, foram inúmeras queixas de comportamento na escola... Mas foi no fundamental que a coisa se complicou: ele foi para uma escola pública com 31 alunos, com a professora me escrevendo todo dia que ele não fazia as tarefas. Ele foi para o reforço. Tinha que copiar da lousa e ele não conseguia focar, dispersava e incomodava. Fui conversar com a orientadora e ela não me deu esperança. Minha atitude se deu quando ele chorou e assumiu não conseguir fazer as coisas como os outros, me perguntou porque não era como os outros. Isso dói demais numa mãe. Voltei na neurologista e ela receitou medicação especifica para TDAH antes de ir para a escola. Fui procurar dentre tantas escolas, uma que atendesse às necessidades do meu filho. Não foi difícil escolher. Encontrei um "anjo", a professora Bernadete, filha da minha madrinha e prima do meu pai numa escola pequena, com número reduzido de alunos e experiente em inclusão. Nesse ambiente, meu filho superou muuuitas dificuldades. Teve e tem um acompanhamento individualizado. Peregrinei em vários consultórios médicos para acertar a dose da medicação. Com a medicação de longa duração ele teve melhor desempenho, então pego de graça na farmácia de alto custo. Chegou a faltar medicamento e tive que ir procurar a promotoria do menor para que regularizasse o fornecimento. Hoje ele está no sexto ano, sendo que não repetiu nenhuma vez. Acompanho ele bem de perto, sigo as orientações da psicóloga que o atende até hoje. Meu atual marido não consegue entender toda essa situação de ter que explicar, ele esquecer, se distrair, perder as coisas. É bem difícil para mim. Mas o importante é que ele teve chance de descobrir o quanto pode. Ele adora música,toca teclado muito bem! Mas sei que tudo que vivemos vale à pena, porque meu filho melhorou bastante com o tratamento. Sugiro que não desistam, por mais difícil que pareça. Temos um diamante na nossa vida que precisa ser lapidado... Muita força para todos!!!
 
Data: 06 outubro 2012
Enviado por: Keli Patricia Luca
São Caetano do Sul
Tenho 35 anos e sou mãe de uma linda princesa hoje com 10 anos diagnosticada com TDAH com Hiperatividade. Bom tudo começou assim: aos 15 dias de nascida ficamos sozinhas, o pai que sonhava em ter uma princesa de cachinhos,disse que se assustou com a responsabilidade e após quase 3 anos de casamento voltou para casa da mãe dele, então tive que voltar a trabalhar após o término da dieta. Eu sempre visei um bom estudo para ela, trabalhava num salão de beleza, penteada, social e maquiada como manicure e troquei essa situação para ser auxiliar de limpeza em um colégio bem conceituado para minha princesa estudar com bolsa. Ela estudou infantil 2 e primeiro ano com a mesma prô,que todos os dias colocava ela fora da sala, então eu passava e via ela sentada hora no chão, no sofá da coordenação, deitada, plantando bananeira e isso se repetia, nunca me chamaram e eu não me sentia a vontade de questionar o porque daquilo e na reunião não me era falado nada.<br />
No segundo ano após após 15 dias, fui chamada para uma atendimento e foi me feita diversas perguntas, então me perguntaram o dia a dia dela tipo: dormindo e brincando de pega- pega, dormindo e contando história,não comia para não parar de brincar só queria lanches e sucos,assistia tv, lia e brincava de boneca ao mesmo tempo, não deixava eu cortar as unhas, não deixava colocar brincos,medo de muita coisa,super apegada a mim,notas acima da média,muita exposição, cada vez que ela chorava a sala inteira levantava e batia palmas, sofrido demais! hoje se reserva até perceber como será recebida pelas pessoas,quase sempre o grupo exclui, professor com laudo em mãos diz não ver nada, família acha ser falta de educação e assim, lutamos juntas procurando simplesmente ser bem recebida,bem tratada, ser acolhida, ser cuidada, ser amada igual a todos, pois fala- se em inclusão e nós estamos a procura dela, porque minha filha tem esse diagnóstico sim, mas tem também o que procuramos em muitos e achamos em poucos, educação, respeito ao próximo e um coração repleto de ingenuidade, bondade, carinho, dedicação e amor.A luta é diária com ela e com as outras pessoas mas quando vou dormir agradeço a Deus por tê-la em minha vida com certeza meu maior tesouro, amo demais e peço sabedoria, auxílio,compreensão para os próximos dias e Deus a cada momento que preciso, coloca anjos para me ajudar,como vcs e vivo cada problema de uma vez, não crio expectativas, vivo e comemoro cada dia que pude fazer com alguém ou sozinha o dia da minha princesa melhor e mais feliz!<br />
 
Data: 06 outubro 2012
Enviado por: Meire Minhano de Castro
Santo André
Estava lendo os depoimentos porque descobri hoje pelo meu neorogista, comprovado que tenho TDA, e sabia que passaria a noite lendo isso, porque acho que é até uma qualidade do TDA, quando se determina vai fundo rs.

