Categoria: Artigos

TDAH e o processo de aprendizagem

O TDAH é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais conhecidos na infância. Devido à baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do lobo frontal, leva o indivíduo a uma tríade sintomatológica de falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, ocasionando sérias dificuldades para o processo de aprendizagem. Falta de atenção, para o caso da criança portadora de TDAH significa excesso de mobilidade na atenção, ou seja, hipermobilidade, que é quando o indivíduo não consegue manter, por algum tempo, sua atenção em um mesmo objeto, em um mesmo foco. É a atenção espontânea que predomina. Hiperatividade significa um aumento da...

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TDAH EM MENINAS E MULHERES

A maior parte da literatura sobre TDAH é tradicionalmente direcionada ao gênero masculino, pois em tese somariam 80% dos portadores. Entretanto, há algum tempo, pesquisadores têm chamado a atenção, quanto à expressão do transtorno, para as diferenças entre homens e mulheres. Alguns autores vêm se dedicando ao estudo específico do TDAH em meninas e mulheres. Atualmente mais mulheres estão sendo diagnosticadas, com a melhor identificação do tipo predominantemente desatento (SEM hiperatividade). Meninas e mulheres com TDAH lutam com uma variedade de problemas que são diferentes daqueles que os homens enfrentam. Nem todos os pais ou professores ouviram falar em...

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Crianças com TDAH: Como estimular seus pontos de potência para superar as dificuldades

  Crianças com TDAH: Como estimular seus pontos de potência para superar as dificuldades  Todos temos a tendência a centrar-nos nos pontos de maior dificuldade das crianças com TDAH e esquecemos que a COMPENSAÇÃO é o fator-chave para seu progresso. Com seus pontos fortes, ou seus potenciais podemos superar suas dificuldades. Embora cada criança seja única, observam-se certos padrões comuns em relação aos pontos fortes das crianças com TDAH tais como: Capacidade Global Visual: Traduz-se na capacidade de “ver o todo”, de logo ver o quadro completo, de formar a imagem, a ideia total e responder rápido para determinar o que aconteceu e acontecerá. Algumas crianças com TDAH podem interpretar rapidamente os sentimentos alheios pelas expressões e linguagem corporal e reagir com base nessa impressão imediata. Memória de longo prazo: Temos crianças com TDAH que podem recordar-se de experiências e momentos com detalhes e precisões incríveis. Uma criança, por exemplo, comentava como era o colar que sua professora usava no primeiro dia de aula. Expressão Verbal, Imaginação, Criatividade: São crianças que podem falar muito sobre um tema com expressão, energia e encanto. Relatam com prazer suas experiências e conhecimentos sobre muitos temas relacionados. Eles podem ser extremamente agradáveis para os seus companheiros e, com suas histórias, ideias, dinamismo e criatividade. Aplicação Especial de Pensamento Abstrato: Este ponto forte é encontrado frequentemente frente a problemas matemáticos. Podem integrar rapidamente o...

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TDAH, Criatividade & Inteligência

  TDAH, Criatividade & Inteligência Este tema sempre encontrou espaço nas pesquisas sobre TDAH e também deixa algum rastro de polêmica. Na verdade, ‘criatividade’ e ‘inteligência’, são por si só, temas bastante controversos. Por exemplo, você alguma vez já se perguntou: ‘O que é inteligência? ’ Ou ‘O que é criatividade? ’ Consegue definir facilmente? Mesmo dentro da comunidade científica, existem controvérsias sobre a definição e a funcionalidade destas características humanas. Alguns cientistas acreditam que ambas estão intimamente ligadas, e que dependem totalmente uma da outra. Outros cientistas acreditam que são funções separadas, que podem ou não afetar-se mutuamente. Estas divergências não são aleatórias. Milhares de pesquisas realizadas ao redor do mundo, ainda não ofertaram resultados conclusivos, necessitando assim, de mais pesquisas. O TDAH é o transtorno mental mais estudado e pesquisado no mundo. Inúmeros pesquisadores se debruçaram sobre a questão da criatividade e inteligência nos portadores de TDAH, e, da mesma forma que as pesquisas gerais realizadas sobre estes temas, também não foram obtidos resultados conclusivos. Em outras palavras, não é possível concluir com margem mínima de segurança que o transtorno afete significativamente para melhor ou para pior, a inteligência ou a criatividade. Vamos exemplificar: Algumas pesquisas indicam que em média, portadores de TDAH tem um escore de QI 10 pontos abaixo dos seus pares sem TDAH. No entanto, estas mesmas pesquisas, questionam e não sabem responder com...

