Categoria: Textos

A Pátria Mãe Educadora vira as costas para os jovens com TDAH

  É difícil precisar o número de candidatos com TDAH injustamente prejudicados no ENEM 2015. Através dos diversos canais da ABDA, nos chegaram mais de 100 relatos de candidatos eliminados e prejudicados. Cada um relata conhecer mais um quinhão de pessoas com o mesmo problema, o que nos permite afirmar que o fator é exponencial. Se adicionarmos as pessoas que não tornaram o problema público, pode-se chegar facilmente à cifra dos 6 mil, conforme sugerido por um jurista que fez esta conta baseado em números de reclamações e casos que chegaram a justiça. É claro que precisamos recorrer a uma conta estimada, porém verossímil, porque o desespero e a desgraça de um único ou meia dúzia, parece pouco importar a Pátria Educadora. Antes de prosseguir com essa matéria para chegar ao seu destino, vamos apenas relembrar: 1) Desde 2012, o ENEM contempla alunos com TDAH; 2) O Edital do ENEM não especifica (muito menos se faz claro) em que data ou qual o prazo para que os documentos médicos comprobatórios devem ser apresentados; 3) O Edital do ENEM, sequer é claro quanto a qual ou como deve ser o documento (laudo); 4) A Lei do Acesso a Informação, prevista no artigo 5º da Constituição Federal, garante a todo cidadão acesso às informações geradas ou mantidas em órgãos públicos, assim, o INEP, tem por obrigação, disponibilizar as notas desses alunos,...

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ENEM: Constrangimento e humilhação

Durante todo o dia de ontem, 13 de janeiro de 2016, nossas caixas de correio eletrônicas foram inundadas por mensagens de jovens alunos com TDAH (e seus pais) que foram sumariamente desclassificados pelo ENEM, injusta e improcedentemente. A ABDA conversou com essas pessoas por telefone, e-mail, WhatsApp e facebook, para apurar e entender os fatos. Antes de relatar os acontecimentos, vamos esclarecer as regras do ENEM. Desde 2012, o ENEM disponibiliza atendimento diferenciado para pessoas com TDAH, dislexia e/ou discalculia. Tal prerrogativa concede 60 minutos de tempo adicional para fazer a prova, sala especial, ledor e calculadora. No momento da inscrição, o aluno visualiza a opção para atendimento especializado e assinala conforme sua necessidade. Segundo a Nota Técnica disponibilizada pelo ENEM, ainda que o aluno não faça a solicitação no ato da inscrição, ele pode solicitar no dia da prova: “Ao participante que comprovadamente fizer jus ao atendimento diferenciado e que não tiver solicitado nenhum recurso de acessibilidade no ato da inscrição será igualmente assegurado o direito a tempo adicional. ” Para ler ou baixar a Norma na íntegra, clique aqui. Para acessar o mesmo material direto do site do Inep, clique no link: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/nota_tecnica/2012/atendimento_diferenciado_enem_2012.pdf      Os fatos relatados As pessoas relatam que fizeram a inscrição, solicitando o atendimento especial. Foram posteriormente contatadas pelo Inep, como explica o formulário, e obtiveram suas necessidades atendidas, inclusive, assinaram o termo...

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Ciência cognitiva e educação: um diálogo necessário, porém muito difícil

Vitor Geraldi HaaseAnnelise Júlio-CostaDepartamento de PsicologiaFAFICH – UFMGContato: lab.neuropsic.desenvolvimento@gmail.com Tags: Psicologia Cognitiva, construtivismo, neurociências, pedagogia. Os termos/palavras marcados com * forem inseridos no glossário após o texto   Na área da educação parecem ocorrer dois movimentos com direções muitas vezes opostas nas últimas décadas. Por um lado, o desempenho escolar é decrescente em cortes populacionais sucessivos em diversos países, tais como os Estados Unidos, e crescente em outros países, principalmente do Extremo Oriente. Por outro lado, o avanço das ciências cognitivas, incluindo neuroimagem funcional, estão permitindo compreender cada vez melhor as bases cognitivas e neurais da aprendizagem escolar. Há uma discrepância, portanto, entre o avanço do conhecimento científicos e os resultados da prática educacional.   A comparação das tendências seculares de desempenho em matemática nos Estados Unidos e na China é notável, constituindo um nítido exemplo de interação estatística. O desempenho em matemática era superior nos Estados Unidos em relação à China há pouco mais de sessenta anos atrás. Atualmente, as posições se inverteram e as notas dos alunos chineses em matemática são progressivamente maiores do que as notas dos alunos americanos (Ilg & Ames, 1951, Geary et al., 1997).   Dois fenômenos sócio-demográfico poderiam explicar essas diferenças. A China passou no último meio século por um gigantesco processo de modernização econômica, o qual, sabidamente se associa com melhoria da inteligência* e desempenho acadêmico da população (Newson & Richerson,...