Eu tenho uma deficiência física e ao contrário de alguns eu me auto-motivei a minha vida inteira para me dar bem na escola, sempre tirava notas boas, mas me esforçava muito para estudar, mas sempre tive baixa estima, tanto que tinha muito poucos amigos, e com a minha deficiência eram as duas coisas juntas, agora eu entendo porque de tanta tristeza.

Nos meus 10 anos de idade minha tia me levou para igreja católica, era a minha esperança servir a Deus. Na minha adolescência não conseguia arrumar namorado, logo porque me depreciava, mas tive alguns bem legais, que me fizeram sofrer no término excessivamente. Hoje eu sou consagrada de uma comunidade, e vejo o quanto a religião me ajudou a ser o que sou hoje, sempre tive muita disposição, mas muitos picos que achava que eram depressão, o que me motiva é saber que pessoas dependem de mim na comunidade pois acompanho várias.

E a força da fé, me colocou Jesus como centro. Mas não sabendo da doença procurei um neuro, pois não consigo passar nos concursos, e comecei a sofrer muito nesse tempo, tanto que me deparei com a falta de constância, coisa que acontecia mas que eu lutava contra por ter motivações interiores maiores que eu. Mas os concursos são mais grandes que eu, não consigo me motivar, foi quando saiu o resultado dos exames.

Por um lado coloquei nessa noite todos os pontos fortes que já venci, porque poderia ter sido muito pior, estou em um emprego a 9 anos, me dou bem com todos e faço bem minhas tarefas, mas a alguns anos eu queria mudar de cadeira de mesa, nunca gostei de rotinas, me entristece e eu fico paralisada. Desempenho meu papel mas desmotivada várias vezes.

E os pontos fracos, nesse último domingo eu fui chamada de sonsa porque esqueci no meio de uma peça teatral as falas, e acho que Deus já me respondia o que eu tinha para ser tratado, eu levei na brincadeira e fui a alegria da noite, a como essa menina é engraçada, mas me questionei, como fui esquecer uma fala tão pequena? Mas de fato olhando para algumas brincadeira eu pude perceber que as pessoas sempre me viam a mais lenta, a que raciocina pouco, etc. Minha colega que é professora de educação física dizia nesse tempo que ela me chamava e eu olhava para ela mas não respondia, rs ela logo me disse, você tem algum problema de concentração isso não é normal. Meu irmão também é igualzim a mim, o que é uma motivação porque vamos nos ajudar a partir de hoje, ele não fez exames, mas o psicologo já deu o diagnóstico que ele até então não tinha me contado por vergonha.

Enfim, o começo é procurar um psiquiatra como fui orientada pelo médico, mas queria deixar aqui que a religião me ajudou muito, ser de Deus, minha entrega aos outros, vivi bem minha vida porque Deus me motivou a ser o que eu sou, vou me tratar para ser melhor ainda, e Deus vai me ajudar a encontrar uma saída para isso.

