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Sexta, Abril 28, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Já estou com 57 anos e ajo como uma adolescente. Meu quarto é um caos, a casa toda é. Tenho dois filhos já adultos. Não consigo organizar nada. Faço tudo pela metade, me cansa ficar numa coisa só. Quando pequena era uma sonhadora, mas não era elétrica. Consegui entrar em cinco faculdades, mas não terminei nenhuma. Tomo remédio para depressão há quinze anos, mas como dependo do posto de saúde, estou sem o remédio, pois o psiquiatra foi embora.<br />
Não lembro de quase nada da infância. Achava que tinha uma péssima memória, mas agora sei que é porque não prestava atenção em nada.<br />
Perco tudo. Perdi meu RG três vezes. Só não perco peso... Tenho muitos planos, sempre, mas não consigo botar nenhum em prática. Sinto que minha cabeça é igual ao meu quarto, à minha casa - uma bagunça.<br />
Lá no posto de saúde a médica não acredita muito em TDAH. Nem o psiquiatra que trabalhava lá. Tive que mostrar os testes que fiz baixando da internet. Mesmo assim, não acreditam. O único alívio que tive na vida foi saber o que eu tinha de errado - e ainda querem tirar isso de mim. Não falo pra quase ninguém que tenho esse transtorno, pois sei que não levam a sério.<br />
Já me mudei umas dez vezes, pois vou cansando do lugar onde estou.<br />
Meu caçula (19 anos) tem o transtorno. Depois de repetir anos, de ir mal na escola, conseguiu a duras penas passar pra faculdade - ele é um forte. O quarto dele é um amontoado de roupas e coisas, mas quem sou eu pra dizer isso a ele?<br />
Sempre fui muito inconstante e sem nenhuma determinação. E nunca consegui escolher uma carreira. Só pra terem uma ideia, fiz faculdade de Artes, Psicologia, Direito, Filosofia e Artes novamente. Sem terminar nenhuma. Tudo me interessa, mas tudo acaba me cansando.
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: Julia Nogueira
Florianópolis
Meu filho caçula tem TDAH, ainda pequeno descobrimos a Hiperatividade, porem com muito amor e disciplina, fomos orientados para mudança de hábitos em casa o que ajudou muito no controle durante alguns anos. No ano passado já com 11 anos o deficit de atenção e a hiperatividade ressurgiu com tal força que o rendimento escolar quase foi totalmente afetado, começamos a notar mudanças bruscas de humor e um desleixo enorme com relação ao próprio corpo (hematomas sem identificação). perda frequente de objetos e atitudes antissociais no relacionamento com outras crianças.Foi quando num jornal local, descobrir que havia uma pesquisa TDAH UFBA-UNIFESP referente a questão, fizemos todos os procedimentos em todas as sexta-feiras durante 6 meses onde foi realmente diagnosticado a necessidade de medicação no tratamento para ser acompanhado daqui pra frente.Há 2 meses não podemos mais receber a medicação e hoje ele esta com quase 13 anos e o Governo do Estado da Bahia - deu como INDEFERIDO o pedido para medicação pelo estado e estou tentando pelo Ministério Publico o direito a medicação para meu menino. Ja existe uma PL-3092/2012 concedendo o direito, precisamos nos unir e acreditar num futuro melhor e deixarmos os preconceitos de lado para podermos enxergar o quão maravilhosas são estas crianças, que muitas vezes são rotuladas, mas que são criaturas extraordinárias. Tenhamos fé no Divino Mestre Jesus, com Ele tudo conseguiremos.
Obrigada!