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TDAH NO ADULTO – ESTUDOS RECENTES

TDAH NO ADULTO – O QUE DIZEM OS ESTUDOS RECENTES Apesar do TDAH ter sido descrito pela primeira vez há mais de um século, estudos científicos ganharam força a partir dos anos de 1960, a exemplo de todas as questões médicas relativas ao funcionamento cerebral. Sabe-se que no princípio, o TDAH era atribuído a uma disfunção da infância, portanto, ao longo dos anos as pesquisas científicas se debruçavam sobre esta população.  Porém, nos últimos anos uma grande quantidade de estudos sobre TDAH têm sido focados na população adulta. Este artigo resume os principais achados científicos sobre o TDAH no...

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Déficit de Atenção e Dislexia na Escola

  As dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, dificultando, muitas vezes, delimitações mais precisas. No entanto, o comprometimento de habilidades estratégicas para o aprendizado, como atenção e leitura, pode determinar prejuízos persistentes e difusos, justificando uma avaliação mais sistemática e aprofundada destas funções. O avanço no conhecimento sobre transtornos como o TDAH e a Dislexia tem melhorado a compreensão geral sobre estas funções, orientando ainda estratégias mais específicas e eficazes de intervenção. A atenção é a porta de entrada da informação, devendo selecionar o que é relevante e controlar seu processamento pelo cérebro. Entre outros efeitos, a atenção facilita a percepção, a memória e a resposta motora, tendo papel central no aprendizado (seja uma habilidade ou um conteúdo). A leitura, ao contrário da fala, não é aprendida de forma natural ou intuitiva. Esse processo pode ser favorecido por um trabalho sequencial das habilidades envolvidas. A leitura tem como finalidade a compreensão, e depende da decodificação (conversão de letras em sons) adequada, além do domínio da língua (habilidades da linguagem oral). Presumida a sua aquisição, a linguagem escrita se torna a principal (quase exclusiva) ferramenta de acesso e avaliação dos conteúdos escolares, o que é potencialmente problemático. Separar as demandas de leitura/escrita daquelas próprias da disciplina pode ajudar a delimitar eventuais déficits, além de enriquecer o aprendizado de todos os alunos. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)...

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Teste para diagnóstico de TDAH?

Paulo Mattos Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mestre e Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental Pós-doutor em Bioquímica Presidente do Conselho Científico da ABDA     O FDA – Food and Drug Administration, órgão regulatório Americano, aprovou em julho de 2013 um exame de eletroencefalograma para auxílio ao diagnóstico de TDAH. Esta aprovação gerou inúmeras manifestações por parte de pesquisadores não apenas americanos como de todo o mundo, a maioria delas contrária a esta aprovação. Há muitos anos sabe-se que a existência de ondas lentas no eletroencefalograma (EEG) – chamadas de ondas teta e delta – são relativamente mais comuns em portadores de TDAH, porém isto não é obrigatório e também nunca havia sido proposto como teste diagnóstico. Achados de pesquisa não são necessariamente úteis para se fazer um diagnóstico, eles podem nos ajudar a entender melhor o que acontece com quem tem o problema. Uma empresa privada resolveu fazer um aparelho de eletroencefalograma chamado NEBA System, que nada mais é que um EEG comum que fornece os valores de ondas teta e delta em termos numéricos e indica se estão acima do esperado. É digno de nota que nenhum artigo científico foi publicado mostrando os resultados que a empresa enviou ao FDA, o que é bastante incomum. Normalmente, pesquisadores publicam os seus resultados para que os demais possam tomar conhecimento da metodologia empregada, da análise que foi realizada e...