Deus abençoe! CORAGEM PARA NÓS! VAMOS VENCER!
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Elisângela Maria
Brasília
“Sou professora e tenho uma filha com TDAH, hoje com 22 anos de idade e com a vida toda desestruturada por haver fracassado nos dois processos que se supõe serem os mais importantes para um bom desenvolvimento: o relacionamento social e a escola. A falta de conhecimento, não só minha, mas principalmente da equipe escolar retardou o diagnóstico, o que causou inúmeros sofrimentos, pois minha filha foi discriminada e eu, rotulada de negligente, além de ser vista como aquela que não sabia impor limites e disciplina aos filhos. Diagnosticada somente aos 16 anos. Não que eu não tenha procurado ajuda em tempo hábil, pelo contrário, comecei a perceber muito cedo que havia algo errado. Antes de um ano de idade já era um bebê de difícil manejo, chorava muito, tinha muitas cólicas. Até os três anos e meio, época em que começou a frequentar a escola, tive muita dificuldade para encontrar alguém que me ajudasse a cuidar dela, não gostava de ninguém, era altamente agressiva, não deixava que se aproximassem dela, dar banho, pentear cabelo então, era coisa que somente eu ou o pai poderíamos fazer. Eu achava isso o “fim do mundo”, não sabia como lidar e como não dispunha de nenhum conhecimento, não pude prever que o pior ainda estava por vir.
Foi justamente no ambiente escolar, onde eu esperava que tudo melhorasse que os problemas se avolumaram. Não conseguia socializar, não obedecia e não fazia um rabisco sequer. Todos os dias eu ia chamada à escola e as queixas eram as mais diversas: “não para, não faz nada, implica com os colegas, não dá sossego a ninguém, não obedece”. Essas eram as queixas do vigia à dona da escola. À medida que o tempo ia passando os problemas só pioravam. Quando pedia ajuda para a equipe escolar sobre que tipo de ajuda procurar, me diziam que ela tinha muita energia. Outras vezes deixavam subentendido que a culpa era minha, noutras se sensibilizavam (muito raramente) com a minha situação e me pediam para ter paciência. Parei de trabalhar para ajudá-la nas tarefas escolares, missão que exigia de mim muita disponibilidade de tempo e de paciência, coisa que nunca tive muita, e que contribuiu e muito para que os sintomas se agravassem. Porém, consegui alfabetizá-la, o que não ajudou muito na realização das tarefas e nas avaliações, pois não conseguia parar um segundo para ler sozinha, não conseguia se concentrar, necessitando de supervisão em tempo integral. Como não fazia as tarefas da sala de aula, comecei a pegar o caderno dos coleguinhas e o trabalho em casa era dobrado, não sobrava tempo para brincar e o nível de estresse aumentava a cada dia.
No ano de 2000, prestei vestibular para Licenciatura em Letras/Português e fui aprovada, no ano seguinte prestei concurso público para professor e também fui aprovada. Tive muita dificuldade para conciliar trabalho e as idas à escola. Quase todos os dias ia chamada por que ela estava passando mal e precisavam da minha permissão para mandá-la para casa ou levá-la ao hospital. Medicava, levava para casa e voltava para o trabalho e depois ficava sabendo que ela havia sido vista nos mais diferentes lugares e companhias. Começou a mentir, já não entrava mais na escola, apesar de sair todos os dias e voltar no mesmo horário. Quando descobri, me pediu para mudá-la de escola que tudo iria ser diferente. Segundo semestre, outra escola, outros materiais, outros livros, outro fardamento e no final do ano letivo não tinha nota nem em artes. Como não era aceita pelo grupo, começou a pegar coisas e dinheiro para presentear as colegas que cada dia mais se aproveitavam da ingenuidade dela. Um dia apresentava alguém como a melhor amiga, no outro, não queria nem ouvir falar o nome. Chegou ao ponto da dona da escola me chamar e me dizer que não deveria mais gastar dinheiro com escola porque ela não queria estudar e não era mais possível mantê-la na escola. Mudei-a de escola novamente e foi quando ela assumiu que não queria estudar, não importava o que eu viesse a fazer.
E foi assim, com a minha ausência e o advento da adolescência, a libido cada dia mais aflorada que tudo se complicou ainda mais. Quando percebi já estava namorando, mudava de um relacionamento para outro sem nenhum critério de seleção. Assim como queria viver, sem obedecer a ninguém, ditando as próprias regras. E como era de se esperar, um belo dia descobri que estava grávida aos 16 anos. O namorado também era menor e não assumiu e eu não tive coragem de cobrar nada, até porque reconheço a impossibilidade dela se equilibrar em um relacionamento. Com a gravidez vieram a depressão, os problemas com a estima em consequência do abandono etc. Sofri horrores convivendo com adolescentes na mesma faixa etária buscando um futuro enquanto ela estava jogada em um sofá na frente da TV comendo por compulsão e engordando cada dia mais. Achei que aquela seria a maior de todas as lições e qual não foi a minha surpresa, quatro anos depois lá estava ela grávida novamente.