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NEUROFEEDBACK no tratamento do TDAH

O neurofeedback consiste, de modo resumido, no treinamento do indivíduo para que ele consiga usar preferencialmente ondas cerebrais de um determinado tipo (as ondas cerebrais possuem diferentes frequências; isto varia de acordo com a idade, o tipo de tarefa que se está fazendo e em alguns casos com a presença de transtornos). Este treinamento é realizado geralmente com videogames em computadores. Usando eletrodos semelhantes àqueles usados quando se faz o exame de Eletroencefalograma, o software “capta” as ondas cerebrais do indivíduo e “transforma” num determinado aspecto do jogo. Por exemplo, ondas mais lentas fazem um aviãozinho na tela ficar inclinado, ondas mais rápidas fazem com que ele voe reto. Assim, pode-se fazer um jogo (por exemplo, pedindo que um aviãozinho voe por um determinado trajeto, precisando ora ficar reto, ora ficar inclinado para se desviar de obstáculos) onde se estimula indivíduo a conseguir, por seu próprio esforço, usar mais ondas de um determinado tipo (frequência). Embora já tenham sido descritas algumas alterações no Eletroencefalograma de indivíduos com TDAH, muitos indivíduos não apresentam qualquer alteração e elas também não podem ser usadas para diagnóstico (que permanece sendo clínico, isto é, sem a realização de exames complementares, como inúmeros outros transtornos). Um estudo recente do tipo meta-análise – que reúne os artigos publicados a respeito de determinado assunto e os analisa rigorosamente de modo conjunto – investigou a eficácia do neurofeedback...

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Qual o papel dos professores para o diagnóstico de TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do desenvolvimento caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem se associar a comprometimento funcional amplo, incluindo vida acadêmica, social, familiar, entre outras áreas. Os critérios propostos pelo sistema DSM-5 – assim como no antigo DSM-IV – exigem que os sintomas estejam presentes em diferentes ambientes para que o diagnóstico seja realizado (Associação Americana de Psiquiatria, 2014). Apesar de notícias equivocadas e opiniões sem embasamento científico, a maior parte dos indivíduos com TDAH em nosso país continuam sem receber o tratamento adequado (Mattos e cols, 2012). Como todo problema complexo, existem diferentes razões para a dificuldade de identificar indivíduos com o transtorno, porém neste artigo concentraremos esforços em apenas uma das possíveis soluções este problema. Professores de ensino fundamental e médio podem ter papel fundamental para ajudar a reverter este panorama. É evidente que crianças e adolescentes com TDAH são capazes de prestar atenção em algumas situações, especialmente aquelas que envolvem tarefas prazerosas (jogos eletrônicos, por exemplo). Também é evidente que a desatenção – ou mesmo a hiperatividade – se tornará mais proeminente nas situações de maior demanda cognitiva, como atividades em sala de aula. Mesmo em casos nos quais os pais são capazes de perceber os sintomas na interação dentro de casa, apenas um ambiente não é suficiente para o diagnóstico o que reitera a importância...