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O TDAH no adulto e o processamento das emoções

 O TDAH no adulto e o processamento das emoções   Por muito tempo o TDAH foi considerado um transtorno da infância. Somente nos anos 90 se estabeleceu definitivamente a persistência do transtorno na vida adulta. A desatenção é o sintoma que frequentemente persiste na idade adulta, podendo haver uma redução da hiperatividade e da impulsividade.  Os sintomas do TDAH na fase adulta podem ocasionar prejuízos no trabalho, nas relações sociais e amorosas, problemas com condução de veículos, drogas, crimes, imagem corporal, autoestima e queixas de dificuldades com a memória, dificuldades com lazer, espiritualidade, segurança, relações sexuais, ambiente familiar… Estudos recentes sugerem que se inclua a desregulação emocional como sendo um sintoma fundamental no TDAH adulto. A emoção conglomera processos de avaliação, sensação física, comportamento motor, intencionalidade e expressão interpessoal; desempenha a função básica de auxiliar uma pessoa na avaliação de alternativas, ao oferecer motivação e revelar necessidades e perigos. Portanto, regular as emoções representa uma habilidade fundamental para a interação social.   Desta forma, a desregulação emocional pode ser definida como a dificuldade ou inabilidade de lidar com as experiências ou processar as emoções, podendo se manifestar como intensificação excessiva ou como desativação das emoções. Para regular as emoções, o indivíduo necessita usar estratégias para enfrentamento das mesmas, quando este se depara com a intencionalidade emocional indesejada. Autorregulação das emoções seria como um termostato homeostático que regula e mantem...

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Ajustes, adaptações e intervenções básicas para alunos com TDAH

  Este conjunto de dicas para educadores e parentes de crianças com TDAH, tem objetivo de otimizar o aprendizado, bem como proporcionar ao aluno portador de TDAH, condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento. É fundamental lembrar-se, no entanto, que com ou sem TDAH, cada aluno é único e tem necessidades distintas, assim, nem todos os itens serão necessários para todos os alunos. É a dedicação do educador, a proximidade dele com cada aluno, que revelará quais e quantas destas dicas trarão o benefício esperado.    Ajustes e Adaptações Básicas As configurações a seguir são essenciais para ajudar as crianças com TDAH na sala de aula:  Reduzir as tarefas, torná-las mais curtas ou dividi-las em partes, etapas.  Reduzir as tarefas escritas e de copiar.  Facilitar alternativas distintas de avaliação: oral, com projetos especiais.  Utilizar suportes complementares na classe como gravadores, calculadoras, computadores, papel carbono, etc.  Pôr notas das datas em que devem ser entregues as tarefas e trabalhos.  Complementar, reforçar instruções verbais com informação visual.  Dar cópias das notas básicas dos capítulos.  Modificar, simplificar o texto do livro de exercícios.  Ter em casa uma cópia do texto da escola. Ajustes e intervenções específicas No ambiente Sentar-se na frente, perto do professor. Sentá-lo longe das distrações. Limitar as distrações visuais. Reduzir o nível de ruído quando necessária concentração. Fazer cartazes e guias para referência do aluno. Organização Escrever as tarefas no quadro e explicá-las oralmente. Usar e seguir o calendário diariamente. Clarificar as tarefas no final do dia. Conferir com o professor ou parentes os materiais necessários para levar para casa. Dar-lhe materiais prontos para arquivar na pasta Ter pastas, cadernos, etc.,com divisões e...

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O impacto do sono no TDAH

 Pesquisadores constataram que os adolescentes precisam de mais horas de sono do que qualquer outro grupo de pessoas. Eles precisam de, em média de 9 horas e meia de sono por noite. A tendência natural dos adolescentes é dormir e acordar cada vez mais tarde. Aqueles que não dormem a quantidade de horas necessárias apresentam com mais frequência, comportamento irritadiço e maior dificuldade em manter a concentração em sala de aula. As pesquisas apontam que 56% dos jovens com TDAH têm distúrbios do sono. Eles apresentam dificuldades tanto para dormir quanto para acordar. Mesmo quando deitam cedo, não conseguem dormir logo. Alem disso, jovens com TDAH frequentemente não dormem bem: 55% acordam com a sensação de ‘estar cansado’, mesmo após dormir 8 horas ou mais. De fato, uma das maiores queixas dos pais de crianças/jovens com TDAH é a dificuldade em acordá-los de manhã. O desafio diário para conseguir fazer o jovem levantar-se cedo, não raramente produz alto nível de estresse familiar. Na verdade este é um momento crítico, pois a pressão colocada sobre a criança/jovem para que se levante, quase sempre vem acompanhada de brigas, críticas, confusão, pressa, e toda sorte de fatores e condutas que aumentam a sobrecarga de frustração emocional, sensação de impotência e desânimo. Decididamente, esta não é uma boa maneira de começar o dia. A criança/jovem com TDAH e distúrbio do sono, que já...