Para muitos o pior do TDAH é a hiperatividade e a impulsividade, para outros a dificuldade de concentração. Porém, para mim, todos esses sintomas são desgastantes, sem sombra de dúvida. Não é fácil dar conta de tudo que o outro perde, não é fácil dar conta da bagunça fruto da desorganização de quem desconhece a ordem das coisas, não é fácil aceitar que o outro esqueceu a ordem que acabou de ser dada. No entanto, nada se compara ao fato de se ver alguém sofrer, ser humilhado e por mais dolorosa que tenha sido a experiência, não ter aprendido nada com ela, e voltar a repeti-la na primeira oportunidade.
Foi o meu sofrimento como mãe e a minha angústia como professora, por não saber como ajudar essas crianças que me levaram a pesquisar cada vez mais sobre os distúrbios e transtornos que afetam a criança em idade escolar. Hoje, sou psicopedagoga e especialista em AEE – Atendimento Educacional Especializado – pela UFC e me especializando em neuropsicopedagogia. Sou idealizadora de um projeto que tem como principais objetivos orientar os docentes sobre TDAH e oferecer atendimento multiprofissional ao portador. Luto não só pela inclusão dessas crianças, mas, principalmente pela sensibilização do professor e da família nesse processo, não só para que essas crianças sintam-se "inclusas”, mas, sobretudo, ACEITAS.
A razão me diz que fiz tudo que era possível. A emoção de um coração de mãe que não deseja para os filhos nada menos que a felicidade, me questiona a cada dia. SERÁ?
Nessa luta conto e quero agradecer as orientações da ABDA, do site atencaoprofessor.com.br e da comunidade Aprender Criança.
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Francisca Maria
água Branca Piauí
Eu tenho 34 anos, e há 1 ano descobri a doença assistindo uma entrevista com um neurologista.A partir desse momento fui num psiquiatra, que concluiu pelo diagnóstico de TDAH. Muitas coisas passei a compreender no meu comportamento, que achava fazerem parte da minha personalidade. Achava que era preguiçosa, indisciplinada entre outras características.
Desde sempre cedo sofria com baixos desempenhos escolares, poucos amigos, sofri bulling na escola e uma sensação de inadequação que me acompanharam toda a vida escolar. Em decorrência disso desenvolvi baixa auto-estima, e somatizei outros problemas como: obesidade.
Mas sempre lutei contra o fracasso que familiares implicitamente achavam que seria o meu único legado. Me formei em Direito, claro, com muita luta, pois nada foi fácil academicamente para mim. Lutei contra a obesidade, hoje estou com o meu peso ideal, e com isso resolvido, passei a me relacionar afetivamente, mas meus relacionamentos não passam de meses, e sempre os terminava impulsivamente, sem nem saber ao certo o porquê dessa atitude intempestiva, e logo após voltava atrás e retomava a relação, e assim, por inúmeras vezes.
Hoje estou medicada, mas não é o fim dos meus problemas, pois é uma luta diária e solitária, porque minha família, principalmente minha mãe, com quem moro, não quer tomar conhecimento da doença, entende-la, para que a nossa relação melhore, e quem sabe ela possa me entender melhor, e me apoiar e auxiliar nessa caminhada. Meus familiares sabem da doença,acham q até melhorei com a medicação, mas o seu envolvimento se restringe a isso. Mesmo com o diagnóstico, as cobranças são as mesmas: com minha idade já devia estar estabilizada na vida, com um relacionamento sério ou casada, com filhos e etc...
Bom, a doença em si não me assusta tanto, o q mais me assusta é a sensação de solidão que experimento diariamente, e principalmente em momentos de crise.
É duro qdo presto concurso público, e não vou tão bem, que as cobranças começam, e o apoio durante o processo todo, nunca existiu!! Concursos públicos são penosos, requerem muitas horas de estudo,quem nem sempre consigo cumprir, não por não querer, por não conseguir mesmo, me manter focada por muitas horas. Preciso de ambiente calmo, e ninguém aqui em casa colabora. Quando digo sem apoio, passa até mesmo por essas bobagens diárias.
Mas sei q sou forte e eu vou superar as dificuldades que se impõem no meu caminho. Fica o depoimento e a minha história!!! Abraço a todos!!
