Ser diagnosticada como portadora de TDAH foi libertador pois sempre achei que era louca, retardada e atrapalhada. Ter consciência que você apenas sofre de um distúrbio é fundamental para buscar maneiras de conviver com ele sem ficar com baixa auto-estima e principamente sem deixar que as pessoas que convivem com você lhe rotulem ou hostilizem. Após o diagnóstico, meu relacionamento com meu marido, filho e colegas mudou radicalmente e agora ao invés de ser discriminada, recebo ajuda e suporte para que todos possamos conviver em harmonia, apesar dos inconvenientes que o TDAH causa no dia a dia. Meu filho também é portador e por isso temos uma abordagem totalmente diferenciada sobre seu desempenho escolar e convivência diária. Isto não quer dizer que somos complacentes com suas falhas e ou que exigimos dele menos do que ele é capaz de produzir. Simplesmente buscamos juntos um modo de sobreviver ao transtorno sem tornar nossas vidas um martírio de culpa e frustrações. Parabéns a todos os profissionais envolvidos em transformar a vida do portador e familiares em uma existência mais feliz, plena e compensadora. Obrigado de coração. Um abraço. Rosi Deamo