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: Patricia Mattos
Cruz das Almas - Bahia
Tenho 40 anos,casada,e tenho três filhos NEE(necessidades educacionais especiais).Sou portadora de uma síndrome genética rara,Esclerose Tuberosa,e ao que parece,meus filhos tiveram manifestações diferenciadas dessa síndrome,sendo que os dois mais velhos tem TDAH e dislexia,em graus diferentes.O mais velho é do tipo distraído e o do meio,TDAH tipo misto,em alto grau ,assim como a dislexia.Este ano emu filho começou a ler,com 11 anos,e o mais velho,15,tem muita dificuldade em compreensão de texto,e redação.A menor,tem 8 anos.Aposentei-me do magistério em virtude do agravamento do meu quadro,faço terapia ocupacional e psicoterapia e cuido da alfabetização deles,em especial da caçula,que tem epilepsia e espectro autista,ainda não alfabetizada e possivelmente disléxica.Meu filho foi previamente diagnosticado por mim mesma, que percebi problemas de lateralidade,expressão oral e sequência de tempo,além da agitação evidente, quando tinha apenas 3 anos.Aos quatro,ele já tinha levado onze pontos ,especialmente na cabeça,e pronto socorro era rotina,qualquer hora do dia e da noite.Percebi que ele precisava de atendimento,mas por ser tão novo,foi difícil encontrar profissional para trabalhar com ele.Primeiro foi com fonoaudióloga,particular,mas por breve tempo,nenhum profissional conseguia lidar com o alto grau da hiperatividade dele,eu vivia assustada e triste,porque não podia lidar sozinha com a especialidade notória dele,e ao mesmo tempo,exigiam que ele tivesse 8 anos e ser repetente para diagnosticá-lo com TDAH em rede pública. Eu,que via isso nos filhos dos outros,sentia-me incapaz de cuidar de meu próprio filho.<br /><br />
SEm diagnóstico,sem prova adaptada,sem direitos,até que consegui participar de uma pesquisa de uma universidade,através de grupo de apoio pela internet(rede social) sobre a questão genética em portadores e familiares de TDAH. Aprovados em participar da pesquisa,meu filho mais velho foi como grupo de controle,e minha surpresa,também foi diagnosticado como TDAH e TODI(transtorno OPositivo desafiador).Mesmo sabendo,como professora e mãe ,do quadro deles,não tive apoio do governo até recentemente pela exigência da idade deles e fator econômico,laudos em médicos particulares eram caros demais para meu orçamento.Com o laudo dessa pesquisa,pública e certificada por instituto de psiquiatria,pleiteei provas adaptadas para eles,inclusive para a menor,sendo que tanto o do meio quanto a caçula são de inclusão,provas orais e atendimento público de referência em aprendizado pela prefeitura de meu município,onde fazem fonoaudiologia,e psicopedagogia.Aposentada,dedico-me ao ensino deles,pesquisas na área,participação de grupos de apoio,e trabalho voluntário na área de educação sempre que possível,além de fazer trabalhos manuais que garantem o desempenho suficiente das minhas habilidades motoras( manuais),já prejudicadas sobremaneira pela sindrome. Desistir?Jamais!meu filho Thiago sonha em ser entomologista e como reforço positivo para ele ter conseguido se alfabetizar,o matriculei no grupo escoteiro,que ele queria muito mas exigia saber ler e escrever.Minha filha quer ser bailarina e meu mais velho,faz tratamento com psiquiatra, e quer ser Webdesigner(informática).Eles já começaram bem,e no que depender do meu apoio,todos os três alcançarão seus sonhos!
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: Michelle Louise Bezerra da Rocha Paranhos
Seropédica
Minha filha estava na segunda série quando a orientadora pedagógica veio falar comigo. Ela tem algum problema, não é cognitivo, ela aprende, mas não conclui uma tarefa. Em casa Júlia passava o dia inteiro para fazer uma tarefa, às vezes nem brincava, pois sem concluir a lição, não podia sair da mesa da sala.
Os colegas foram muito compreensivos com ela. Não a julgavam, não a discriminavam. Brigavam para ver quem ia ajudá-la. Mas mesmo assim ela me perguntava: "Mamãe, por que eu sou diferente?" Eu procurava responder da melhor maneira possível. "Filha, somos todos diferentes", mas ela também sabia que alguma coisa não ia bem.
Comecei a levá-la para uma psicóloga para avaliação. O laudo, déficit de atenção. Levar ao neuropediatra.
O primeiro que a examinou solicitou exames, muitos. No final disse que não havia nada errado com ela, que era problema da escola, que não sabia ser interessante. Voltei pra escola e para a psicóloga com esta resposta. A psicóloga não se contentou, e insistiu que eu a levasse em outro neuro, deu-me indicação de uma das melhores da cidade, mas era particular. Naquele momento, eu já pagava a psicóloga, e não tinha dinheiro para outro especialista particular.
Mais uns meses se passaram, e fomos à nova médica. Fui logo entregando os exames, mas foi o que ela menos se importou. Conversamos muito, depois ela passou a examinar a Júlia. Leu o laudo da psicóloga e por fim, olhou os exames. Seu diagnóstico, Déficit de atenção.
Na mesma semana minha filha iniciou a medicação, os primeiros dias uma dose tão pequena que nem fazia diferença, mas ao chegar na dose correta, vimos logo o resultado. Exultante, minha filha chegou no carro depois da aula e com o maior sorriso do mundo me disse: "Mamãe, hoje não fui a última a terminar a lição". Foi a mesma sensação como se fosse uma medalhista na olimpíada escolar, um grande orgulho de si, por conseguir terminar a tarefa.
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: Marisa Brito
Brasília
Oi descobri ser portadora de TDAH aos 23 anos de idade, cansada de tantas coisas coloquei na busca esquecida e atrapalhada e na busca saiu sobre o assunto TDAH, foi a partir dali que fui lendo e lendo e percebi que era TDAH.. Um dia chamei minha mãe para ver uns videos sobre TDAH e ela apenas disse essa é você.
Cheguei a passar com um psiquiatra e o diagnostico foi TDAH do tipo combinado, fiz tratamento com medicação mais devido condições de tempo e dinheiro tive que parar o tratamento.
Voltando no tempo.
Desde o pré já tinha dificuldades a professora mandava ficar ali e não ficava era super elétrica.