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Melissa Chaves da Silva
Pelotas RS
Lendo vários depoimentos, acabei encaixando minha filha em alguns deles, já fui orientada a procurar ajuda pra ela, mas tudo é muito demorado na rede pública, gostaria de poder contar com vocês para me indicarem caminhos para um diagnostico seguro aqui na minha região,DF, por favor me enviem sites e locais onde eu possa buscar auxilio para minha menina. Obrigada.
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Luci Vânia da Silva
Ceilândia DF
Sou psícologa e professora aposentada da rede municipal de Santo André.Trabalhei de 2002 a 2011 com a Inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular. Nesta vivência profissional pude constatar o despreparo para se trabalhar com pessoas com TDAH. Em muitos casos sua aprendizagem se dá de forma diferenciada e exige principalmente um modo de ensinar em que os métodos sejam menos rígidos. Existia até a confusão com deficiência diante dos resultados da aprendizagem. Outra questão interessante é quanto as pessoas gostam de dar este diagnóstico e em muitos casos de forma muito equivocada.<br />
Fico feliz em ver movimentos como este aqui para gerar esclarecimentos, desabafos e mais conhecimento nesta área.<br />
Ainda acredito que quanto mais estivermos preparados para exercitar o respeito às diferenças com mais harmonia viveremos em sociedade.
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Heride
Santo André
Olá sou Angela, tenho 43 anos, mãe de dois filhos, Eduardo e Elisa, o Eduardo mais velho vai fazer 19 anos este mês. Desde que ele nasceu sempre foi uma criança super esperta, muito inteligente, todos diziam e notavam que ele era assim, mas quando começou na escola algo apareceu, e foi bem na época que a irmã nasceu, com 5 anos, ele era hiperativo, não parava nunca, pegava a irmã no colo e sacudia, eu tinha de ficar vigiando o tempo todo, ele a amava mas não sabia como demonstrar. E assim foi indo, nunca reprovou de ano, mas as notas não eram boas, e na sua agenda escolar sempre vinha algum bilhete pra mim dizendo que ele tinha aprontado, não tinha feito a lição, não prestava a atenção, tirava a atenção dos colegas, sempre distraído, etc...
Minha mãe começou a perceber isso bem antes e nos avisou, mas a gente acha que não tem nada a ver, mesmo assim com o passar do tempo o levei ao médico, pediatra, que nos encaminhou para uma psicopedagoga, muito boa profissional, que ao fazer diversos testes nos informou que ele tinha Déficit de Atenção junto com Hiperatividade - TDAH.
Fiquei triste, parecia que não tinha cuidado direito dele, uma sensação de culpa, mas que aos poucos fui trocando por ajuda a ele. Fez terapia com ela uma vez por semana durante meses, isso já com 12 anos de idade, ela disse que nunca é tarde para começar... E no final das terapias ela deu esse diagnóstico e nos encaminhou para uma neurologista, que também constatou tal problema e receitou um remédio para ser tomado todos os dias antes de ir para a escola. Fizemos isso, ajudou um pouco, acabou o ano e paramos... Depois ele foi para o Ensino Médio e a mesma coisa, ia mal na escola, muito bagunceiro, conversava muito, mas como já estava adolescente não interferimos, apenas conversávamos, em épocas de provas ele nunca estudava, tirava na média, e descobrimos que era por sua inteligência, ele só aprendia o que ele escutava na sala de aula, e no dia da prova ele aplicava, mas sem estudar, rever a matéria nunca...
Terminou o Ensino Médio e agora está trabalhando fora, ainda desligado, meio crianção, só que fica mais na dele, não gosta muito de conversar. Diz que no ano que vem vai fazer faculdade, estamos deixando ele decidir e inclusive pagar pois não podemos por enquanto, e numa Universidade Federal acho que ele não passa...
Somos evangélicos e oramos muito por ele, sei do potencial que ele tem, da sua inteligência, ele desenha muito bem, mas não sei o que fazer com ele nessa idade agora, está numa fase de comprar gibis antigos, gosta de músicas antigas, tem uma porção de bonequinhos antigos que ele curte, gosta de música, toca violão só de ouvir na internet, entende muito de computação, mas quando perguntamos sobre o curso, sobre o trabalho, ele diz que não lembra de nada, parece que não quer lembrar ou não quer falar... Gostaria de ajudá-lo mais, sempre tento conversar com ele, mas ele não para pra olhar nos olhos, tá sempre em outro mundo... Será que precisa de algo mais??? Fica a pergunta se alguém puder me ajudar... Angela Muniz de Curitiba - PR.
 
Data: 05 outubro 2012
Enviado por: Angela Muniz
Curitiba - Pr


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