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Motivação é coisa séria

Qual a relação entre o TDAH e a Motivação? Se você tem TDAH, ou convive de perto com alguém que tem, certamente em suas pesquisas, você já ouviu falar muito sobre a motivação – ou a falta dela – nas pessoas com TDAH. As pessoas em geral ouvem falar em motivação, e de uma maneira ou de outra, todas têm uma compreensão do que ela seja – ou ao menos do que ela significa em termos de comportamento humano e postura diante da vida. Na verdade, se você quer entender melhor e ajudar a si mesmo, ou alguém com TDAH, é preciso compreender melhor o que é de fato e como funciona a motivação. Primeiro vamos falar sobre o que e como a falta da motivação afeta as pessoas com TDAH. Em seguida, vamos explicar porque as pessoas com TDAH não conseguem se automotivar, nem se manter motivado por muito tempo. Para começar, a motivação não é simplesmente um comportamento que a gente adquire, aprende e pronto. É claro que uma criança que nasce e cresce em um ambiente cujas pessoas a sua volta são automotivadas e motivadoras, tenderá a repetir este comportamento, esta postura diante da vida, porém, não necessariamente, pois a motivação também depende de fatoras orgânicos, biológicos. Com certeza, para a maioria das pessoas com TDAH, conviver com pessoas motivadas e motivadoras, apesar de ser bom...

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O SUPORTE DA TECNOLOGIA AO TDAH

Na correria em que vivemos nos dias de hoje, fica cada vez mais difícil se organizar. Se é difícil para uma pessoa que não tem TDAH, imagine para quem tem o transtorno. Frases como “esqueci-me da minha consulta!”, “o que eu tinha para fazer hoje a noite mesmo…?” e “onde eu gastei todo o meu salário?!” são cada vez mais frequentes. Algumas pessoas dizem que a tecnologia só serviu para deixar a nossa vida mais acelerada e dispersa. Em parte, é verdade, mas não podemos negar os benefícios que ela também nos traz, funcionando, na maior parte do tempo, a nosso favor. Quem possui celulares com o sistema operacional Android ou iOs (iPhone), principalmente, pode desfrutar de diversos aplicativos que ajudam no dia a dia da pessoa com TDAH. É possível baixar gratuitamente diversos programas para o seu celular para ajudá-lo nas mais variadas tarefas: organizar seu dia, controlar gastos mensais, fazer anotações rápidas sobre alguma palestra, dentre outros. Alguns aplicativos, inclusive, vem com dicas específicas para pessoas com TDAH. Como estes programas vem, em sua maioria, com um alarme embutido, fica mais fácil da pessoa não esquecer aquele compromisso importante. Listamos abaixo alguns aplicativos, seu sistema operacional e link. Alguns aplicativos já existem na versão em português e outros em inglês.   ADHD AngelPara iPhone / iPad – Aplicativo para o manejo do TDAH em todos os âmbitos:...

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TDAH COM OU SEM HIPERATIVIDADE?