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Enurese, Encoprese & TDAH

Enurese é a urinação involuntária que pode ocorrer a qualquer momento do dia ou da noite. Enurese primária: Crianças que nunca passaram a noite toda sem se molhar. Isso geralmente ocorre quando o corpo produz mais urina durante a noite do que a bexiga consegue segurar e a criança não levanta quando a bexiga está cheia. O cérebro da criança não aprendeu a responder ao sinal de que a bexiga está cheia. Não é culpa da criança ou dos pais. Enurese secundária: Crianças que não molhavam a cama por, pelo menos, 6 meses começam a molhar novamente. Existem muitas razões para que as crianças molhem a cama depois de estarem completamente treinadas. Podem ser físicas, emocionais ou apenas uma mudança. Encoprese é a dificuldade de controlar o esfíncter anal para a evacuação repetida de fezes em locais inadequados. Com maior frequência, trata-se de um ato involuntário, mas ocasionalmente pode ser intencional. Deve ocorrer pelo menos uma vez por mês, por no mínimo 3 meses. É uma desordem de causa fisiológica ou emocional, pode ocorrer tanto em adultos como em crianças. Estima-se que aproximadamente 1% das crianças com 5 anos de idade têm encoprese, sendo mais comum no sexo masculino. Quando a incontinência é claramente deliberada, características de Transtorno Desafiador Opositivo ou Transtorno da Conduta também podem estar presentes. A encoprese pode persistir com exacerbações intermitentes por anos, mas raramente se torna crônica. Enurese e TDAH são dois transtornos cuja...

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DEPRESSÃO E TDAH – PARTE IV

Este artigo faz parte de uma sequência de 4 artigos sobre Depressão e TDAH. Você pode ler na sequência numérica ou pode optar ir direto ao texto que mais interessar:Parte I – O que é Depressão / Tipos de depressão (clique aqui)Parte II – Depressão na Infância e Adolescência (clique aqui)Parte III – Colisão entre o TDAH e Depressão (clique aqui)Parte IV – Diferenças entre os sintomas de TDAH e Depressão (clique aqui)   DIFERENÇAS ENTRE OS SINTOMAS DE TDAH E DEPRESSÃO  Como vimos no artigo anterior, muitos sintomas de depressão confundem-se com os de TDAH. Isto requer alta habilidade, experiência e conhecimento do profissional médico para fazer o diagnóstico diferencial, uma vez que, queixas de irritabilidade, desatenção, desinteresse pela escola e baixo rendimento escolar, em princípio, podem levar ao diagnóstico de um ou de outro, ou de ambos. Os sintomas da depressão podem mascarar a existência ou coexistência do TDAH na pessoa, especialmente na criança, e o inverso também pode ocorrer; Apenas um profissional médico poderá avaliar e diagnosticar corretamente, porém, para que o êxito no diagnóstico aconteça o mais brevemente possível, é fundamental que parentes, professores, as pessoas que convivam com o paciente, saibam descrever com o máximo de precisão possível os comportamentos preocupantes que os conduziram ao médico. IMPORTANTESe uma criança, repentinamente, apresentar sinais de depressão acentuados, como embotamento, retraimento social extremo, recusa a ir à...

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DEPRESSÃO E TDAH – PARTE III

Este artigo faz parte de uma sequência de 4 artigos sobre Depressão e TDAH. Você pode ler na sequência numérica ou pode optar ir direto ao texto que mais interessar:Parte I – O que é Depressão / Tipos de depressão (clique aqui)Parte II – Depressão na Infância e Adolescência (clique aqui)Parte III – Colisão entre o TDAH e Depressão (clique aqui)Parte IV – Diferenças entre os sintomas de TDAH e Depressão (clique aqui)   TDAH + DEPRESSÃO Estudos apontam que cerca de 30% das pessoas com TDAH tem depressão. Em crianças com TDAH o risco de desenvolver depressão é três vezes maior do que nas crianças sem TDAH.Uma pesquisa mostrou que, em comparação com crianças que só tem TDAH, as crianças com TDAH e depressão tendem a ser mais ansiosas, acusam maior frequência de transtorno de ansiedade e fobia social, além de maior comprometimento social e escolar. Co-morbidades: duas ou mais patologias que incidem sobre o mesmo paciente, simultaneamente.  A depressão como comorbidade, pode ser desenvolvida a partir do transtorno básico, no caso o TDAH, ou desenvolvida paralelamente a este, podendo o paciente ter uma, duas ou mais comorbidades, com graus variados de intensidade. Desta forma, uma pessoa com TDAH e depressão, pode ter desenvolvido a depressão em função dos problemas que o TDAH vem acarretando em sua vida, ou, pode ser que a pessoa tenha as duas patologias...