Na alfabetização demorei para apreender a ler e lembro como hoje parecia um sacrifício enorme, naquele tempo a pedido da professora a minha mãe levou a um neurologista e foram feito vários exames, nada constou o médico disse que era uma criança normal apenas agitada,desatenta e nervosa mais com o passar dos anos isso sumiria.
Mais sempre ficava de recuperação na escola, vivia entregando trabalhos escolares na ultima hora e fazia tudo correndo acabava escrevendo mal na velocidade dos pensamentos, faltava letras, caderno sujo e fora os milhões de vezes que apontava lápis só para se levantar, perdia borracha, caneta e assim vai era um caos.
Cheguei reprovar a 3 série do ensino fundamental e nem era final do ano a professora já me dizia que não passaria de ano mesmo, me xingava de relaxada, preguiçosa e assim ia.
Na adolescência acho que complicou mais ainda e com os passar dos anos foi assim complicando pois cada vez vai aumentando a responsabilidade e meu TDAH me atrapalhava muito
Não conseguia estudar para provas só a matéria que me prendia, quando tinha que ler algum livro lia o resumo dele empurrado e começo e fim do livro
Tive depressão aos 15 anos de idade era bem leve na época que ninguém percebia mais se tornei caseira, com 17 anos disse a família que estava com depressão e bulimia, mais tive indícios de depressão na infância também.
Vivia brigando com minha mãe porque não conseguia deixar as minhas coisas em ordem e tinha dificuldade de terminar tudo que começava nos afazeres desde arrumar meu quarto e até lavar louça
Sempre fui de falar muito uma matraca desde criança e salteava de um assulto para o outro sem parar ao mesmo tempo muito curiosa que o mundo parecia pequeno para mim e ao mesmo tempo meu quarto era imenso para mim, pois vivia cavalgando nos pensamentos no que deveria fazer o que não fiz e criando coisas imaginarias. No fundo me achava incapaz não dava conta das obrigações e sentia triste com frequência tudo me parecia dificultoso.
Terminei o segundo grau escorregando e com dificuldades, mais consegui mesmo sem saber que era TDAH.
Aos 22 anos voltei a tomar os remédios, tinha até dificuldade para dormir as responsabilidades aumentaram e a vida como mulher não é fácil a sociedade cobra e eu me cobrava também.
Fazia cursos e terminava empurrado, atualmente faço teologia e mesmo gostando da matéria tenho dificuldade em manter o foco e sempre acho que poderia ter apreendido mais, acabo apreendendo mais sozinha do que nas aulas ouvindo
As dificuldades de criança ainda existe na minha vida sou desorganizada, desatenta, teimosa, agitada, faladeira, impulsiva e etc.
Mais sempre falo comigo mesmo ou a gente passa por cima das dificuldades ou a gente se sufoca com elas e sempre escolho passar por cima, por isso superei a depressão, hoje tenho momentos difíceis mudo de humor, fico com raiva mais em segundos passa, odeio e amo ao mesmo tempo acredito que a minha sensibilidade é a flor da pele.
Tem uma coisa que também observei que era bastante frequente melhorou um pouco até, atravessa os sinaleiros sem olhar e sempre correndo, mais ainda sou bem desatenta as vezes alguém passa por mim e nem vi.
Abro a geladeira e esqueço o que ia pegar e assim vai indo entre outros sintomas que todo TDAH tem.
Atualmente tenho 29 anos de idade e não estou em tratamento.
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: Gleici K Soares
sumaré
MINHA HISTÓRIA: NAQUELA ÉPOCA ÉRAMOS CONSIDERADOS BURROS OU PREGUIÇOSOS. SOMOS UMA FAMÍLIA DE DISLEXOS E COM TRANSTORNO DE ATENÇÃO. NÃO PROGREDINOS O QUE TIVEMOS É MUITA SORTE DE TER FAMÍLIA BEM REMUNERADA. MAS AGORA.... OS MEUS SOBRINHOS E SOBRINHO NETO SOFREM COM TRANSTORNOS. NÃO SE TRATAM DEVIDAMENTE. MEUS SOBRINHOS, JÁ ADULTOS NÃO SE FORMARAM NEM NO ENSINO BÁSICO. MEUS SOBRINHOS NETOS INDO PARA O MESMO CAMINHO. É UM SOFRIMENTO DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. MEU IRMÃO ACABOU SE ENVOLVENDO COM DROGAS E MINHA IRMÃ É ALCOOLATRA. E POR AÍ VAI...
 
Data: 02 outubro 2012
Enviado por: ADILA SEBBA SOARES SANCHES
SÃO PAULO
A ABDA é uma associação que realmente se importa com o que acontece com os Portadores de TDAH. Fico muito grato por ter um lugar onde posso encontrar tudo sobre o assunto. Precisamos de mais lugares assim.
 
Data: 01 outubro 2012
Enviado por: Rodrigo Moragas
Rio de Janeiro

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