Ainda hoje recebemos muitos e-mails questionando se existe TDAH sem hiperatividade. De pronto, respondemos: SIM! O TDAH é um transtorno com características bastante heterogêneas. Os traços comuns a todos – desatenção, impulsividade e hiperatividade – são prevalentes em graus de intensidade diferentes de pessoa para pessoa. Se juntarmos a isso, as comorbidades, presentes em 66% dos casos, mais as condições de vida familiar e social, além de questões biológicas inerentes a cada indivíduo (como inteligência, resiliência), encontraremos um grupo heterogêneo, o que pode dificultar algumas vezes o diagnóstico, e confundir pais e professores. Com o passar dos anos e milhares de estudos e pesquisas desenvolvidas ao redor do mundo, o último manual de transtornos psiquiátricos, chegou ao consenso, de que o TDAH se apresenta especialmente sob três aspectos; 1 – Apresentação do tipo combinado: Quando o paciente apresenta seis ou mais sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade; 2 – Apresentação do tipo predominantemente desatento: quando apresenta seis ou mais sintomas de desatenção, porém menos sintomas de hiperatividade e impulsividade; 3 – Apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva: quando apresenta seis ou mais sintomas de hiperatividade/impulsividade e menos de seis sintomas de desatenção. Os estudos indicam que 66% das crianças apresentam o tipo combinado, 26% o tipo desatento, e 8% o tipo hiperativo. Nos adultos, 62% apresentam o tipo combinado, 31% o tipo desatento e 7% o tipo hiperativo. Os estudos apontam que,...

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A auto-estima das pessoas com TDAH

O TDAH é reconhecido como um dos transtornos que mais afeta, negativamente, a auto-estima das pessoas. Crianças e adultos com TDAH são particularmente mais vulneráveis a baixa auto-estima do que as outras pessoas. Isto se deve em parte porque, ao contrário de alguns distúrbios, pessoas com tdah não conseguem esconder que têm o transtorno. No colégio, no trabalho, no parque, e nas ocasiões de convivência em geral, a impulsividade do tdah o denuncia rapidamente, e seu comportamento é imediatamente reconhecido como ‘inconveniente’, expondo-o a uma situação de embaraço.  Por outro lado, as respostas vindas do meio externo (família, colegas de classe ou trabalho, professores, chefes, etc.), frequentemente são de critica, repressão, descrédito ou chacota. A inabilidade para esconder o distúrbio e o feedback negativo que eles recebem, contribuem severamente para que sintam como se estivessem sempre errados ou fazendo besteiras. Sentem-se incompetentes e incapazes de fazer qualquer coisa direito. Algo que colabora ainda mais para a auto-estima negativa é que, ao contrário de outros distúrbios, o TDAH não causa simpatia. Enquanto uma criança deprimida, por exemplo, geralmente é tratada com carinho e paciência, a criança com TDAH tende a gerar frustração, irritação e impaciência naqueles que estão ao seu redor. O tempo todo, por todos os lados a criança ouve: “Pare de se mexer”, ”Pare de interromper”, “Pare de falar tanto”, “Isto é preguiça”, “Isto é má vontade”, “Você...

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ESTRATÉGIAS PARA AULAS DE ESPORTES PARA CRIANÇAS E JOVENS COM TDAH

O Esporte pode trazer benefícios incontáveis para qualquer pessoa. Mas, nem sempre é fácil estimular uma criança ou adolescente com TDAH a iniciar e persistir em alguma atividade esportiva. Separamos algumas dicas e observações que podem ajudar instrutores esportivos, bem como os próprios pais a estimularem essa prática.   Principais barreiras do TDAH nos esportes: – Dificuldade em seguir instruções à Crianças com TDAH tendem a não dar importância às instruções, procurando pular esta parte, indo direto à atividade; – Impulsividade à Crianças com TDAH agem primeiro e pensam depois, acabam assim, operando instintivamente, o que prejudica atividades que requeiram estratégias, concentração e regras pré-definidas. – Desatenção à Atividades que requeiram que elas fiquem paradas e concentradas por um tempo, aguardando sua vez, são um desafio. – Baixa tolerância a frustração à Ter que esperar pela sua vez ou perder, causam frustração acima do normal, e podem gerar comportamento agressivo, defensivo ou de esquiva.   INDICADOS À primeira vista, esportes individuais e sem contato, costumam ser os mais recomendados para pessoas com TDAH. Isto não significa que não possam ou não devam praticar esportes coletivos e de contato, porém os desafios nestes, tendem a ser maiores. Mas desafios existem para serem superados! Principais desafios nos esportes coletivos: Dificuldade em esperar pela sua vez Dificuldade em se manter concentrado enquanto espera sua vez Dificuldade em focar simultaneamente em si mesmo,...

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