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DEPRESSÃO E TDAH – PARTE II

Este artigo faz parte de uma sequência de 4 artigos sobre Depressão e TDAH. Você pode ler na sequência numérica ou pode optar ir direto ao texto que mais interessar:Parte I – O que é Depressão / Tipos de depressão (clique aqui)Parte II – Depressão na Infância e Adolescência (clique aqui)Parte III – Colisão entre o TDAH e Depressão (clique aqui)Parte IV – Diferenças entre os sintomas de TDAH e Depressão (clique aqui) DEPRESSÃO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA A distimia em crianças pode ter um curso crônico, com episódios de depressão maior ao longo da vida. O diagnóstico de distimia, demanda humor deprimido e ou irritável presente quase todos os dias, acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sintomas: Apetite aumentado ou diminuído; Sono aumentado ou diminuído; Fadiga; Baixa autoestima; Dificuldade de concentração ou de tomar decisões; Sentimentos de desesperança; Mau humor; Desânimo e tristeza; Predominância de pensamentos negativos; Falta de energia para agir; Isolamento social; Tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e de tranquilizantes.  A maior dificuldade, no caso dos distímicos, é que raramente percebem que têm um problema. Acham que o mau humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas e a tristeza que nunca cessa, fazem parte de sua personalidade, do seu jeito de ser, assim, quase nunca procuram ajuda. Da mesma forma, muitas vezes, parentes de pacientes distimicos, inclusive de crianças, podem...

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DEPRESSÃO E TDAH – PARTE I

Este artigo faz parte de uma sequência de 4 artigos sobre Depressão e TDAH. Você pode ler na sequência numérica ou pode optar ir direto ao texto que mais interessar:Parte I – O que é Depressão / Tipos de depressão (clique aqui)Parte II – Depressão na Infância e Adolescência (clique aqui)Parte III – Colisão entre o TDAH e Depressão (clique aqui)Parte IV – Diferenças entre os sintomas de TDAH e Depressão (clique aqui) O QUE É DEPRESSÃO? De todos os transtornos psiquiátricos, a depressão talvez seja o mais conhecido da população em geral. Mas, será que você sabe mesmo o que é depressão? A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta o estado de humor da pessoa, deixando-a continuamente em um estado anormal de tristeza; É incapacitante e pode afetar gravemente a vida do indivíduo, inclusive levando ao suicídio em casos mais graves. Afeta homens e mulheres, de qualquer faixa etária, (mulheres são duas vezes mais afetadas). Em crianças e idosos o transtorno tem especificidades, sendo a ocorrência também comum em ambos os grupos. Estima-se que cerca de 350 milhões de pessoas em todo mundo, sofram de algum tipo de depressão. Embora o diagnóstico da depressão seja clínico, ou seja, não existem exames, fortes evidências indicam que a depressão é um transtorno neurobiológico; Esta hipótese é bem aceita, principalmente porque cerca de 80% dos casos de depressão apontam melhora...

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Sintomas de ansiedade e depressão em famílias de crianças com TDAH: Análise de resultados recentes em amostra de famílias brasileiras.

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos mais prevalentes da infância e adolescência[1]. Nas últimas 2 décadas, com o constante crescimento do conhecimento acerca do TDAH, novos questionamentos sobre sua etiologia vêm surgindo. Achados consistentes em pesquisas realizadas com familiares de portadores de TDAH já demonstraram as altas taxas de herdabilidade do transtorno[2]. Embora não se tenha dúvida sobre a influência da genética na etiologia do TDAH, diversos estudos sugerem que o ambiente familiar também está envolvido. Outro achado que merece destaque é a alta incidência de sintomas de ansiedade e depressão em crianças com TDAH e também em seus familiares[3]. Todo este conhecimento nos leva a novos questionamentos. Podemos resumir alguns destes da seguinte forma: De que maneira a genética e o ambiente familiar interagem e influenciam a incidência de TDAH e de sintomas de ansiedade e depressão? De que forma os sintomas de ansiedade e TDAH estão relacionados? Como medir a influência do TDAH sobre os sintomas ansiosos, e vice-versa? Recente pesquisa com famílias de crianças com TDAH foi conduzida na Universidade Federal do Rio de Janeiro com objetivo de investigar algumas das questões acima citadas. Os primeiros achados desta pesquisa foram descritos no artigo “Multilevel analysis of ADHD, anxiety and depression symptoms aggregation in families”[4]. Os resultados obtidos indicam que a presença e a gravidade dos sintomas de desatenção em...

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Entenda o funcionamento da Legislação Brasileira sobre o TDAH

  Direito & Legislação   No Brasil ainda não existem políticas públicas oficiais, em âmbito federal, para as pessoas com TDAH.   A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, lançada pelo Ministério da Educação, no ano de 2007, não incluiu alunos com TDAH como público alvo da Educação Especial, embora o Brasil seja signatário da Organização das Nações Unidas (ONU), e tenha assinado a Declaração de Salamanca documento “Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, o qual demanda que os Estados assegurem que a educação de pessoas com deficiências seja parte integrante do sistema educacional.   “• toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem, • toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas, • sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades”Declaração de Salamanca, 1994   Desde então, a Sociedade Civil Organizada, a exemplo da ABDA (Associação Brasileira de Atenção, vem se mobilizando no sentido de conquistar algumas garantias legais para as pessoas com TDAH. Algumas metas já foram alcançadas, com muita luta, como o reconhecimento no ENEM e algumas leis regionais. Em esfera nacional, o projeto de Lei 7081, tem por objetivo instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e...

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O TDAH é subtratado no Brasil

Estudo científico publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria em dezembro de 2012 demonstra que o TDAH é subtratado no Brasil. Clique aqui para ver o estudo na íntegra.   ABDA® Todos os direitos reservados. Copyright...

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Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP publica carta de esclarecimento sobre TDAH e o seu tratamento

A Disciplina de Neurologia Infantil do Departamento de Neurologia e o Setor de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp vem apúblico se posicionar em relação a informações equivocadas veiculadas recentemente sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e seu tratamento.  A ABDA, em nome das pessoas com TDAH do Brasil, apoia e agradece a carta dos respectivos departamentos da UNICAMP. Clique aqui para ler a carta na...

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O TDAH também afeta gente grande

10 super dicas para você gerenciar os sintomas do TDAH na vida adulta         Ao contrário do que muita gente pensa, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou TDAH ainda é um transtorno pouco conhecido e subdiagnosticado em nosso meio, não raro sendo motivo de controvérsias por parte de pessoas leigas, principalmente quando se trata de um indivíduo adulto. Fato lastimável, uma vez que os estudos científicos mostram que o transtorno evolui com sintomas ao longo da vida numa prevalência de aproximadamente 4% da população mundial. No Brasil, cerca de 2.000.000 de brasileiros adultos sofrem os sintomas do TDAH, em grande parte pelo não reconhecimento do transtorno, o que impede o seu diagnóstico e tratamento corretos. O TDAH é uma condição que pode ser grave e que se caracteriza por um padrão crônico e persistente de comprometimento, cujos sintomas cardinais são os de desatenção, hiperatividade e ou impulsividade. Pode afetar seriamente a qualidade de vida do indivíduo em todos os setores seja na esfera afetiva, social, laborativa, acadêmica ou profissional. A maioria cursa com quadros variáveis de disfunção executiva, como dificuldade de se organizar, planejar, administrar o tempo, lembrar de datas e compromissos importantes, entre outros. É comum que eles se sintam limitados, não conseguindo desenvolver todo o seu potencial, fato que costuma desencadear baixa autoestima e sentimentos de minusvalia, insegurança, impotência, incompetência e fracasso precoce. Igualmente, outras condições como depressão,...

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